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terça-feira, julho 19, 2011

ANO V - NUMERO 231

TSUNAMI NO BEIRA RIO

A derrota para o São Paulo foi só o pano de fundo para algo que já estava no forno há algum tempo (dizem que desde o empate com o Coritiba). Falcão foi apenas a maior das vítimas dos desentendimentos políticos e desacertos dos grupos que compõem a diretoria do INTERNACIONAL. Assumiu em meio ao turbilhão de vaidades e em decorrência da incompetência de nosso atual Presidente e acreditou em promessas que nunca se concretizaram. Não se pode dizer que Falcão fez um trabalho ótimo, mas, sem dúvida, sua demissão não encontraria amparo dentro de um quadro de estabilidade política. As vaidades de Siegmann vieram à tona, como um tsunami, no dia de sua demissão. Ao menos serviram para expor e deixar claro ao sócio e ao torcedor Colorado a real situação interna do clube. Luiggi preferiu não se expor, mas suas declarações deixaram evidentes que não é ele o grande mandatário do clube. O episódio atual apenas escancara e explicita uma realidade da qual já se devia suspeeitar: eminências parda (leia-se F. Carvalho) continua a dar as cartas no futebol Colorado.

G. LUIGGI

Luiggi foi fraco durante a campanha presidencial, quando não conseguiu amealhar o apoio integral do grupo de sustentação da diretoria que encerrava. Luiggi foi mais fraco ainda quando não teve coragem de demitir C. Roth logo após a derrota para o Mazembe. Foi ainda mais covarde ao demitir Roth em meio à Libertadores e contratar Falcão que, agora ficamos sabendo, não era seu nome preferido. Luiggi aguardava há mais de um mês para demitir um vice de futebol com o qual sequer mantinha diálogos. Enfim, o Presidente do INTERNACIONAL não manda "bulhufas" dentro do Beira-Rio.

FALCÃO e as variáveis do futebol

O técnico P. R. Falcão sai com retrospecto nada mais do que mediano. Foram 19 jogos e apenas 8 vitórias. 4 doloridas derrotas em casa para Peñarol, o primeiro clássico das finais, Ceará, e São Paulo. De positivo Falcão coloca em seu currículo a conquista do Gauchão, de virada, dentro da casa do inimigo e a postura coerente de manutenção do sistema de jogo. Foi demitido exatamente quando encontrara o sistema e a forma de jogar ideais. O futebol possui muitas "variáveis" e complicações. Não basta conhecer futebol, ser coerente e obter resultados. É preciso, também, saber lidar com as tais "variáveis".

FERNANDÃO I


A contratação de Fernandão é uma jogada para o torcedor. Deve atingir, a princípio, o objetivo de acalmar ânimos. Mas não agrada a quem tem um mínimo de compromisso com o clube, sua história e com as modernas diretrizes da boa administração. Aliás, o INTERNACIONAL caminha no contrafluxo da profissionalização. Fernandão assume o cargo que era de Chumbinho, um técnico, um profissional com ótimos serviços prestados ao clube. Assume um ex-ídolo, sem preparação técnica para o cargo; e, pior, com discurso e postura tendente a reforçar e incentivar as "panelas" do vestiário.

FERNANDÃO II

Fernandão foi o capitão das grandes conquistas de 2006. Um jogador excepcional e de caráter e postura irreparáveis dentro das quatro linhas. Mas, fora de campo, sua liderança serviu também para fomentar o surgimento de grupos dentro do vestiário. É do conhecimento geral, por exemplo, que Fernandão praticamente expulsou o jovem Chiquinho do grupo. Em sua primeira entrevista, Fernandão deixou claro que tratará de forma diferenciada a turma das antigas (mencionou especificamente Índio).

