Mundo Esportivo - Clássicos - Gre-Nal

A coluna mais lida da Seção de Clássicos retorna para regozijo de todos que sentimos a ausência do periódico Mundo Esportivo! Todas as terças-feiras, novos embates. A semana dos maiores clubes do Rio Grande do Sul sob os pontos de vista azul e vermelho. A neutralidade é veementemente proibida. P.S.: Recomenda-se a leitura com cerveja bem gelada. De preferência, Polar!

Sexta-feira, Julho 17, 2009

 
Edição Especial!

Editoria de Arte Globo.com/GloboEsporte.com


SERÃO CEM ANOS NO FIM-DE-SEMANA


Em celebração, escolheu-se dois textos publicados originalmente no Impedimento. Ambos os autores são colorados, mas isso não importa. Não, de hoje até às 16 horas de domingo, ao menos. E não importa porque escrevem como apaixonados pelo Gre-Nal. O lado, agora, é o que menos interessa. O jogo envolve gremistas e colorados por igual, e -como relata Cassol- ao longo desses 100 anos todos têm motivos de sobra para se orgulhar do seu próprio lado (e, por que não?, mesmo sem admitir, invejar o outro também). Portanto, dane-se, como bem aponta Ceconello, se as direções se fecharam em pavor do rival, e ignoraram solenemente a data. O clássico é maior do que as mesquinharias provincianas dos cartolas. O clássico é de cada gremista e cada colorado individualmente. E, assim, convidamos todos para celebrar estes 100 anos cada qual a sua maneira.


100 anos de Gre-Nal, o melhor jogo do MUNDO!


Saudações grenalistas,
Paulo Roberto Tellechea Sanchotene - sancho.brasil@gmail.com

P.S.: Tomei a liberdade acrescentar ao texto do Ceconello, a experiência do meu primeiro Gre-Nal num estádio, e algum linque no texto do Cassol. Minhas inserções estão entre colchetes. Não possuo mesmo talento, mas, sabem como é, eu disse que não importava o time deles, porém, no fim, este especial tinha ficado vermelho demais!






Cem Anos de Gre-Nal, por Daniel Cassol


Na semana toda se falou dos cem anos de história do maior clássico do futebol brasileiro. Eu fiz o inverso. Recorri ao Negro Dalcir, um crioulo que vive no interior de Caçapava do Sul – e costuma prever o futuro de acordo com o comportamento do seu cusco, o Piloto, para saber como serão os próximos cem anos do Gre-Nal.

Eis um resumo das previsões do Negro Dalcir, concluídas enquanto Piloto lagarteava no sol, cravando os dentes na virilha de vez em quando, pra açoitar um carrapato.

Neste novo século do clássico trataremos de encontrar um outro Gre-Nal do Século [ou dois]. É da natureza dos homens, dos torcedores de futebol e dos jornalistas – nesta ordem – estabelecer marcas e datas como referência. Por isso mesmo falaremos muito do gol 2.000 nos grenais, como falamos do gol 1.000.

Os jornais de domingo publicarão fotos nais quais rivais se abraçam. Casais que superaram a rivalidade Gre-Nal serão personagens de matérias na televisão. Na hora do almoço havéra debate esportivo.

O Grêmio golerará o Inter, uma, duas vezes e mais. O Inter devolverá as goleadas, uma, duas vezes e mais.

Um árbitro favorecerá o Inter e será acusado de colorado. Logo em seguida, o mesmo árbitro favorecerá o Grêmio e será acusado de gremista. Quem perder o clássico, acusará o árbitro – às vezes antes mesmo da partida começar.O torcedor do time vencedor do Gre-Nal do domingo acordará cedo para trabalhar na segunda. O torcedor que perder pedirá um atestado médico.

O Inter não será convidado para a inauguração da Arena, para que a história não se repita. O Inter só aceitará o Grêmio no Beira-Rio por obrigação, pois o rival não costuma ser uma boa visita.

Surgirá um craque para dizer que é hora de um veterano se aposentar. Alguns artilheiros farão coisas estúpidas também.

Mas talvez não tenhamos mais cabritas sendo lançadas no gramado e dirigentes invadindo o campo. Muitas coisas serão feitas pelo computador. Oxalá o exame de próstata.

Infelizmente, novas tragédias deverão ocorrer em nome da rivalidade, e muitas delas serão combinadas na internet.

Em campo, questões polêmicas serão resolvidas no tapa.

As autoridades proibirão tudo: cerveja, avião, grito de gol. A torcida dará um jeito.

No estádio, só estará gente de bem. Ainda existirá violência, dentro, perto ou longe do estádio, por algum motivo que as autoridades não entenderão.

Cada Gre-Nal será eterno.

Os homens terão de sair com as crianças em dia de Gre-Nal, para não incomodar a mulher e suas amigas que estarão em casa tomando cerveja e vendo o jogo. O feminismo terá logrado muitos avanços.

Quando chegarmos aos duzentos anos do Gre-Nal, nossos dirigentes também não saberão aproveitar a chance. O Projeto Genoma descobrirá então que a estupidez está no DNA dos cartolas.

No fim das contas, uma coisa é certa: todos os grenais dos próximos cem anos pegao fogo, a começar pelo primeiro clássico do segundo século de clássicos. Porque Gre-Nal é Gre-Nal. E vice-versa.






História Universal da Angústia, por Douglas Ceconello


Um atacante gremista largou-se em velocidade e invadiu a área, desferindo um potente chute, defendido parcialmente por Fernández. A bola subiu e sobrou para Alcindo cabecear para o gol vazio. Neste instante, surge um colorado, Daniel Franco, que se joga ao encontro da bola, sobre a linha, e a afasta, meio de ombro, meio com o braço. A metade vermelha do Beira-Rio se levanta, num rugido. O árbitro, incontinenti, estende o braço e anota pênalti. A outra metade, azul, ergue-se numa explosão.

Era setembro de 1991, o primeiro Gre-Nal que assisti na arquibancada. Pensando hoje, creio que o empate em um gol realmente mostrou-se uma contribuição maior para o meu ESPÍRITO do que seria uma vitória vermelha. Pelo simples motivo que a grandeza e a imprevisibilidade do clássico foram arremessadas como um tijolo no meu peito.

A parcela de gremistas erguendo-se num estampido para comemorar o gol ainda hoje é uma das sensações mais ATERRADORAS da minha existência. Que os azuis estavam em peso no Beira-Rio, eu percebia visualmente, mas não tinha noção de que, sim, eles comemorariam – em alto e bom som.

Naquela fração de segundo entre a bola tocar nas redes e o clamor tricolor transformar-se em ÁUDIO e chegar até onde eu estava, ainda tive a esperança de que nada daquilo estava acontecendo, que a bola havia saído e que os jogadores corriam e erguiam os braços por sei lá quais motivos. Foio ruído gremista que acabou com meus devaneios e jogou a realidade no meu colo. Naquele dia, aos 12 anos, eu percebi que não é possível ser completamente feliz.




[Era outubro de 1994. À época, tinha 13 para 14 anos, e recém virara sócio do Grêmio. Grêmio e Inter haviam caído no mesmo grupo na Segunda Fase do Brasileiro daquele ano e a quarta rodada marcava Gre-Nal, e no Olímpico! Um amigo do meu pai resolveu levar toda a gurizada para o jogo, e aproveitei a carona. Com ingresso sobrando, até um colorado estava no meio da delegação. Sem problemas, pois, naquele tempo (e faz tanto assim, será?), na Azenha, gremistas e colorados caminhavam lado a lado. Crianças de mão com os pais. Algazarra, provocações e festa. Melhor do que imaginei que seria, mas exatamente como tem que ser.

Até então, tudo o que sabia do Gre-Nal era por relatos. Confirmei-os todos no estádio. Primeiro fato: a torcida adversária. Eu já havia freqüentado o estádio antes, e me acostumado com os rivais ocuparem uma parte insignificante da arquibancada. No Gre-Nal, isso é -ou, pelo menos, era- bem diferente. Nada menos que um quarto do estádio encontrava-se pintado de vermelho. Segundo fato: superlotação. Gremistas e colorados com ingresso de arquibancadas foram deslocados para as cadeiras cativas do Olímpico. NENHUM INCIDENTE. Terceiro fato: o sentir o jogo. Tudo é gritos e risos até momentos antes da bola rolar. Entra o árbitro, "elogiado" pelos torcedores de ambos os lados, e os times. O estádio ruge, vibra, treme e... se cala. Só quem grita são os vendedores. No resto, o silêncio domina. Nessa hora, o peso do Gre-Nal verga a todos. Quarto fato: o coração na garganta. Não importa onde a bola estiver; se é o adversário que a controla, é gol, certo! Não há qualquer explicação racional para isso, mas é essa a sensação que se tem. Toda aquela confiança se esvai no momento em que perde-se a bola e o outro lado do estádio se levanta. É um “Xiiii! É agora…” que dura todo o jogo.

Casualmente, o resultado também foi 1-1. Do jogo, não me lembro quase nada, e o que mais me marcou sequer foram os gols, mas a celebração. Como foi bom olhar o lado vermelho do estádio murcho e calado com o nosso 1×0! Em compensação, a festa dos quase 15.000 colorados no Olímpico na hora do gol foi, para dizer o mínimo, assustadora; mas, ainda assim, creio ter sido naquele momento de frustração e tristeza que me apaixonei eternamente pelo clássico.
]



Na AURORA da minha adolescência sem-vergonha eu já possuía algum discernimento para perceber que o Gre-Nal era uma representação perfeita do DUALISMO entre a miséria e a glória da humanidade. Sobre como as reversões de expectativas AFUNDAM as cuecas do espírito, enquanto a REDENÇÃO, justamente por ser tão inesperada e singular, gera quase uma sensação de VAZIO.

Quando desperta para um domingo de Gre-Nal, Porto Alegre é toda falsidade. Porque, apesar do DISFARCE em vivas cores azul e vermelha, basta uma visão um pouquinho mais ACURADA para percebermos que a melancolia está em todos os cantos, nas calçadas sujas, nas sombras do Centro, nos armazéns abandonados à margem da Freeway, nos postes abençoados por cães de bexiga frouxa.

Ainda que a gritaria coma solta ao redor das churrasqueiras imortais e que as bandeiras tremulem marotas, nas sacadas dos prédios ou pendentes na janelas dos Del Rey vindos de Alvorada e adjacências, há um manto de tristeza que desce lentamente sobre a capital, do Sarandi ao Belém Velho. Os dias de clássico são os mais tristes que já presenciei.

Porque, fosse possível, evitaríamos todo esse BAILE DE MÁSCARAS (ns). Afinal, por que correr o risco de perder, por que correr o risco de vê-los felizes, rasgando a noite em gargalhadas após sermos incondicionalmente humilhados depois de uma derrota por 1 a 0 em um jogo no qual fomos superiores? Por que nos empurrar para o matadouro novamente, como tantas e tantas outras vezes?