PANELAS

Em 21.dezembro.2010 externei minha inconformidade com a permanência de C. Roth após a derrota para o Mazembe. E, na época, alertei: "o pior da renovação de Roth é o fortalecimento das panelas e da política do carteiraço, em franca expansão dentro do Beira-Rio no último semestre. A própria permanência de F. Carvalho, criando um ambiente hostil para o novo vice de futebol R. Siegmann, revela que a panela dos jogadores de maior cartaz, liderados por Bolivar, está muito forte. Não gosto desse cenário que se avizinha. O INTERNACIONAL precisa tomar muito cuidado com este primeiro semestre. Tudo indica que não tenhamos maiores dificuldades para obter a classificação as oitavas de final da Libertadores. E é exatamente isso que me preocupa. Avançar a fase de mata-mata, com o Nacional em andamento, e nela sucumbir. Está aí o recente exemplo do Fluminense de 2008, vice campeão da Libertadores e quase rebaixado no Nacional. É preciso muito cuidado!" (coluna 202). Nada mais atual. Infelizmente minhas previsões estavam corretas. A contratação de Fernandão fortalece as políticas do carteiraço e as panelas do vestiário.

OBRAS NO BEIRA RIO

"O SPORT CLUB INTERNACIONAL comunica a seus conselheiros, sócios, torcedores e imprensa que a parceria estratégica com a Construtora Andrade Gutierrez encontra-se em fase final de formalização contratual. Cabe ressaltar que não haverá nenhum prejuízo do prazo de entrega do projeto Gigante para Sempre para a Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014." (Comunicado n. 12 da Comissão de Obras). Já são 12 comunicado 4 meses e, até agora, nenhuma transparência ou novidade. Por que, afinal de contas, não há a assinatura do contrato ? O que está pendente ? Quais os direitos e deveres do INTERNACIONAL no negócio ? O sócio Colorado clama por respostas urgentes!

CASA BANDIDA DO FUTEBOL

Programa Bate Bola da ESPN discutiu o "puxa-saquismo" de parte da imprensa que cobre o selecionado brasileiro. Debate foi originado por declaração subserviente de W. Campos, repórter da rádio Itatiaia de Minas Gerais. Vale a pena conferir (clique aqui e confira). Em tempo: não é preciso ir longe, aqui na Aldeia, na imprensa pampeana, tem muito puxa saco. É só prestar atenção!


RAPIDAS

Derrota da seleção brasileira em terras argentinas era algo mais do que previsível. Quem quis se enganar se enganou;

Agora, ninguém poderia esperar as 4 cobranças de penalti contra o Paraguai;

Aquilo pareceu uma afronta ao torcedor brasileiro.

E o Sr. M. Menezes será mantido. Que barbaridade!

Seleção a cada dia mais desprestigiada...

"Quando acabou a sintonia (com Luiggi) ? Talvez no nosso nascimento (Siegmann);


"Evidente que meu coração está sangrando" (Falcão)

"Tinha de tomar a decisão para reverter a fase. Era o momento da mudança" (Luiggi)

Pelas declarações de Siegmann, ficou evidente que, há longa data, Luiggi já o deveria ter demitido;

Mais: Siegmann sequer deveria ter sido convidado a assumir o departamento de futebol

Para descontrair: piada da aldeia dá conta que Falcão, em seu discurso de despedida, teria chorado mais do que o padeiro de bento.

"Bobagem pior fez os cartolas do Internacional, que literalmente sacanearam o Falcão. Tiraram ele da TV Globo com a promessa de um planejamento de duas temporadas. E aos poucos ele foi retomando o manha de ser técnico. E o Falcão tem qualidade. Pensa o futebol de maneira inteligente. Com o tempo iria dar certo. Mas a cartolagem, que não ganha salário e nunca larga o osso, deitou e rolou. Fez o que quis com a vida do ídolo. Não cumpriu com a palavra só pra variar. O que comprova mais uma vez que não dá pra confiar em dirigentes. Todos são iguais. Fiquei triste pelo Falcão, mas ele tem competência para se reerguer e dar a volta por cima." (Blog do Neto).

Afora os erros de concordância e gramaticais, concordo inteiramente e subscrevo a opinião do craque Neto.

O quadro é ruim, mas aposto em Dunga para conferir um pouco de dignidade ao final de nossa temporada.

A propósito de Dunga, perdeu o cargo de treinador da seleção e foi vítima das mesmas "variáveis" do futebol que agora ceifaram a permanência de Falcão no INTERNACIONAL.

Os amigos Roberto e Zé Henrique Salim apostam suas fichas em Argel.

A. Stival (vulgo Cuca) tem 91% de rejeição nas enquetes das rádios.

Minha esperança é que este boato seja mais uma das tantas brincadeiras que a imprensa pampeana gosta de fazer com o torcedor.

A contratação do Sr. A. Stival desencadearia onda de abandono de sócios nunca antes vista na história de um clube de futebol.

E, tenham certeza, eu serei um deles.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio

O Dedo de Julinho Camargo

O Grêmio prepara-se para o confronto desta quarta-feira contra o Figueirense em Santa Catarina, pelo Campeonato Brasileiro, com a excelente notícia da obtenção do efeito suspensivo sobre a absurda punição de 4 jogos que havia sido imposta ao meia Douglas pela expulsão contra o Avaí, no Olímpico, há 2 rodadas.


O Tricolor voltou a vencer no campeonato derrotando o Coritiba por 2x0 há 10 dias, no Olímpico, e conquistando o 1º triunfo sob a batuta de Julinho Camargo. Após um 1º tempo apático, onde o Grêmio viu Marcelo Grohe fazer grandes defesas e salvar o time de uma derrota parcial, no 2º tempo, o dedo de Julinho apareceu pela primeira vez em campo: Bruno Collaço ingressou no lugar de Neuton na lateral esquerda e passou a ser uma opção forte de ataque, ao passo que Leandro foi reposicionado na frente, movimentando-se por ambos os lados do campo. As mexidas deram novo ânimo ao time.


A vitória sobre o Coxa nasceu num cruzamento de qualidade de Mário Fernandes pela esquerda para um “testaço” digno de centroavante de Gilberto Silva, que começa a afirmar-se no meio de campo com sua experiência e sabedoria. O time todo cresceu e com ele Douglas, que fez um lindo corta luz num cruzamento de Leandro e deixou André Lima de frente para o gol para voltar a marcar, depois de aproximadamente 4 meses em recuperação de lesão.


Opções

Julinho vem consolidando a dupla de ataque com Leandro e André Lima. Escudero vem crescendo de produção com o novo treinador, ao passo que Miralles fica como uma opção de luxo no banco gremista. Convém ao novo treinador gremista, entretanto, observar melhor este jogador, que foi trazido como principal esperança para ser a solução no comando do ataque, na tentativa de reeditar com André Lima a parceria de sucesso que ele e Jonas realizaram em 2010.

Ambiente

Apesar da tranquilidade ter voltado ao ambiente do Olímpico após a última vitória, algumas situações ainda parecem fora do lugar e precisam ser ajustadas para confirmar o novo momento na competição.

Marquinhos, que até o momento não apresentou bom futebol, deu entrevista em tom de cobrança de que pode ser titular da meia cancha ao lado de Douglas. André Lima mostrou-se insatisfeito ao ser afastado de um treinamento para realizar trabalhos físicos, e Miralles dá sinais de descontentamento com o pouco aproveitamento e com a reserva.

É preciso uma atuação forte do departamento de futebol e especialmente do vice de futebol Antônio Vicente Martins para que a ansiedade do elenco gremista seja canalizada em benefício do time dentro de campo, deixando as crises de declarações para o lado vermelho. Vicente Martins deve demonstrar o que, até agora, não deixou claro: pulso firme para controlar o vestiário, sem, no entanto, tentar influenciar na formação pretendida pelo treinador através de declarações públicas nas rádios.

Mano

O iminente naufrágio da embarcação brasileira anunciado na 1ª fase da Copa América confirmou-se após uma partida onde o Brasil esmagou o Paraguai, mas não teve competência para converter em gols sua superioridade. O 4-3-3 implantado por Mano Menezes mostrou-se ineficiente e nem mesmo as individualidades foram capazes de suprir a falta de entrosamento tático do time.

A derrota por 2x0 nos pênaltis, com todas as 4 cobranças sendo desperdiçadas, encerrou a vexatória participação brasileira e foi um fato raro na história do futebol brasileiro. Lembrou a decisão entre Grêmio e Guarany do Paraguai pelas oitavas-de-final da Libertadores de 1997, quando o Tricolor venceu a disputa nos pênaltis por 2x1, com 7 cobranças sendo desperdiçadas no total.