Antes de ser vencido, um Gre-Nal nunca é bem-vindo.

Após dois milênios de tensão muscular e descabimentos emocionais, termina o jogo. Ganhamos, perdemos ou empatamos – e, nesse caso, geralmente ambos vencemos. Um boteco ou, na falta de dinheiro e sobra de vergonha, o caminho de casa são os destinos invariáveis.

Gosto de imaginar os momentos pós-Gre-Nal em PRISCAS ERAS, quando provavelmente o matungo deitava solene seu chapéu na mesa de um ESTABELECIMENTO COMERCIAL e sorvia seu trago noite a dentro, consolando-se com o inferno pessoal que seria sua vida até o próximo clássico. Ou, então, transbordando todo o ímpeto do triunfo, mandava fechar uma CASA DE TOLERÂNCIA para se esbaldar em prazeres menos metafísicos do que superar o rival.

Se o digno caminho do lar for a escolha para curar as feridas, os vitoriosos chegam pisando forte para anunciar que adentra o recinto um vivente que foi alvejado de forma fatal pelo que há de mais doce no universo. Nas próximas horas, são santos na arte de escutar a ladainha do mulherio e aturar as peripécias infantis. Tudo lhes causa prazer, lhes dignifica a existência. Seu olhar provavelmente está perdido, tenta incansavelmente tornar visível o prazer de triunfar em um Gre-Nal – e isso nunca pode ser visto, porque está, como diria Roberto Carlos, além do horizonte.

Já os que perdem não são derrotados, são zumbis que caíram numa emboscada digna de George Romero assim que saíram de casa, em qualquer quebrada da Borges de Medeiros ou da Érico Veríssimo. E santificadas serão as mulheres que nada falam, apenas sentam-se e lhe afagam os cabelos, reconfortando seu espírito destroçado e, sinceras e apostólicas, juram: “Te prometo que nunca mais o Jorge Veras [Fabiano] vai fazer isso”.

*****

Compreendo as críticas aos departamentos de marketing do Inter e do Grêmio, que pecaram muito na divulgação do jogo que comemora os 100 anos do clássico, mas enxergo nesse comportamento um instinto bem claro: medo de perder. Simplesmente, não querem promover a vitória do rival. Afinal, também é semana de comemorar 100 anos de aflição e angústia, 100 anos aprendendo a levar chicotada na cara e engolir seco, esperando amargamente pela redenção, possível apenas quando o vermelho e o azul estiverem em lados opostos do campo.

Terça-feira, Julho 14, 2009

 
Ano III, Número 130


O DEDO DO TÉCNICO


Paulo Autuori teve uma semana para trabalhar. E o dedo dele finalmente começa a aparecer no time. Afinal, ele estudou o adversário e conseguiu passar para o time os pontos fortes e fracos do Corinthians, que é atualmente um dos melhores times do Brasil. E deu certo, afinal o GRÊMIO teve uma grande atuação neste domingo.

Se no final de semana passado, o GRÊMIO tinha imposto uma goleada sobre o Atlético-PR sem jogar bem, desta vez a nova goleada, desta vez por 3x0, veio acompanhada de uma atuação consistente e convincente, com o GRÊMIO dominando por completo a partida e se impondo ao Corinthians. Pra se ter uma ideia, Ronaldo não teve sequer uma finalização ao gol defendido por Victor. A única vez que arrematou, já estava detectada a condição de impedimento, ele cabeceou e levou o cartão amarelo, bem aplicado por sinal.

Até mesmo Tcheco jogou bem ontem. Aliás, ontem eu não seria capaz de apontar um jogador do GRÊMIO que tenha destoado do resto do grupo. E mesmo o Corinthians jogando com sua zaga totalmente reserva, principalmente sem William, que nós conhecemos bem e pra mim é o melhor zagueiro em atividade no Brasil, nós também estávamos com um ataque considerado reserva. Maxi Lopez não jogou devido a uma forte gripe, que pode tirá-lo da partida de quarta também. Aliás, havia até mesmo uma suspeita de que ele estaria infectado com a gripe A, mas a possibilidade felizmente já foi descartada. E Herrera estava suspenso pelo 3º amarelo.

Com isto, cessam também as especulações sobre a saída de Jonas, que jogou sua sétima partida no Brasileiro, o que impossibilita sua transferência para outros times da série A. Quem pode sair ainda é Alex Mineiro, que jogaria a sexta partida contra o Coritiba. Havia uma especulação de que Jonas poderia ir para o Sport Recife e que Alex Mineiro poderia se transferir para o Santos, em uma troca pelo zagueiro Fabiano Eller, ou para o Atlético-PR.


A SEMANA GRE-nal

Para o time e a direção, até precisa ter aquele discurso de que precisamos primeiro pensar no confronto contra o Coritiba. Mas o torcedor pode ser direto. Principalmente quando se trata do GRE-nal que marca os 100 anos do clássico.

Eu particularmente não gosto dessas declarações pré-jogo que podem ser usadas para municiar o adversário, que independente do momento, é sempre perigoso.

Eu sinceramente espero uma vitória no clássico, cairia muito bem neste momento. Mas pra não deixar de dar uma provocadinha básica, que eles não se esqueçam que o técnico do GRÊMIO não é mais Celso Roth.


O JOGO CONTRA O CORITIBA

Quarta-feira tem um jogo difícil contra o Coritiba. Convenhamos que o alvi-verde da capital paranaense não vai muito bem das pernas, mas nunca foi fácil vencer por lá. O Coritiba tem alguns jogadores perigosos, como Carlinhos Paraíba e o argentino Ariel. Nosso time vai desfalcado. Não joga Maxi Lopez, se recuperando de uma gripe, Herera, com contratura muscular e Souza, suspenso pelo 3º amarelo. Réver segue sendo dúvida. Ele já não atuou contra o Corinthians e deve ser poupado para o clássico. Com isto, o único jogador pendurado com 2 cartões seria Leo. Nosso jogo é o primeiro da rodada, às 19h30min da noite.

Nosso provável time: Victor; Thiego, Leo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio, Adílson, Tcheco e Maylson; Jonas e Alex Mineiro.

Se vencermos o Coritiba, nossa secação será em cima do Barueri, Palmeiras e Vitória, que jogam respectivamente contra Santos, Flamengo e Náutico.


RAPIDINHAS


D’Alessandro suspenso por 60 dias, e já começou o chororô vermelho na mídia.


Aliás, a direção deles está tentando um efeito suspensivo. Se obtiver, será que o vizinho vai fazer o mesmo escarcéu do ano passado, quando dizia que era uma vergonha que jogadores do GRÊMIO atuassem sob o beneplácito da morosidade do STJD (vide colunas 74 e 93)? Deveria, em nome da coerência.


Os vermelhos tinham razão quando montaram aquele site “eu tenho certeza”, afirmando que o Corinthians ia perder por 3x0 em Porto Alegre. De fato, perdeu.


RonaLDU!


Vermelhos seguem na campanha pra se tornar “vice de tudo”, com o vice da Recopa. Ou também, o torneio entre os dois únicos times na história da Libertadores a serem eliminados na fase de grupos no ano em que estavam defendendo o título.


Agora, rumo ao vice da Copa Suruba!



E enquanto isto, o Oito e Trinta, adversário deles neste torneio, demitiu o técnico Péricles Chamusca após uma série de QUATORZE (!) derrotas consecutivas. Este vice vai ser mais difícil eles ganharem.



Agora, se ganharem do lanterna do tradicionalíssimo Campeonato Japonês, decerto vai ter gente indo pra Goethe comemorar.