Celeste

A celeste olímpica uruguaia fez bonito e eliminou os hermanos da Copa América em plena Argentina. O jogo teve a típica atmosfera da garra sul-americana, e foi vencido pelo Uruguai nos pênaltis, após mais de 80 minutos jogando com 1 a menos contra a pressão da torcida argentina. O 4-4-2 de Oscar Tabárez, com 2 linhas compactas na defesa e no meio, lembraram o Peñarol que foi à final da Libertadores contra o Santos. O renascimento do futebol uruguaio tem tudo para ser confirmado com o título da Copa América no próximo final de semana.

Crise Vermelha

As vitórias sobre os modestos Figueirense, Atlético/MG e Atlético/PR iludiram os torcedores vermelhos. Falcão não conseguiu superar a falta de Julinho Camargo e encarreirou 3 derrotas contra Vasco, Corinthians e São Paulo, equipes de maior renome no cenário nacional.

O presidente colorado Luigi “matou 2 Robertos com uma só cajadada” e demitiu o treinador e o vice de futebol Siegmann. As declarações de ambos foram dignas de uma tragédia grega: Falcão desmentiu a boa relação manifestada por Luigi e endereçou ao presidente colorado declarações de má condução dos assuntos do clube; disse, ainda, que sua contratação nunca foi avalizada por Luigi, que tem em Fernando Carvalho seu principal apoiador. Siegmann resumiu toda a situação dizendo que suas diferenças com o mandatário colorado começaram “no seu nascimento”, e disparou contra Luigi, dizendo que “não bate continência” para as estruturas internas.

Julinho Camargo não poderia ter escolhido melhor momento para corrigir os rumos de sua carreira e retornar para o lado azul. Juntamente com toda a comissão técnica vermelha, hoje estaria desempregado. O mau momento vermelho deflagrou as diferenças e o “racha” político existentes dentro do clube, e confirmou a máxima gaúcha de que “nada como um dia após o outro”. Leiam o título da coluna do vizinho na semana passada e entenderão do que estou falando.

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981

quinta-feira, junho 30, 2011

ANO V - NUMERO 228

FEIJÃO COM ARROZ

No rigor do inverno, nada melhor do que um bom feijão com arroz. Talvez esse pensamento tenha guiado Falcão ao escalar e posicionar o time em campo contra o Figueirense. A adoção do 4-4-2, com dois volantes e dois meias ofensivos, um atacante de lado e um centroavante aipim, hoje em dia, é o que há de mais básico e elementar e o que há de mais efetivo em termos de futebol. Qualquer outro esquema é invenção e requer plantel com qualificações extraordinárias. O tal de 4-2-3-1, que Roth tanto cultuou em sua última passagem pelo Beira-Rio, só funciona em seleções nacionais de ponta (Alemanha e Holanda no Mundial 2010) ou em elencos galáticos do futebol europeu. Aqui na aldeia não adianta inventar, o que rende e o que funciona é o bom e velho feijão com arroz.

APROXIMAÇÃO I

Tanto se falou em equilíbrio, em compactação, mas a palavra chave da melhora de produção da equipe foi a aproximação. E, mais especificamente, a aproximação entre Oscar e D'Alessandro, que levou a loucura o sistema defensivo do Figueirense. As tabelas entre a dupla de meias ofensivos municiaram bastante o ataque (Damião teve 4 ou 5 oportunidades de gol) e também resolveram sozinho o problema da criação, como no belo golo anotado por Oscar. É claro que o jovem e D'Alessandro são jogadores de técnica diferenciada. Mas não se pode negar que a postura tática foi fundamental para a eficiência da dupla.

APROXIMAÇÃO II

É importante mencionar a importância da postura tática, porque Falcão não terá Oscar, a partir de sua ida para a seleção sub20. Andrezinho retornará e, tudo indica, substituirá o jovem no time. Mas aqui sempre há o perigo (e temor) de que retorne o sistema com três volantes. Já está provado e comprovado que é com dois meias ofensivos que o time funciona. Não é de hoje. Além de Andrezinho, Falcão dispõe de R. Goulart para fazer a função hoje desempenhada por Oscar.