Saudações imortais,

Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração


H. AMORIM VIVE!

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Faleceu na última semana Hugo Antonio Mazeron Amorim, o mestre H. Amorim. Lembro perfeitamente de minha iniciação no mundo do futebol, no início dos anos 80, quando diariamente aprendia lições gramaticais e táticas na leitura da coluna de Amorim. Paladino do 4-3-3 numa época em que o 4-4-2 se disseminava, suprimindo de nossos domingos a alegria de uma jornada repleta de dribles, fintas e belos cruzamentos dos hoje extintos ponteiros de ofício. Que saudades de S. Hickmann e Silvinho. H. Amorim viveu e morreu defendendo o futebol arte; homem de princípios e ideais, acima de tudo, foi delegado de esquerda em plenos anos de chumbo da ditadura militar. Apaixonado pelo Internacional, conselheiro vitalício do clube por força dos serviços prestados, era freqüentador do Gigante em todos os jogos. Durante anos assistimos ao Colorado muito próximos; ele sentava sempre à direita das cadeiras perpétuas. Foi o mestre Amorim que criou esse estilo de abreviar nomes que aqui sempre adotei; aliás, era exatamente assim que assinava suas colunas: “H. Amorim”. O que fizeste pelo Internacional e por todos nós jamais será esquecido. No Beira-Rio sempre estarás presente mestre H. Amorim!
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MURRO EM PONTA DE FACA I
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O grande problema que detecto nessa queda continua de produção da equipe é a falta de opções táticas. Os adversários aprenderam a marcar o INTERNACIONAL e eliminar os pontos fortes da equipe. Salvo nos raros lances de inspiração de Nilmar, nosso time é só jogada de bola parada. E, convenhamos, isso é muito pouco para quem almeja conquistas. A equipe comandada por Tite não consegue alterar sua forma de jogar e se submete às restrições que lhe são criadas.
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MURRO EM PONTA DE FACA II
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O pior de tudo é que direção e treinador, em análise após a derrota em Curitiba, declararam que deixamos escapar chances de vencer a partida. Ou seja, tudo permanecerá como está; continuaremos a tentar derrubar muralhas de concreto ou, como diz o dito popular, a dar murro em ponta de faca.
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ALTERNATIVAS I
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O 4-4-2 com meia cancha em losango funcionou bem na Sudamericana 2008 e no primeiro semestre desta temporada porque o vértice ofensivo estava em grande fase. D´Alessandro teve ótimas atuações e municiava Taison e Nilmar em propulsão. Mas esse é exatamente o problema do losango, a produção ofensiva depende diretamente da atuação do vértice ofensivo da meia cancha. Por isso sempre preferi a escalação de um quadrado na meia cancha, com dois volantes e dois meias ofensivos.
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ALTERNATIVAS II
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A meia cancha do INTERNACIONAL parou de funcionar e o time afundou junto. Claro, o meio de campo é o motor do time. Sandro está lesionado, Magrão há 4 ou 5 jogos não é visto em campo, D´Alessandro atravessa péssima fase técnica e até o Guina teve duas atuações discretas contra LDU e Atlético-PR. Glaydson, Guiñazu, Andrezinho e Giuliano. Não seria uma alternativa para enfrentar o Fluminense ?
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ALTERNATIVAS III
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O problema é que Tite não dá sinais de descontentamento com as atuações da equipe. Parece que tudo permanecerá intocado. Aliás, nem mesmo com placares amplamente adversos, como aconteceu na final da Copa Brasil, em Quito e Curitiba, Tite teve ousadia e criatividade para mudar a forma de atuar da equipe. Com 3x1 contra, não seria o caso de sacar um meia cancha marcador e colocar um terceiro atacante ?
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ALTERNATIVAS IV
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Taison já demonstrou ter capacidade para jogar na quarta função da meia cancha. Mas Tite prefere sacá-lo do time para o ingresso de Alecsandro; ou, pior ainda, trocar um meia por outro. O procedimento de trocar seis por meia dúzia chega a ser irritante.
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LATERAIS
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Muitas críticas ouço e leio a respeito das atuações de Bolivar, Kleber e M. Cordeiro. De fato, a contribuição de nossos laterais, nessas últimas partidas, foi pobre. Não os culpo. São vítimas das limitações que Tite lhes impõem. Não bastasse isso, denuncio há algum tempo a inexistência de triangulações O lateral apóia sem parceria ou, quando muito, acompanhado de um meia. Falta a presença de um terceiro elemento para formar o triângulo ofensivo. Numa equipe taticamente balanceada, a triangulação é formada entre o lateral, um meia ofensivo e o segundo atacante. É o famoso “be-a-bá do futebol”. Algo que nossos treinadores, com polpudos salários, têm obrigação de conhecer e colocar em prática.
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RECOPA
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Na última semana falei que o time da LDU é fraco e que seria impossível repetir a péssima atuação do jogo de ida no Beira-Rio. Ledo engano. O INTERNACIONAL foi ainda pior em Quito, apático, sem motivação e sem pernas para recuperar o prejuízo. Só perde final e competição internacional quem tem competência para lá chegar. Agora, o complicado é perder sem qualquer ambição ou compromisso com a vitória. Nossa atuação no Equador foi pornográfica!
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VESTIÁRIO I
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A queda de produção da equipe sinaliza problemas de vestiário. Aliás, passou despercebido da imprensa declaração do Sr. G. Luiggi no sentido de que era necessário resolver “divergências internas”. Tal declaração ouvi em entrevistas concedidas por Luiggi após as derrotas para o Corinthians em São Paulo, para a LDU aqui em Porto Alegre e, novamente, na derrota para os paulistas aqui em Porto Alegre. Ao que parece, não é só na imprensa que as declarações de Luiggi passam despercebidas.
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VESTIÁRIO II
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O decréscimo de produção individual generalizado é um sintoma de contaminação do vestiário. O atraso do até então exemplar profissional Álvaro (e líder), recém barrado do time titular é um sinal evidente do que digo. Há mais. No intervalo do jogo contra LDU em Quito, Tite, fugindo a seu estilo, também proferiu uma declaração preocupante, no sentido de que é ele quem manda no vestiário (quando indagado sobre o que os jogadores pensavam da derrota parcial). Sintomas claros de que o clima não é bom no vestiário colorado. F. Carvalho precisa agir com rapidez e precisão para evitar piores conseqüências.
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ESTÁ REGISTRADO NA HISTÓRIA
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L. C. Reche, em sua última coluna dominical do Correio do Povo, editou um por onde anda com Balalo. Falei aqui de pontas, da saudade de Silvinho; pois Balalo foi justamente o substituto de Silvinho na ponta esquerda do Internacional. Já não era o estilo de ponta agudo como seu antecessor, fechava pelo meio como um quarto homem de meia cancha. Formou com Rubens Paz uma jogada mortal pela esquerda, que muito contribuiu para levantarmos o caneco do Gauchão 1984 (o do TETRA!). A última Revista do Internacional, por seu turno, traz matéria especial com Gérson, o centroavante da conquista da Copa Brasil 1992. Um número nove de carteirinha que metia gol de tudo que é lugar (quem não lembra das duas buchas que colocou em potentes chutes de fora da área contra o time do vizinho nos confrontos mata-mata daquele certame ?!). Balalo e Gérson são ídolos eternos e estão registrados na história.
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RÁPIDAS
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Falei acima do quão irritante é a troca de seis por meia dúzia. Domingo Tite exagerou! A substituição de Bolivar por Danilo, quando o placar apresentava 3x1 adverso, foi de atirar o rádio na parede.
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Bastou a meia cancha cair de produção para as viúvas de Edinho voltarem à cena.
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É de enlouquecer.
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Fato da semana: a babação de ovo ao treinador M. Menezes em Porto Alegre.
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Aliás, as homenagens demonstram, ao menos, coerência por parte da turma da azenha. Afinal de contas, Mano é o ator principal do DVD batalha dos aflitos. Não resta dúvidas, o título da SEGUNDONA é a maior conquista da história da vizinhança.
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Cada um tem a maior conquista da história que merece, não é vizinho ?!
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Morumbi, São Paulo x Flamengo. Adriano se atirou na área como se a mesma fosse uma piscina; o juiz, no ato, apontou a marca da cal. É incrível o número de penalidades máximas a favor o Flamengo e do Corinthians.
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D´Alessandro punido com 60 dias sem tocar em adversário algum.
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Aliás, por que o Sr. Procurador do STJD, tão atento, denunciou D´Alessandro e Kleber e não o fez com relação ao jogador Cristian do Corinthians ?
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D. Souza do Palmeiras agrediu Domingos do Santos e foi absolvido.
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Dois pesos, duas medidas...
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Máfia Paulista e Casa Bandida do Futebol - CBF
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Internacional possui a defesa menos vazada do campeonato nacional (9 gols sofridos).
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Um grande paradoxo.
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Domingo tem clássico gNAL.
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O Sr. D. Kroeff já declarou que seu time está em melhor fase.
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Começaram a cantar vitória antes do tempo.
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Já vi este filme várias vezes. Sempre prefiro chegar no clássico em silêncio e como franco atirador.
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A quarta vitória consecutiva em gNAIS no ano cairia muito bem para arrumar nossa casa.
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É semana gNAL, mas, antes, temos importante compromisso na 4ª feira contra o Fluminense, no Gigante da Beira-Rio. Uma vitória contra os cariocas pode nos devolver a liderança do certame.
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TE LEVANTA COLORADO!
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Saudações rubras, do DONO DA ALDEIA (*38), CAMPEÃO DE TUDO e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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L. Portinho

Segunda-feira, Julho 06, 2009

 
Ano III, Número 129
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LIDERANÇA ISOLADA
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Para aqueles que colocaram em dúvida a qualidade do plantel do INTERNACIONAL, a grande resposta é a tabela do Campeonato Nacional. A liderança isolada, conquistada em boa parte pelos ótimos resultados obtidos com a equipe mista (quando não totalmente reserva) é a maior prova do quão qualificado é o nosso grupo de atletas. Sorondo, Alvaro, Danilo, M. Cordeiro, Glaydson, Giuliano, Andrezinho, Alecsandro e Bolaños seriam titulares em qualquer clube do Brasil, sem dúvida alguma. Podemos não conquistar o Nacional, mas não é pela falta de qualidade de nosso grupo. Volto a afirmar o que já disse na coluna 123, esse ano só o INTERNACIONAL pode tirar o título do Campeonato Brasileiro do INTERNACIONAL.
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INIMIGOS
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O São Paulo segue em crise. O Palmeiras treinador, time e muito menos grupo para postular a taça. O Cruzeiro ainda perderá duas semanas com a disputa da Libertadores e, tornando-se campeão da américa, deve dedicar toda atenção ao Mundial Fifa. O Galo Mineiro de C. Roth já demonstrou, nas duas últimas rodadas, que é coelho (e de pouco fôlego!). Os cariocas não merecem sequer comentários individualizados, tamanha a pobreza e decadência de seus clubes (aliás, o Botafogo é forte candidato ao rebaixamento). Sobre o Corinthians, que novamente deve ser nosso grande adversário pela taça.
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NILMARAVILHA I
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L.C.Reche da Rádio Guaiba disse que deu a impressão de que Nilmar não estava afim de jogar em Recife, mas mesmo assim marcou dois gols e sofreu uma penalidade, para conferir ênfase a importância que o “golden boy” tem em nosso time. E, de fato, foi essa a impressão. Parece que Nilmar resolveu o jogo a nosso favor quando e como quis. É disparado o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro. E, garanto, não há um Colorado em sã consciência que deite sua cabeça no travesseiro e não deixe de imaginar o desfecho da Copa Brasil com Nilmar em campo na primeira partida das finais lá no Pacaembu. Mas, infelizmente, vivemos no país da Máfia Paulista e da Casa Bandida do Futebol.
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NILMARAVILHA II
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E o Colorado que aproveite muito bem, porque julho é nosso último mês com Nilmar na equipe. As declarações de Tite e do Presidente V. Piffero após a vitória sobre o Náutico deixam isso mais do que evidente. “Tomara que Nilmar fique”, de Tite, e “sempre que o Inter vende um jogador, o time fica melhor”, de Piffero, são pistas evidentes de que já há uma proposta irrecusável e que a concretização do negócio é questão de tempo. Para bom entendedor, meia palavra basta, já diz o jargão popular. E, no caso, temos muito mais do que meias palavras.
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TITULARES e RESERVAS I
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Não há como negar. O rendimento da dupla Taison e D´Alessandro nas últimas partidas decepciona. Mas a decepção decorre justamente do muito que esta dupla fez até o presente momento na temporada. Ambos foram figuras mais do que decisivas tanto na campanha do Gauchão como na caminhada da Copa Brasil. D´Alessandro foi prejudicado por lesão recente e parece não ter reencontrado, ainda, o ritmo de jogo. Taison precisa de paciência de parte do torcedor. Creio que os dois devem permanecer na equipe.
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TITULARES e RESERVAS II
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Até porque seus substitutos – e os nomes solicitados por aqueles que querem a saída da dupla do time titular -, Andrezinho e Alecsandro, também não costumam jogar tão bem quando estão no onze inicial. Pelo contrário, são figuras importantes na parte final do jogo, quando provêem do banco de reservas. Especialmente o meia Andrezinho, um verdadeiro talismã. Aliás, o amigo E. Campelo (vulgo Montanha), repórter da rádio Guaíba, ao final da partida contra o Náutico, traçou comparação impecável e pertinente entre Andrezinho e Escurinho.
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RECOPA
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Semana de viajar ao Equador para buscar o bi-campeonato da RECOPA. Acredito que temos todas as condições de voltar da altitude e Quito com a taça na bagagem. Até porque impossível repetir a péssima atuação da primeira partida. A derrota por 1x0 no Beira-Rio foi uma das piores apresentações do INTERNACIONAL na temporada. E o time da LDU é fraco. Aliás, foi eliminada na primeira fase dessa Libertadores aí que, não resta mais dúvida alguma, foi uma das Copas de pior nível técnico da história da competição.
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DEBATE ABSURDO...
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Nada como o transcurso do tempo e dos fatos. Ele sana qualquer dúvida e esclarece qualquer controvérsia. Ao final do ano passado o debate mais corriqueiro no Rio Grande era saber quem tinha feito melhor temporada. Um absurdo diante dos fatos já na época, é claro! Mas os pijamas se vangloriavam da “vaga” na Libertadores. Colorados, com toda razão, mostravam as TAÇAS (aqui seria interessante colocar uma foto, porque o vizinho já nem lembra mais o que é uma taça!) de Campeão Gaucho e Campeão da Sudamericana. Bueno, tá morta a cobra, como todos já sabiam, o time do vizinho seria eliminado da Libertadores e vaga para competição nunca foi comenda. Taça no armário e faixa de campeão no peito sim, isso ninguém tira. Colorado campeão gaucho e Colorado campeão da Sudamericana!!! Ponto final no debate.
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CELEIRO DE ASES
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INTERNACIONAL bi-campeão gaúcho de juniores. A campanha da gurizada: 24j 20v 3empates e apenas 1 derrota. Na final despachamos o Cerâmica de Gravataí por 8x1 no agregado (placar já clássico do Colorado em finais de gauchão). Só para lembrar, a pivetada da vizinhança foi eliminada por este Cerâmica na primeira fase do certame (notícia trazida na COLUNA n. 124). Bah, mas que vexame! Mais um caneco que a gurizada medonha do INTER traz para o Beira-Rio. VIDA LONGA AO CELEIRO DE ASES!
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DNA I.
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Quando exponho aqui questões do DNA azul, a vizinhança literalmente sai da casinha e me critica (geralmente de forma agressiva). Agora, diante do que li, ouvi e assisti na última semana, apenas vou trazer os fatos. A vizinhança que faça a análise. “DIREÇÃO FAZ APELO CONTRA RACISMO” era manchete do Correio do Povo de 2.julho.2009. E no texto da matéria li textualmente a seguinte declaração do Sr. D. Kroeff: “Querem vaiar, vaiem. Mas nada de racismo. É um apelo que eu faço.”.
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DNA II
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Tchê, lá na azenha, em pleno ano da graça de 2009, mais de um século depois da abolição da escravatura, ainda é preciso que se faça este tipo de apelo ?! Mas que barbaridade! E não é que o apelo não surtiu efeito (que dúvida!). Todo mundo ouviu na transmissão do jogo e o Correio do Povo, na contracapa o dia 4.julho.2009, registrou: “Além de todo o episódio envolvendo torcedores e a BM, o Olímpico foi palco de outra polêmica na quinta-feira. Gremistas teriam imitado o som de um macaco em duas oportunidades; no aquecimento do zagueiro Elicarlos e quando o zagueiro Leonardo Silva precisou ser atendido, alegando lesão”. E daí vizinho ?
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ESTÁ REGISTRADO NA HISTÓRIA
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7 de julho de 1997. Há exatos e precisos 12 anos, O INTERNACIONAL vencia o clássico gNAL n. 334 e conquistava o título de Campeão Gaucho contra um adversário favorito, comandado pelo Sr. L.F.Scolari. O gol da vitória foi de Fabiano, em lance inesquecível. Após receber de Enciso, o Cachaça deu uma paulada no canto superior da meta do goleirinho Darnley. Antes, na semana da decisão, Fabiano passou os dias com a perna direita engessada, enganando a turma da azenha, numa jogada de bastidores que entrou para a história dos clássicos. Mais tarde, em 24 de agosto, Fabiano se transformaria eternamente em Uh! Fabiano ao comandar nosso escrete no histórico gNAL dos CINCO-a-dois (gNAL n. 335), enquanto a patrola da vizinhança atolava. Está tudo registrado na história.
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RÁPIDAS
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Vale a pena conferir a bucha do Cachaça!!!
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Uh! Fabiano é eterno!!!
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Entre os comandados por O. Loss que conquistaram o título de bi-campeão gaúcho de juniores estavam o goleiro Agenor e as jovens promessas Marquinhos e Léo, além do jovem atacante Marinho que foi contratado no começo da temporada e não teve espaço no grupo principal.
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Merecem destaque e atenção por parte da torcida também o centroavante de carteirinha Leandro (2 gols na partida final) e o meia W. Libano.
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Vitória sobre o Náutico, fora de casa, é importantíssima para quem tem pretensão de título.
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Não pela qualidade do adversário (candidato a rebaixamento), mas porque já está provado e comprovado que os campeões não perdem pontos nessas partidas fáceis.
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Foi contra esses times mais fracos que os campeões pretérios acumularam gorduras e conquistaram seus títulos.
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O vizinho poderia nos explicar por que o seu grande ídolo M. Lopes foi alcunhado de “La Barbie” ?!
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Semana alegre em Porto Alegre, quarta-feira festa da pijamada e quinta-feira festa da turma do saci pererê (assisti essa no rock gol da MTV).
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A propósito, na semana em que aconteceram dois grandes jogos em Porto Alegre, ficou mais do que evidente quem possui a torcida mais ordeira, a direção mais competente e o estádio com capacidade para sediar grandes confrontos.
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Quem duvida disso pergunte à Brigada Militar. Ou melhor, pergunte à própria torcida que costuma freqüentar aquilo lá na azenha que o vizinho de vez em quando chama de estádio.
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É 5ª feira rapaziada! Vamos dar o troco na LDU e conquistar o bi-campeonato da RECOPA!
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Saudações rubras, do DONO DA ALDEIA (*38), CAMPEÃO DE TUDO e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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Luiz Portinho




VERGONHA!!


Foi vergonhosa a maneira de que fomos eliminados pelo Cruzeiro dentro de nossa casa. Não pelo fato de termos perdido no resultado combinado para um time que provou ser mais equipe do que a nossa, mas sim pelo jeito que nosso torcedor foi tratado na entrada do Olímpico.

Os fatos são públicos e notórios. Mas uma vez que a direção conclama o torcedor para comparecer ao estádio e incentivar seu time e acontecem os incidentes lamentáveis relatados, de torcedores sendo tratados como bandidos dentro de seu estádio que, em muitas vezes, acaba se tornando a segunda casa do torcedor, jamais poderia se omitir diante das circunstâncias.

Agora pergunto: com que ânimo um torcedor que foi achincalhado na entrada de seu próprio estádio vai incentivar o time? Ou simplesmente chega lá, vê o entrevero todo e simplesmente volta para casa, sendo que saiu de seu lar e, em muitas vezes deixou a mulher e os filhos para estar junto de seu time do coração em um momento em que este precisava tanto de seu grito e de seu apoio. E como este torcedor é recebido e tratado?

Depois de quinta-feira, muitos torcedores irão pensar duas vezes antes de sair de casa para ir assistir a um jogo.

Está certo que ninguém deixará de ser gremista, mesmo que tenha apanhado da Brigada como um criminoso. Afinal, a paixão de um torcedor pelo seu clube é algo que jamais muda. Podemos mudar de emprego, de marido ou esposa, de partido político, mas jamais de time de futebol. Mesmo assim, o torcedor é o cliente do futebol e deve ser tratado como tal.


SUCESSÃO DE ERROS I

A desclassificação da Libertadores ocorrida na quinta-feira foi consequência de uma sucessão de erros, que começou ainda ano passado. No dia da eleição para presidente do GRÊMIO. Duda Kroeff já havia sido vice de futebol na gestão Cacalo e foi responsável por contratações de nomes como Beto Cachaça, Sérgio Manoel, Guilherme e do treinador Hélio dos Anjos, entre outros menos favorecidos. Ocorreu que um apoio de Fábio Koff, que chegou a ir ao pátio do Olímpico pedir voto no filho do falecido patrono Fernando Kroeff, combinado com uma promessa de que o ex-presidente bicampeão da Libertadores voltaria ao vestiário para atuar no futebol gremista, iludiu o torcedor. Talvez até mesmo a escolha de Antônio Vicente Martins pela chapa derrotada tenha sido fator determinante, afinal a passagem deste como vice de futebol em 2000 pela gestão Guerreiro também não foi das melhores. Mas o fato é que Kroeff foi eleito com o apoio de alguns grupos importantes dentro do Conselho. E outro fato é que, para mim, Koff morreu politicamente dentro do Olímpico.


SUCESSÃO DE ERROS II

Kroeff eleito, hora de determinar seu grupo de assessores. André Krieger e Luiz Onofre Meira, que vinham exercendo a função de vice e diretor de futebol, respectivamente, foram mantidos em seus cargos, já que declararam apoio à chapa 1 desde o começo. Tiveram desde outubro para identificar as carências do grupo. Parece que não fizeram adequadamente. Afinal, quando dezembro chegou, as contratações para a Libertadores começaram a ocorrer. A primeira delas foi alvissareira: Alex Mineiro, atacante consagrado. Mas esta contratação precedeu nomes como Diogo, Ruy, Fábio Ferreira, Fábio Santos, Rafael Marques, entre outros. Uma significativa alteração na base vice-campeã de 2008. Mas que não resolveu os problemas históricos do time.


SUCESSÃO DE ERROS III

A turbulência da transição de mandato no GRÊMIO foi traumática. Afinal, por influência dos grupos que deram sustentação à eleição de Duda Kroeff, a ordem era acabar com qualquer pessoa que trouxesse algum resquício de envolvimento com a gestão de Paulo Odone. Assim, Eduardo Antonini foi limado da GRÊMIO Empreendimentos, e Rodrigo Caetano foi praticamente forçado a pedir para sair do GRÊMIO, pois queriam transformar sua atuação a praticamente nada. Como diretor executivo, foi contratado Mauro Galvão.

Se para conquistar uma Libertadores é necessário união de forças dentro do clube em prol de um bem maior, que seria o tri da América, a gestão Duda Kroeff começou com a marca do ódio e do revanchismo.


SUCESSÃO DE ERROS IV

Desde o início do ano, este articulista vinha apontando os problemas. Perdemos Rafael Carioca, primeiro-volante de excelente qualidade e trouxemos para seu lugar um volante de um time rebaixado. Que por sinal nem está mais no elenco. Túlio, que acrescentou qualidade no setor, veio apenas para a segunda fase da competição. Faltava também um meia articulador que viesse para vestir a camisa 10 e mandar o inconstante e instável Tcheco definitivamente para o banco de reservas. No entanto, este meia não veio. A direção resolveu empilhar atacantes e gastou os tubos para trazer os argentinos Herrera e Maxi Lopez. E não investiu em quem deveria construir as jogadas para a bola chegar no ataque. Afinal, todos sabem que é no meio de campo que se ganha ou se perde uma partida de futebol.