VOLANTES

Há algum tempo venho batendo na mesma tecla. Anotei na coluna n. 225: "Repetirei, literalmente, o que disse na última semana. É força que Falcão coloque em prática um revezamento entre Bolatti, Tinga e Guinazu, escalando dois deles por jogo e preservando o outro.". Domingo Guiñazu e Tinga, mesmo sem atuação exuberante, deram conta do recado mais uma vez, protegendo a Avenida Nei e bloqueando as ações inimigas pelo meio de campo. Vem aí a maratona de jogos aos finais e meio de semana. E, nesse momento de acúmulo de jogos e eventuais suspensões pelo terceiro amarelo, Bolatti e Glaydson demonstrarão, como ótimos suplentes, a importância do plantel.

LAURO

Lauro será negociado por R$ 1,5 milhão para o Galatasaray da Turquia. É um bom negócio, porque Lauro nunca conseguiu se firmar no INTERNACIONAL. Mesmo com boas atuações e a conquista da Taça Sudamericana, sempre foi contestado. A venda também é um sinal dos tempos. Diretoria resolveu cortar gastos e privilegiar o aproveitamento da gurizada, no que faz muito bem. Muriel e Agenor estão prontos para assumir o arco. Em tempo: negociação foi intermediada por C. A. Taffarel (e esse sabe tudo e um pouco mais da posição!).

GURIZADA DE FÉ


A gurizada dos juniores venceu a vizinhança no mata-mata semifinal do Campeonato Gaucho. Foi uma disputa acirrada, com todos os elementos de um clássico gNAL. Muita disputa e peleia e até mesmo pauleira, como manda a receita de um bom clássico pampeano. E a vitória Colorada veio nas penalidades, com defesas do arqueiro Alisson, irmão do Muriel. Na primeira partida das finais, o INTERNACIONAL venceu o Caxias por 3x0, no Estádio Centenário. Os gols do Inter foram marcados por Marcos, L. Roggia e Sasha. Agora o Colorado pode até perder por 2 gols de diferença na partida decisiva que será disputada no Beira-Rio, no próximo sábado, às 15 horas.

EXTRA CAMPO I

Balancetes do primeiro semestre revelou que o futebol Colorado gastou algo em torno de R$ 35 milhões nos 5 primeiros meses de 2011. Foram aproximadamente R$ 7 milhões mensais. Sem dúvida é muito dinheiro. Por isso mesmo a diretoria começou a adotar práticas de enxugamento. As saídas de Sobis, Cavenaghi, Renan e possíveis negociações de outros jogadores não aproveitados, deve acarretar relevante economia e merece aplauso. Mais ainda, essa política de corte de gastos obrigará a privilegiar as categorias de base em detrimento de contratação de reforços, o que também saudo efusivamente.

EXTRA CAMPO II

Do ponto de vista das obras do Beira-Rio, algo acontece ou acontecerá de podre. É algo sobre o que não nós é dado conhecer; coisas dos bastidores do futebol. Por que tanta demora na assinatura do contrato com a A. Gutierrez ? Quais, afinal de contas, as obrigações e deveres da empreiteira ? E quais os ônus e bônus para o clube ? Os associados e torcedores do Sport Clube INTERNACIONAL agradeceriam, encarecidamente, respostas.

CLUBE DA SEGUNDONA


E o clubinho capitaneado pela vizinhança recebe mais um integrante nobre. O River Plate caiu para a Segunda Divisão argentina, em campanha dramática e recheada de episódios dantescos e vexatórios. Tu sabe bem o que é isso, não é vizinho ? Agora, na Argentina, apenas Boca e Independiente nunca vivenciaram a penumbra da Segundona. Aqui no Brasil, INTERNACIONAL, Flamengo, Santos, Cruzeiro e São Paulo. Detalhe: o vizinho já caiu duas vezes e numa delas voltou com virada de mesa (na outra com direito a Batalha dos Aflitos - bah!). E, ao que parece, iniciou nova caminhada, agora para o Tri-Rebaixamento.