SUCESSÃO DE ERROS V

A manutenção de Celso Roth ao final do ano passado pode ser detectada como um dos principais erros. Todos sabiam do histórico perdedor do ex-comandante tricolor. E todos sabiam que, mais cedo ou mais tarde, Roth seria fatalmente demitido e que a direção não aguentaria a pressão da torcida e dos conselheiros da base de apoio. Levou o bilhete azul depois da terceira derrota em 3 GRE-nais disputados no ano. Para seu nome, um treinador de um perfil totalmente diferente: Paulo Autuori, que seria o técnico certo para o momento errado. Afinal, se a convicção fosse apostar em um técnico, que se trouxesse Autuori para fazer o trabalho desde o início. Ficamos mais de 30 dias com técnico interino, sem uma sequência de trabalho, demonstrando a falta de convicção desta direção.


SUCESSÃO DE ERROS VI

Deixar o Gauchão em segundo plano também foi um erro crasso. E o pior foi não assumir publicamente uma postura sobre o nosso certame regional, mantendo-a independente dos resultados. Olha a falta de convicção aí de novo. Em 2007, usou-se o time no Gauchão como um laboratório para jogadores da base promovidos, mesclado com a base que jogaria a principal competição. Surgia Carlos Eduardo, titularíssimo da Libertadores e depois negociado com o futebol alemão. Este ano tínhamos um grupo da categoria de base que vinha de um inédito título de campeão brasileiro sub-20, e no entanto isto de nada serviu.


SUCESSÃO DE ERROS VII

Negligenciar totalmente as categorias de base foi um erro imperdoável. Se Rodrigo Caetano teve uma passagem vencedora dentro da base gremista, em 2009 a história foi totalmente diferente. Acabamos eliminados pelo Cerâmica no estadual de juniores, acabamos em penúltimo em um outro torneio disputado em maio e não passamos da primeira fase do tradicional Torneo Angelo Dossena, representando um desempenho pífio para aquele que deve ser o sustentáculo para qualquer clube de futebol. A base já nos forneceu vários jogadores que tiveram papel fundamental em competições que vencemos. No entanto, o histórico vencedor parece ter sido totalmente esquecido por esta direção.


SUCESSÃO DE ERROS VIII

Outro erro crasso foi pensar que um jogador com o perfil de Tcheco poderia usar a camisa 10 e ser capitão em uma Libertadores da América. Já havia ficado provado na final da Libertadores de 2007 que na hora do “pega pra capar”, ele simplesmente sumia. Como um jogador sem sangue e sem o espírito aguerrido que sempre foi característica de todas as equipes do GRÊMIO que conquistaram algo de relevante poderia capitanear o time em uma Libertadores? O time acabou ficando com a cara de seu capitão.


SUCESSÃO DE ERROS IX

Os resultados contra adversários inexpressivos como Aurora, Boyacá Chicó e Universidad San Martín iludiram muita gente, que acharam que chegaríamos ao título com este grupo. O Caracas, que era um pouco melhor do que os anteriores, já nos impôs dificuldades, tanto que nós eliminamos os venezuelanos com dois empates. Chegava, enfim, um teste de peso para o GRÊMIO. O Cruzeiro, adversário que nunca na história nós eliminamos em um mata-mata.

O primeiro jogo foi um compacto do filme que assistíamos exaustivamente nas principais partidas do GRÊMIO: gols perdidos em doses cavalares e falhas defensivas imperdoáveis. Perdíamos por 3x0 quando o gol de Souza, de bola parada, colocou um pouco de alento e esperança na torcida, que passou a acreditar no 2x0 baseado única e exclusivamente na imortalidade.


SUCESSÃO DE ERROS X

Alex Mineiro acabou não confirmando. Gastamos também um caminhão de dinheiro na renovação de Souza por 3 anos, sendo que para isto torramos Thiago Duarte, uma jovem revelação que sequer estreou no time principal (olha a negligência com a base de novo). Maxi Lopez, para cada gol que fazia perdia outros 3 imperdíveis. Jonas, como solução para uma Libertadores também se mostrou um equívoco. Pois me lembrou muito Claudio Pitbull em 2004. Contestado, virou destaque de um time rebaixado, da mesma forma que Jonas já havia sido emprestado à Portuguesa por insuficiência técnica, se destaca no time paulista que acaba rebaixado, e volta sendo solução. Marca alguns gols em Gauchão, e alguém dentro do GRÊMIO acha que está bom. Tcheco acaba confirmando... o que todos sabemos dele. E Souza, com a cabeça na renovação e no polpudo salário que ganhará a partir de então, não apresentava bom rendimento. Estávamos totalmente sem meio-campo, o único que se salvava ali era o garoto Adilson, mas este é no máximo esforçado.

E se dentro de campo a confusão estava estabelecida, fora de campo também. Cheguei no estádio uns 20 minutos antes do horário previsto para começar o jogo. Para minha surpresa, vi a polícia com escudos e cavalos na frente do portão 3 (de acesso às cadeiras locadas), fechando o portão e impedindo a entrada dos torcedores, mesmo aqueles que como eu pagam religiosamente sua mensalidade em dia e queriam seu lugar no estádio. O fato é que a truculência da Brigada Militar, conjugado com a ansiedade dos torcedores que queriam adentrar o estádio, transformou o pátio do Olímpico em um verdadeiro barril de pólvora. Depois de muita insistência, entrei no estádio. Mas o jogo já tinha 40 minutos do 1º tempo e o placar já era de 2x0 para o Cruzeiro.

Felizmente não ocorreu comigo nenhuma das agressões que foram relatadas por torcedores, incluindo um amigo meu que levou gás de pimenta nos olhos e golpes de cassetete. Sócios e locatários de cadeira sendo tratados como gado quando tudo que queriam era apoiar seu time do coração. E pior: depois de tudo, o jogo de empurra continuou, pois o GRÊMIO responsabiliza a Brigada pelo ocorrido, e esta por sua vez responsabiliza o GRÊMIO. Relatos em blogs sobre o GRÊMIO registram mais e mais absurdos. E o pior: segundo laudos técnicos, em nenhum momento o Olímpico teve sua capacidade total esgotada. E eu já fui a jogos com 50, 55 e até 60 mil pessoas e não vi nada disto.

Talvez a lei seca imposta dentro dos estádios tenha contribuído para o ocorrido. Afinal, o torcedor que gosta de tomar uma cerveja antes do jogo fica bebendo nos bares do entorno do estádio, já que dentro não poderá consumir sua bebida. E acaba entrando em cima do laço dentro do estádio. E daí sobrecarrega a entrada. O fato de o jogo ser durante a semana também contribui para que isto aconteça.


GRÊMIO X CAP: GOLEADA E RESSACA PÓS-ELIMINAÇÃO

Um público de pouco mais de 12 mil pessoas foi ao Olímpico para conferir o jogo do GRÊMIO que marcou o reencontro com o torcedor depois da eliminação na quinta-feira. Marcamos 3 gols rapidamente 2 vezes por Maxi Lopez e uma por Herrera. E aos 12 minutos de jogo o GRÊMIO já estava vencendo por 3x0. Ainda sofremos um gol no 1º tempo, que acabou 3x1.

No segundo tempo o GRÊMIO sofreu mais os efeitos da ressaca pós-eliminação, com o Atlético-PR causando alguma dificuldade à nossa equipe, que não jogava um bom futebol apesar do resultado. Mesmo assim Herrera ainda marcou mais um gol, dando números finais à partida, que acabou 4x1 para o GRÊMIO.

A goleada não pode, no entanto, causar falsas impressões ao torcedor, à direção e ao técnico gremista. Afinal, a baixa qualidade do Atlético-PR, pra mim um dos candidatos ao descenso, foi fator preponderante para o resultado.

Agora enfrentaremos o Corinthians em casa no próximo domingo. Depois, saímos de POA e vamos enfrentar o Coritiba lá no Couto Pereira. Precisamos de bons resultados nestes dois jogos até mesmo para dar ânimo para o GRE-nal dos 100 anos, que será dia 19/07 no Olímpico. E também porque estes jogos serão importantes para as pretensões do GRÊMIO dentro do Brasileiro. Se pretendemos chegar à Libertadores, o que dificilmente acho que irá acontecer, temos que obter bons resultados.

Sinceramente, acho que o momento agora é preparar a equipe para a disputa da Copa do Brasil e da Sul-Americana de 2010, com vistas à classificação para a Libertadores em 2011. Este ano, até devido à sequência de erros cometidos até agora, devemos nos dar por satisfeitos se terminarmos entre os 10 primeiros. Embora tenha tempo para uma recuperação gremista no campeonato, não vejo grandes possibilidades.


RAPIDINHAS

A possível transferência do jogador Felipe Melo da Fiorentina para o Arsenal pode render dividendos ao GRÊMIO. Como sua passagem por aqui foi antes de ele completar 23 anos, o GRÊMIO teria direito a 0,5% do valor da negociação devido ao mecanismo de solidariedade da FIFA. Além disso, dois ex-gremistas são cotados para substituir Felipe Melo: Lucas, pouco aproveitado no Liverpool, e Rafael Carioca, que não teria se adaptado bem ao Spartak Moscou.


O lateral-direito Ruy deve mesmo ir para o Fluminense.


O GRÊMIO teria interesse no meia Fabrício, de 29 anos, que teve passagem pelo Atlético-PR em 2005, sendo destaque na campanha do clube paranaense quando este chegou ao vice da Libertadores. Após passagem pelo futebol do Catar, o meia deve voltar ao futebol brasileiro no meio do ano.


Nesta terça-feira ocorre uma reunião entre direção e comissão técnica para definir os rumos do GRÊMIO a partir de agora. No entanto, isto será assunto para semana que vem, já que antecipei o fechamento da coluna da semana.


Saudações imortais de quem já ganhou a Copa do Brasil QUATRO vezes,


Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração

Terça-feira, Junho 30, 2009

 
Ano III, Número 128

CHAMAMENTO À IMORTALIDADE

A derrota por 3x1 para o Cruzeiro foi um golpe duro, embora esperado. Afinal o GRÊMIO repetiu os mesmos erros. Perdeu gols e cometeu falhas de marcação inadmissíveis para quem quer conquistar uma Libertadores.

Já havia mencionado várias vezes aqui neste espaço o problema de gols perdidos pelo ataque gremista. Também comentei sobre a preocupação no sentido de que a medida que a qualidade dos adversários ia aumentando, as chances de gol diminuiriam, e um ataque que perde gols da maneira que viemos perdendo incessantemente iria nos trazer problemas futuros. Aliás, não precisa ser grande entendedor de futebol para ver isto.

Agora, ficamos na obrigação de vencer por 2x0, ou por qualquer outra vitória por 3 ou mais gols de diferença. Um novo 3x1 leva a decisão para os pênaltis. Portanto, que a nossa imortalidade seja novamente escalada nesta quinta-feira. E que a princesa mais linda esteja mais uma vez nos esperando ao final de mais esta caminhada.

E mais uma vez é válida a lembrança da frase de Fábio Koff: “Disseram que era impossível, mas não avisaram o GRÊMIO, por isso o GRÊMIO foi lá e fez”. Frase esta que eles tiveram a audácia de copiar, adaptando para o time deles.


E FORA DAS 4 LINHAS

Tenho certeza que o vizinho fará um cavalo de batalha desta história do alegado racismo de parte do argentino Maxi Lopez, que teria chamado o jogador cruzeirense Elicarlos de “macaco” durante o jogo. Portanto, vamos a uma análise mais detalhada dos fatos.

Se Maxi Lopez realmente chegou a este ponto, imagino o que ele não deva ter escutado dentro de campo até tomar esta atitude extremada, principalmente por sua condição de argentino. Certamente não devem ter sido termos cordatos e afáveis.

Maxi disse que não usou o referido termo contra o jogador adversário, e que se estaria tentando fazer uma polêmica absolutamente desnecessária, esquecendo que o Cruzeiro terá que jogar em Porto Alegre. Até porque o termo “macaco” não existe em espanhol como ofensa racista. Seria traduzindo como “mono” para o referido idioma, e isto não caracteriza ofensa para eles.


E FORA DAS 4 LINHAS II

Mas esta situação toda, incluindo a truculência da polícia mineira para com dirigentes e jogadores do GRÊMIO, só ajudará a criar um clima de guerra aqui na quinta-feira. Aliás, uma partida para o GRÊMIO “como le gusta”: estádio lotado (já não há mais ingressos), resultado adverso e agora um time mordido em campo.

Para completar, um babaquara completo chamado Chico Lang desfere impropérios contra o GRÊMIO e os gaúchos. Aliás, nem vale a pena citar este quadrúpede, pra não dar mídia pra quem não merece. Mas este não coloca mais os pés aqui no Rio Grande.


SPORT X GRÊMIO

Rapidamente... a derrota pro Sport com um time totalmente reserva era até esperada, afinal ganhamos lá apenas uma vez na história. No entanto, não se pode aceitar expulsões injustificadas como a de Jonas, que novamente nos prejudica. Enquanto estava 11 contra 11 em campo, empatávamos a partida, e naquelas circunstâncias, era um resultado a ser comemorado. No entanto, acabamos levando dois gols aos 39 e aos 43 minutos do segundo tempo, quando já estávamos em desvantagem numérica.

Agora, os rumores apontam para uma possível negociação de Jonas, que foi afastado da concentração para o jogo contra o Cruzeiro. Mas sobre especulações, só falo agora quando a nossa participação na Libertadores se encerrar, e espero que com o título.


RAPIDINHAS

E ninguém cala este chororô... este DVD do presidente vermelho “Chorando pra Carvalho” mostra a pobreza de espírito daquela gente.


Por que será que não montam um DVD com lances das oitavas-de-final da Libertadores 2006, ou da final da Sul-Americana do ano passado, ou do pênalti inexistente que deu pra eles o título da Copa do Brasil de 92?


Aliás, já foi um milagre o vizinho ter admitido que o Pinga se jogou naquele lance... mas esta aí de que foi o grito da torcida que marcou o pênalti é uma excelente piada!


Tenho que reconhecer méritos no Dunga, finalmente. Como é bom ver a seleção jogando de forma aguerrida, com a faca entre os dentes. O título da Copa das Confederações calou a boca de muita gente, inclusive a minha.


Repito: não há mais ingressos para GRÊMIO X Cruzeiro. Serão 50 mil vozes no Olímpico.


EU ACREDITO!! E estarei lá incentivando!



Saudações imortais desde a Libertadores da América,


Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração



CONCENTRAÇÃO TOTAL
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Essa sempre é a tônica antes de uma decisão. Não só jogadores, comissão técnica e direção devem estar concentrados. A Nação Colorada também. Essa é daquelas semanas em que o Colorado só pode pensar e sonhar com o jogo de quarta-feira. Nada de teatro, cinema ou reunião de trabalho. Não se pode dispersar. Nada de conversa com secador agourento. As queridas namoradas que aguardem atenções para a próxima semana. É final. É o último jogo. São 90 minutos. Não há como ser diferente: CONCENTRAÇÃO TOTAL!
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Em 5 de junho escrevi “Contra a Máfia Paulista e a Casa Bandida de Futebol”
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Em 18 de junhi escrevi “Máfia Curintiana”
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O dossiê de Carvalho, portanto, chega tarde. Mas antes tarde do que nunca! Aqui no Gigante não vai ter mão grande p´ra cima de nós... Vamos para o meio deles. Em 1976 aplicamos 2x0 nessa máfia, Valdomiro e Dadá Maravilha. Com o Caldeirão Colorado do Beira-Rio conquistamos a Copa Brasil de 1992 naquele inesquecível lance em que Pinga caiu na área e nós torcedores Colorados exigimos a marcação da penalidade.
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Vamos lá Colorado! 1º de julho de 2009 entrará para nossa história também.
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Saudações rubras, do DONO DA ALDEIA (*38), CAMPEÃO DE TUDO e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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Luiz Portinho

Terça-feira, Junho 23, 2009

 
Ano III, Número 127


SEM COMENTÁRIOS


Gostaria de sumir por uma semana e não tecer qualquer tipo de comentário sobre futebol. Mas não há como fazê-lo. Não posso decepcionar os leitores assíduos deste espaço e simplesmente me ausentar. É preciso encarar os fatos. Foi a pior semana do ano em termos futebolísticos. O Colorado, mau acostumado por um semestre inteiro de sucessos (até então limitado a escassas derrotas para Rondonópolis e Curitiba - esta última com regulamento embaixo do braço); um semestre de caneco do Gauchão no armário. Enfim, estávamos tão mau acostumados que as duas derrotas da semana passada se tornaram ainda mais sofridas. Mas a última coisa que devemos fazer neste momento é concordar com a imprensa e a sua tentativa de criar uma “terra arrasada” diante dos dois resultados negativos. Não é hora de precipitações. O trem continua nos trilhos. As próximas duas semanas reservam compromissos importantes. LDU, Coritiba e, finalmente, o grande jogo contra o Corinthians. Três grandes jogos dentro do Gigante da Beira-Rio. É hora do torcedor apoiar o time.


MARACANITO

Foi lastimável a atuação de domingo no Maracanã. Tudo deu errado. A equipe se portou muito mal coletivamente e individualmente ninguém se salvou (quem sabe Guiñazu – com a disposição de sempre). Giuliano (em quem aposto minhas fichas) e Alecsandro não entraram em campo. O Flamengo alugou a meia cancha e ali construiu uma vitória sólida. O lateral direito Danilo teve sua pior atuação pelo Colorado. Álvaro esteve muito mal (não seria a hora de efetiva D. Moraes?!). M. Cordeiro não conseguiu ir além de sua limitação técnica natural. Para piorar, as substituições de Tite, como de costume, não alteraram nem o esquema tático e muito menos as alternativas de jogo. Tarde de domingo para esquecer!


COMO PRECONIZEI...

Leio a coluna da última semana. Infelizmente, ao que parece, ela não foi apresentada a Tite. Nenhum dos caminhos da vitória que apresentei foram explorados pelo INTERNACIONAL. Pior ainda, falei que Danilo, M. Cordeiro, Andrezinho e Alecsandro teriam de contribuir para que a equipe voltasse de São Paulo com um bom resultado. Alecsandro não entrou em campo, Danilo foi o grande furo defensivo, M. Cordeiro e Andrezinho foram discretos. Não conseguimos marcar um gol fora de casa e, portanto, não soubemos utilizar o regulamento. Os homens do INTERNACIONAL não leram minha última coluna!!!


COPA BRASIL I

A partida de ida no Pacaembu revelou um time torto e um treinador sem inspiração alguma. Tite foi refém do bom esquema 4-4-2 que implantou e não teve alternativas táticas capazes de alterar o quadro. Abordei o tema com detalhes em postagem do meu blog pessoal intitulada de “Figura Nula” (para acessá-la clique aqui). O jogo de ida foi marcado também pelos equívocos da arbitragem. Também abordei o tema na postagem “Máfia Curintiana” (clique aqui para acessá-la).


COPA BRASIL II

Nem o mais pessimista dos Colorados com que já conversei duvida das possibilidades de vencermos o Corinthians por mais de dois golos e levantar a Taça da Copa Brasil. A trajetória do INTERNACIONAL na temporada autoriza este raciocínio. Com a equipe que temos e a campanha até aqui realizada, o INTERNACIONAL possui todas as condições de reverter o cenário negativo pintado em São Paulo. Mas, para tanto, é preciso que Tite seja ousado e utilize todas as alternativas táticas que o plantel lhe franqueia.


ALTERNATIVAS

Falei mais de uma vez já que Tite não possui alternativas ao esquema tático. Deixo aqui algumas: 4-3-3: Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro (prefiro D. Moraes, mas não é momento de troca), Kleber; Sandro, Andrezinho e D´Alessandro; Taison, Nilmar e M. Cordeiro. Vão me chamar de louco, tirei Guiñazu do time. Então vamos lá: Lauro; Bolívar, Índio e Álvaro; Sandro, Guiñazu (fechando a lateral esquerda), Andrezinho e D´Alessandro; Taison, Nilmar e M. Cordeiro (ou Alecsandro). Acorda Tite!


CAPITAL DA AMÉRICA

Não adianta vir com papo furado. Nesta semana, Porto Alegre será a Capital da América novamente em termos futebolísticos. INTERNACIONAL x LDU farão o grande confronto do futebol sudamericano na temporada até o presente momento. Os atuais detentores das taças da Libertadores e da Sudamericana farão um jogo transmitido para mais de 100 países e que dará ao vencedor do confronto uma vaga na Taça Libertadores 2010. Finalmente um jogo internacional de primeiro nível em Porto Alegre. era hora!


SELEÇÃO

Dunga segue calando seus críticos. A vitória contra a Itália foi grande. Hoje ouvi comentários de que nunca se viu um contra-ataque tão rápido e mortal com a camisa verde e amarela. Exagero, mas que a velocidade e efetividade de nossos dianteiros deu gosto de ver. Sobrou para os italianos que podem até não estar com uma grande equipe, mas, sempre é bom lembrar, são os atuais campeões do mundo.