PADEIRO-CARETEIRO

Olha aqui ô, valeu a pena esperar para redigir a coluna. A noite/madrugada de quarta-feira foi daquelas que tanto gostamos. Atuação e resultado desastroso lá na azenha. Empate contra o lanterninha. O padeiro falando uma coisa e o Presidente (e dublê de Deputado) o contradizendo. A Rádio Guaíba (fura-fura), capitaneada pelo insuperável L. C. Reche, noticiando tudo e entrevistando todos. E, melhor de tudo, a pijamada defendendo a permanência do padeiro. A campanha do Tri-Rebaixamento, só não vê quem não quer, está deflagrada.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Deixo por último o tema menos relevante. Só vou assistir aos jogos dessa seleção se não tiver mais nada para fazer. Lucas ostentando a camisa número 5 e o Sandro na reserva só pode ser uma provocação a quem entende de futebol. Nem a presença do Lúcio na zaga e do Pato na frente serão capazes de salvar essa gororoba que é o selecionado do Sr. Menezes.

RÁPIDAS

Santos foi campeão da Libertadores, mas aqui no BLOgNAL o placar foi de 6x3 para o Peñarol.

Peñarol demonstrou ser possível montar um time competitivo com pouco dinheiro. E Santos demonstrou a importância da qualidade técnica para a conquista de um título dessa envergadura. Vitória justa do time paulista.

Encontro de Reis em Belo Horizonte. Falcão e Dadá Maravilha relembram momentos da conquista do Brasileiro de 1976. Clique e confira.

O que esperar do INTERNACIONAL na partida de Belo Horizonte ? Que repita a escalação, o padrão de jogo e a disposição demonstrada no último domingo contra o Figueirense.

Não gosto de comentar boatos ou especulações, mas essa de que o lateral Nei pode ser negociado com Galatasaray é muito animador para me manter calado.

Não é só a gurizada dos juniores que vai de vento em popa. A piazada do juvenil, comandada pelo técnico Clemer, superou com facilidade o Rio Grande e construiu uma bela goleada por 6 a 0, em confronto válido pelas oitavas-de-final da Copa FGF Sub-17.

No futebol feminino, as gurias Coloradas também representam bem as cores do clube. Venceram o Flores da Cunha por 2x1 e garantiram vaga no octogonal final do Estadual, que acontece a partir do mês de julho.

E por falar em gurias Coloradas. Pobre vizinhança, tratando-se de clássico gNAL é banho dentro e fora das canchas. Confiram a última GAROTA COLORADA e me digam se estou enganado.

E já vou avisando a vizinhança. As fotos da GAROTA COLORADA estão disponíveis só para quem é sócio. Não é p'ra qualquer um, viu vizinho ?!

E os trabalhadores da Arena Humaitá, hein ? Mais uma paraolisação por precárias condições de trabalho. Com a palavra o vizinho!

E o padeiro hein ? Veio, fez caretas, fanfarreou, desautorizou dirigentes, iludiu velhas viúvas apaixonadas, e foi embora sem levantar sequer um caneco... Viva o padeiro de bento!!!


Padeiro que troca o rigor do inverno gaúcho (e as luvinhas) pela sunga e as areias de Copacabana.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio



CAOS DECRETADO


O empate com amargo sabor de derrota diante do Avaí, que até então era lanterna do campeonato, decretou de vez o caos no Olímpico. As consequências foram óbvias: Renato Portaluppi não é mais o treinador do clube. E sou obrigado a dar razão ao Paulo Odone, mandatário do clube, que tomou a decisão pessoalmente. Afinal, quem acompanha aqui o espaço, mesmo com o Sancho e mesmo comigo, já percebeu que a linha editorial da coluna azul vem no sentido que o Renato já havia virado o fio faz tempo. E o empate de quarta foi apenas uma consequencia natural da sequência dos fatos.


RENATO I

O time que ele escalou para enfrentar o Avaí tinha Gabriel na lateral-direita, Mário 'Doril' Fernandes e Rafael Marques na zaga, e na esquerda havia sido promovida a volta de Bruno Collaço. Rochemback e William Magrão como volantes, e a escolha de Lúcio para fazer o lado esquerdo do losango, fechando com o malemolente Douglas. No ataque, as voltas de Leandro e André Lima. Escudero, mais uma vez, começou o jogo no banco enquanto nosso agora ex-treineiro bancou seu "bruxo" camisa 11.


RENATO II

Ele já havia feito uma escolha totalmente equivocada quando entrou contra o Botafogo com um inexplicável 3-6-1, com Gabriel de ala e apenas Lins no ataque. E como eu sempre digo: 3-6-1 não é esquema, é invencionice. Obviamente tomamos 2 gols em questão de minutos, e restou apenas a troca de esquema, quando Marquinhos saiu lesionado ainda no primeiro tempo e foi promovida a entrada de Roberson. Daí o GRÊMIO até melhorou, mas a derrota esperada aconteceu.


RENATO III

Era evidente que o discurso de Renato estava desgastado, e suas escolhas estavam sendo contestadas por quem entendia um mínimo de futebol. Dos 7 pontos que projetei contra São Paulo, Vasco da Gama e Botafogo, conquistamos apenas um. E logo na rodada seguinte empatamos com o lanterna do campeonato em casa, sendo que perdíamos o jogo até os 49 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Rafael Marques achou um gol pra nós, evitando aquela que seria a primeira derrota do GRÊMIO diante do Avaí no Olímpico em toda a história do confronto. Sou do tempo em que gol no final era considerado heroico quando era contra o Flamengo no Maracanã e valia título. Agora, achar gol contra o Avaí em casa não é imortalidade, e sim IMORALIDADE.


RENATO IV

E também era evidente que para a nossa torcida, especialmente a turma da "amizade, trago e alento" que cresceu vendo o GRÊMIO se "achicar" durante os últimos dez anos, onde o mais relevante título que viram ganhar foi um campeonato da série B, os grandes vilões foram os dirigentes e o Renato saiu como mártir. Tudo bem que a Batalha dos Aflitos foi heroica, foi mais pelo jeito que foi conquistado do que propriamente pelo título em si. Eu vi o GRÊMIO ganhar duas libertadores, um mundial, 4 Copas do Brasil e um brasileiro, pois em 1981 eu tinha apenas 6 anos e não acompanhava futebol. Portanto, estes 36 anos de idade deram a mim algum senso crítico pra saber que o técnico Renato estava deixando a desejar. O ídolo como jogador é incontestável, mas o técnico não servia mais.


RENATO E A DIREÇÃO

Agora a pouco li no twitter do amigo e colega de Conselho Pimpo Contursi: jamais esqueçam que o nome gravado atrás da camiseta nunca pode ser maior do que o distintivo que está na frente dela. Foi algo assim, mas foi a melhor coisa que eu li nestes últimos dias de tanta contestação e tanta coisa que nem vale a pena comentar. Mas enfim: era clara a desarmonia entre o Renato e a direção. E foi evidente que o presidente Odone deu o recado bem claro: estava demitindo Renato e também o vice Antônio Vicente Martins. Acontece que o primeiro entendeu o recado e o segundo não. E pelo jeito irá permanecer. Consequência de termos um vice eleito do clube no futebol. Odone terá que ter muita habilidade para resolver a pendenga.


PELA PROFISSIONALIZAÇÃO

O Movimento GRÊMIO NOVO, do qual eu faço parte, lançou uma nota em seu site oficial uma nota apoiando e cobrando a profissionalização no futebol do clube.

Segue a parte mais relevante da nota:

A traumática saída de um dos nossos maiores ídolos do comando técnico do clube, poderia marcar um divisor de águas na gestão do Grêmio. Qual passo pode ser dado para elevar o Tricolor para um novo patamar no quesito gestão do futebol? Este é o momento de aproveitar a oportunidade oferecida pela crise, aproximando-nos do estágio no qual se encontram os maiores clubes da Europa.

Assim, o MGN manifesta a sua posição de apoio a medidas que venham a ser tomada para tornar efetivo o suporte profissional ao Departamento de Futebol. Tudo que for feito neste sentido terá a nossa aprovação, por representar compromisso histórico do nosso movimento.

A nota na íntegra está em http://www.gremionovo.com.br/e-hora-de-avancar/


Saudações imortais,

Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Conselheiro do GRÊMIO FBPA
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração

PS: a coluna da semana passada, abordando o jogo contra o São Paulo, sairá até domingo.