ESTÁ REGISTRADO NA HISTÓRIA

Falei de seleção. Aliás, há três semanas venho abordando o tema e destacando a presença de Lúcio, Pato Alexandre, Nilmar, do comandante Dunga. E ainda tem o P. Paixão e o F. Mahseredjan na preparação física. Enfim, os Colorados, definitivamente, tomaram conta da seleção brasileira. Mas também estão por lá o goleiro batedor de roupa, o Vitor, que, dizem, está desempenhando uma função de carregador de luvas fantástica para o Gomes e o J. César. E também está por lá, identificado com as cores vizinhas, o F. Melo. Sim, ele mesmo! Quem não lembra da temporada 2004 em que F. Melo vestiu a camisa tricolor ?! Ele era um dos integrantes daquele time que se notabilizou pela POLTRONA 36. Lembra vizinho ?! F. Melo, Capone, Bilica. Está registrado na história.


RÁPIDAS

Ouvi dizer que a tal de princesa na qual o vizinho tanto fala ultimamente é chegada num pãozinho de queijo.

Mais, é vegetariana, não come carne. A tal de princesa não quer nada contigo vizinho! Cai na real rapaz!!!

O melhor da Copa das Confederações não é o futebol praticado pela seleção brasileira ou a empolgação da torcida bafana-bafana;

Nada supera o inglês de J. Santana. O Funk do Tio Jejão é impagável. Vale conferir!

Três jogos dentro do Beira-Rio em uma semana.

É hora de utilizarmos força máxima nas três partidas.

Aliás, a derrota para o Flamengo foi o pano de fundo de críticas severas ao plantel Colorado.

As candinhas saíram da toca e, oportunistas, indagaram aonde está o grande plantel Colorado (de forma irônica, claro!).

Pois eu digo aonde está. Está na tabela do campeonato nacional, na vice liderança do certame.

Vamos parar de hipocrisia. Nenhum time resiste a tantas baixas. Temos um grande plantel sim, mas, evidentemente, haverá tropeços durante o campeonato.

Como anunciei na última semana, Bolívar permanecerá no Gigante da Beira-Rio.

Grande providência de F. Carvalho!!!

Está chegando o dia dos 100 mil sócios! Já somos mais de 98 mil.

É muita grandeza!!!

E por falar em grandeza, INTERNACIONAL x LDU. Que grande jogo!

TODOS OS CAMINHOS LEVARÃO AO BEIRA-RIO.

VAMO INTER... RUMO A MAIS UMA CONQUISTA.


Saudações rubras, do DONO DA ALDEIA (*38), CAMPEÃO DE TUDO e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho



MUDANÇA ASTRAL


Já há no ar alguns sinais de que nosso inferno astral pode estar acabando. Alvíssaras! As bolas não só pararam de entrar no nosso gol nos finais das partidas, como começaram a entrar nos gols adversários. O time do vizinho a cinco jogos que não ganha de ninguém. Estamos na semifinal da Libertadores, e o vizinho vai jogar a segunda partida da final da Copa do Brasil com 2-0 contra no lombo. Quando quase pagamos um vexame no sábado, vem o domingo; e não só nosso vizinho cai de 4, como nosso adversário na Libertadores, também (e para o Grêmio... Barueri)!


Claro que tudo pode mudar no breve espaço de uma semana, mas, neste momento (e a coluna relata SEMPRE este momento), a pulga está atrás da orelha deles. Semana que vem é matéria para a coluna da semana que vem. Nesta, a força dos astros parece estar conosco. Que continue assim...

"Por que me miras, se no me sacas para bailar?"
Pois, bailemos, entonces! E que baile! Simplesmente, em 50 anos, é a primeira vez que TODOS os semifinalistas são ex-campeões do torneio. Na mesa, as cartas mostram DEZ títulos compartidos entre as quatro equipes.


Com colombianos, chilenos, peruanos e venezuelanos deixados devidamente para trás, chegou a hora de um confronto interno da América lusófona; que é para "arrebentar na pista" com uma música difícil, e deixar La Copa esbaforida, suada e querendo mais. Temos que pensar uma música, cada passo, de cada vez.

Na quarta-feira, dia 24 de junho, às 21h50min, no Mineirão, a primeira decisão. Estamos invictos fora de casa, e será ótimo se continuarmos assim. É possível vencer amanhã. Acreditemos.

O Adversário
Saiu a lista dos convocados por Adílson Batista (campeão da América pelo Grêmio) para o jogo:

Goleiros: Andrey e Fábio
Laterais: Jancarlos e Jonathan
Zagueiros: Anderson, Léo Fortunato, Leonardo Silva e Thiago Heleno
Volantes: Elicarlos, Fabinho, Henrique e Marquinhos Paraná
Meias: Bernardo, Gerson Magrão e Wagner
Atacantes: Kléber, Thiago Ribeiro, Wanderley, Wellington Paulista e Zé Carlos
(Esse material está liberado para reprodução. Os órgãos de imprensa devem citar o Site Oficial do Cruzeiro como a fonte da informação)


O time titular deve ser: Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Gerson Magrão; Marquinhos Paraná, Elicarlos, Henrique e Wagner; Wellington Paulista e Kleber.

Jogo difícil, mas é bom saber que eles também estão preocupados conosco, e que Ramires está na África do Sul.

E o Nosso Time?
Eis os convocados por Paulo Autuori (campeão da América pelo Cruzeiro) com a missão de voltar de Belo Horizonte com a classificação encaminhada:

Goleiros: Marcelo Grohe e Alessandro
Alas/Laterais: Ruy, Fabio Santos e Jadilson
Zagueiros/Centrais: Léo, Réver, Thiego e Rafael Marques
Meio-Campistas: Souza, Tcheco, Douglas Costa, Maylson, Adilson e Tulio
Atacantes: Maxi López, Jonas, Herrera e Alex Mineiro


Os grupos são semelhantes, os times se equivalem. A decisão será no detalhe. Para os "vizinhos" secarem na TV!

E falando em vizinho...
Seria interessante que o vizinho se informasse sobre a proposta de jubilamento de conselheiros no Olímpico antes de se manifestar. Como está, o conselheiro deve requisitar seu jubilamento, caso queira, e preencha as condições. Nada além. Se não quiser, poderá continuar participando das eleições do Conselho Deliberativo.


O vizinho quer provar racismo no Grêmio por evento ocorrido há 57 anos. Pois que ele saiba que o clube dele passou VINTE ANOS sem aceitar descendentes de escravos em suas fileiras. Já o Grêmio, pelo menos, nunca se recusou a jogar contra. Pois o clube vizinho se recusou a jogar contra, e vetou a participação de um clube de mulatos na Liga. Roto falando do esfarrapado, não?

Os péssimos resultados de campo estão revelando o pior do vizinho.

Rápidas
Atenção, treinadores do mundo, NUNCA, em hipótese alguma, ataquem a Seleção Brasileira. A não ser, claro, que queiram passar vergonha, como passaram Argentina, Uruguai e Itália.

Cruzeiro-Grêmio, na quarta-feira, depois da novela. Semifinal da Libertadores para eixistas assistirem no sofá!

Celso Roth, líder do Brasileirão. (e agora, Aldeba?)

Muricy demitido. Direção do São Paulo enlouqueceu.

Ronaldinho pode voltar em 2011. Ainda bem que sou eu, e não o Aldebaran a escrever hoje, senão... Para mim, a questão é simples. Se ele quiser jogar, será bem-vindo. Mas se ele quiser ser Adriano ou Ronaldo, esquece. É melhor ir para São Paulo ou Rio. Não há dinheiro no Grêmio e em Porto Alegre para pagar festa de boleiro. Mas para ter um baita jogador de futebol, se dá um jeito.

Aqueles que reclamam da quantidade de cornetas nos estádios da África só dizem isso porque nunca freqüentaram as sociais do Olímpico!

Saludos de un Libertador de América,
Paulo Roberto Tellechea Sanchotene - sancho.brasil@gmail.com

Quarta-feira, Junho 17, 2009

 
Ano III, Número 126


PODE CHOVER CANIVETE


Mas todos os caminhos levam ao Monumental nesta quarta-feira. O Caracas não é esta barbada toda que alguns andam apregoando e, como todo adversário de Libertadores, deve ser encarado com seriedade. Afinal, o GRÊMIO ganhou sua fama de copeiro justamente por não subestimar nenhum adversário, e quando o fez, acabou caindo pelo caminho.

Portanto, hoje precisamos de 50 mil vozes apoiando e empurrando o time. Mesmo com frio, com chuva, com o horário de boate. Estejamos com o GRÊMIO rumo à classificação para a semifinal.



LIBERTADORES

Antes do confronto contra “los rojos” do Caracas, é bom dar uma olhadinha em Palmeiras X Nacional. Não acredito muito no Palmeiras, que empatou em casa em 1x1 e tem que encarar a parada duríssima no Estádio Centenário em Montevidéu. E também, da mesma forma que ovelha não é pra mato, Luxemburgo não é pra Libertadores. Mas se formos encarar o Palmeiras projetando uma eventual final, já temos experiência em acabar com a empáfia do pombo de fatiota.


LIBERTADORES II

E quinta-feira é dia de conferir São Paulo X Cruzeiro. Passando pelo Caracas, nosso adversário virá deste jogo. Vitória simples por 1x0 dá São Paulo, visto que o primeiro jogo foi 2x1 pro time mineiro.

Eu já vou me adiantando e declarando minha preferência pelos comandados de Muricy Ramalho. Afinal, o Cruzeiro é bem mais copeiro, já nos eliminou em Libertadores (ao contrário do São Paulo), tem um time melhor, e nós sempre enfrentamos dificuldades lá no Mineirão. Do Cruzeiro, só ganhamos lá duas vezes na história.

E fora que eliminar o São Paulo é bem mais gostoso...


O FRACO EMPATE COM O FLU

A estreia do 4-4-2 pode ser considerada boa. No entanto, o GRÊMIO de novo esbarrou nas chances perdidas. Até os 9 minutos, perdemos 3 chances claras de matar o jogo. Duas com Alex Mineiro e uma com Maxi Lopez.

Depois de então, o GRÊMIO não mais jogou. E só não perdemos pelas deficiências da equipe comandada por Parreira que, quando conseguiu chegar à frente, esbarrou nas defesas do goleiro Marcelo Grohe, em tarde inspiradíssima.

Destaque negativo para Douglas Costa, que entrou para dar movimentação ao meio-campo e acabou sendo expulso depois de fazer duas faltas para cartão amarelo. Mais um que deveria entrar no rol dos multados por causa disto. Daí levamos um sufoco no final e, por muito pouco, não vimos se repetir o filme do Barradão.

No final das contas, o 0x0 acabou sendo um escore merecido.


A QUESTÃO DO PATROCINADOR

Impressionante como o GRÊMIO joga dinheiro fora. Renovar com o Banrisul por 7 milhões anuais é desperdiçar um potencial de marketing excepcional que o GRÊMIO tem. Enquanto Corinthians, Palmeiras e São Paulo fecham patrocínios na casa de 15 a 20 milhões, nós acabamos presos neste provincianismo de que uma mesma empresa tem que patrocinar os dois clubes.

Aliás, é só aqui que eu vejo acontecer isto. Porque Atlético-MG e Cruzeiro têm patrocínios diferentes? O mesmo acontece com Boca Juniors e River Plate e outros exemplos de rivalidades regionais.

E outra: se falou muito no final do ano passado que o GRÊMIO tinha uma proposta de 15 milhões de uma multinacional para patrocinar nossa camiseta. Se esta proposta realmente existiu, o que aconteceu com ela?

Infelizmente temos que aguentar o Banrisul por mais 3 anos na nossa camiseta.


COPA DO BRASIL

Nesta quarta-feira, dia 17 de junho, comemora-se 8 anos da conquista da quarta Copa do Brasil pelo GRÊMIO. Após um empate em 2x2 em casa, obtido depois de estarmos perdendo por 2x0, o GRÊMIO mostrou mais uma vez sua grandeza e derrotou o Corinthians por 3x1 dentro do Morumbi, com gols de Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba.


RAPIDINHAS

O Corinthians não vai perder OUTRA final de Copa do Brasil pro Tite, né? Mas agora o treineiro do outro lado é o Mano Menezes e não o pombo de fatiota.


William vai parar o tal do Taisson e o gordo Ronaldo vai meter bucha neles.


Mais um capítulo da novela Renato: agora a especulação da vez é que ele estaria acertado e que seria anunciado após o jogo contra o Caracas.


Quarta-feira é dia de triunfo dos mosqueteiros, tanto no Olímpico quanto no Pacaembu.


Vale lembrar para aquela gente que nunca o time que disputou a primeira em casa perdeu como mandante.


E daí, vizinho, quando vais me responder a respeito do desafio que te fiz há duas edições atrás? Vamos lá ao acervo do Correio do Povo ou vais amarelar?


Salve o Corinthians!


Saudações imortais desde a Libertadores da América,


Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração


CONCENTRAÇÃO TOTAL

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Semana de decisão é semana de concentração total. Não há como pensar de outra forma. Domingo entramos com o time reserva contra o Vitória e o empate em oxo terminou sendo coisa boa, tamanho o foco de todo grupo na primeira partida da final. Até mesmo reservas foram poupados, como foi o caso de Danilo e Andrezinho (este entrou, e muito bem, na segunda etapa). Ficou evidente que no Beira-Rio todos estão com pensamento e coração nos primeiros 90 minutos da finalíssima contra o Corinthians. Estou confiante de que o INTERNACIONAL volta de São Paulo com ótimo resultado na bagagem. As demonstrações de dedicação que os suplentes ofertaram nas oportunidades que tiveram de entrar em campo são dignas de confiança para todos os Colorados. E todos nós conhecemos a tradição do INTERNACIONAL em grandes jogos.

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DESFALQUES I

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Chegaremos com quatro desfalques terríveis. Bolívar, Kleber, D´Alessandro e Nilmar são titulares em qualquer equipe do mundo. Farão falta sim, não há como negar. Bolívar além de se constituir numa barreira intransponível no lado direito da defesa é um grande líder. Kleber é o mais contestado dos quatro, mas não se pode negar a qualidade técnica do lateral que ocupa a posição na seleção brasileira. Em D´Alessandro perdemos muito de criatividade, mas acima de tudo um jogador acostumado a grandes decisões e que sempre cresce neste tipo de jogo.

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DESFALQUES II

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Mas a grande ausência, sem dúvida, é Nilmar. E não só pelo talento e qualidade técnica, mas sobretudo pelos espaços que fatalmente serão abertos diante da necessidade de o Corinthians fazer resultado atuando em casa. A velocidade do “golden boy” num jogo com tais características seria fundamental. Mas, como já disse, os suplentes já demonstraram que tem qualidade e dedicação ao esquema tático proposto por Tite. Danilo, M. Cordeiro, Andrezinho e Alecsandro. Serão quatro peças fundamentais lá em São Paulo.

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CAMINHOS DA VITÓRIA

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O Corinthians é um adversário respeitável, sempre, em qualquer situação. Mas vejo alguns pontos fracos que devem ser explorados por Tite e seus comandados. Primeiro a zaga é lenta. Wiliam e Chicão dificilmente terão condições de acompanhar Taison, ainda mais se o guri estiver em noite inspirada. É bastante provável que o time paulista jogue com um meia improvisado na lateral esquerda. Tite terá de explorar tal fraqueza, encarregando Danilo, Magrão e Taison de formar uma jogada de triangulação por esse flanco. E, por fim, devemos adiantar a marcação, encurtando o campo para o adversário, porque nossa meia cancha é mais forte do que a do rival. É por aí que buscaremos o resultado positivo.

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REGULAMENTO

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Em 1992 perdemos para o Fluminense, nas Laranjeiras, por 2x1. E foi justamente o gol de Caíco (uma pintura memorável, toureando adversários antes de concluir no cantinho do arqueiro); pois foi justamente aquele gol anotado lá no Rio de Janeiro que nos garantiu o título. No jogo de volta, dentro do Beira-Rio, vitória simples nos garantia a Taça. O jogo era conturbado e a torcida se encarregou de exigir do árbitro a penalidade quando Pinga sabiamente caiu dentro da área. Eu estava lá atrás da goleira e com mais 80 mil Colorados exigi a penalidade. Bico de Célio Silva, com direito a chute no chão, e gol do título. A Copa Brasil 92 era nossa, com o regulamento embaixo do braço.

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SELEÇÃO I

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Foi visível o boicote imposto por Robinho e Kaká a Nilmar. Robinho, especialmente, não passou sequer uma bola ao companheiro de ataque. Eu nunca tinha visto coisa parecida. Mesmo assim, Nilmar anotou seu gol. Um golaço com direito a passe de peito e tabela com o zagueiro adversário. Fosse anotado pelo R. Nazário e o narrador oficial teria um chilique! – estaria gritando até agora.

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SELEÇÃO II

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Dunga segue vencendo tudo e todos. Lúcio é o Capitão e a fortaleza da zaga. Kleber titular absoluto da lateral esquerda. Nilmar atuando desde o início contra o Paraguai e anotando gol. E o goleirinho peito de madeira da azenha, pelo visto, virou carregador de luvas do J. César e do Gomes. Não é a toa que se ouviram foguetórios em Porto Alegre quando do gol paraguaio. É muita inveja!!!

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ESTÁ REGISTRADO NA HISTÓRIA

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Nem só das coisas ruins lá da azenha é feita a história (sorte a nossa!). L. C. Reche, no seu tradicional “Por onde anda?!”, na rádio Guaíba AM, trouxe o nosso inesquecível Príncipe Jajá. Esse é mais do que um registro na história, é um ícone, uma saudade Colorada. Jair era um meia direita que possuía um chute potente. Jogava muita bola o Príncipe. O apelido que lhe caiu como uma luva foi atribuído por Dadá Maravilha. Em 1976 ao ser indagado por um repórter sob a condição de Rei, Dadá abraçou Jair que estava a seu lado e declarou: “se sou o Rei Dadá este aqui a meu lado é o Príncipe Jajá”. O apelido pegou que a massa Colorada nunca mais se esqueceu do Príncipe.

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RAPIDAS

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O programa de sábado de Falcão na Radio Gaúcha trouxe especial sobre a conquista da Copa Brasil 1992. Foram entrevistados Caíco e Daniel “Oreco”. Um baita programa.

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Caíco e Daniel “Oreco”, como todos os jogadores que saem do Beira-Rio, declararam amor incondicional ao INTERNACIONAL.

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Heber R.L. no apito quarta-feira.

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É motivo de preocupação para nós. Todo cuidado e atenção serão poucos.

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Afinal de contas, já nos tiraram o General Bolivar no apitaço lá em Curitiba.

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F. Carvalho que fique atento!!!

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INTERNACIONAL prejudicado em Minas Gerais (gol impedido do Cruzeiro) e domingo em penalidade máxima clara sobre Alecsandro que o Sr. árbitro não quis anotar.

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São 4 pontos sonegados por conta da arbitragem.

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C. Roth líder do Campeonato Nacional.

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O coelho ataca novamente...

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É dose p´ra mamute o noticiário da azenha abordando a mudança de esquema para 4-4-2. Que novidade há nisso ?

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Engraçado, nenhum comentário do vizinho a respeito da revogação do decreto vigente até 1952 que impedia a “utilização de jogadores de cor” no futebol do portoalegrense.

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O silêncio diz tudo!

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Aliás, o que estará pensando o vizinho desta proposta de tolher o direito a voto dos Conselheiros com mais de 60 anos lá na azenha ?!

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Tchê, vou te contar, que instituição movida a preconceito...

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Pijamada com a qual convivo só fala de INTERNACIONAL x Corinthians.

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Tudo bem, é o grande jogo do dia, mas não tem jogo na azenha amanhã hein ?!?!?!?

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Olho no Caracas pijamada!!! Quem avisa amigo é.

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96 MIL SÓCIOS. É muita grandeza!!!

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Rádio BAND fará dupla jornada 4ª feira. INTERNACIONAL x Corinthians no 99.3 FM e Caracas x Portoalegrense no 640AM.

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Torcida no FM e secadinha na AM.

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TODOS COM O COLORADO NO PACAEMBU.

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Vamo INTER! Vamo INTER! Vamo INTER!

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Saudações rubras, do DONO DA ALDEIA (*38), CAMPEÃO DE TUDO e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

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Luiz Portinho

Quarta-feira, Junho 10, 2009

 
Ano III, Número 125


GUERRA E LIDERANÇA...

A semana que ficou para trás marcou duas batalhas na história do INTERNACIONAL. Primeiro a de quarta-feira, em Curitiba, pelas semifinais da Copa Brasil. Perdemos sim, mas voltamos do Paraná com a tão almejada vaga na final. Domingo foi a vez de nossos guerreiros enfrentarem o bom time do Cruzeiro, lá no Mineirão. E o jogo foi digno de confronto de favoritos à conquista do certame mais importante de nosso futebol. O clima tenso e a intensa disputa a cada lance foram a marca da partida. O INTERNACIONAL deixou escapar a vitória em lances protagonizados por Taison e Giuliano. Aliás, lamentável o não apontamento da penalidade sobre Giuliano (e conseqüente expulsão do arqueiro Fábio) e o gol em claro impedimento do Cruzeiro. Mas faz parte. Time bom tem que vencer e conquistar taças por cima de arbitragens. Voltamos do Mineirão, aonde nunca é fácil jogar, com um ponto valioso na bagagem. O Colorado, não há qualquer dúvida, está no caminho certo.

NILMAR

Há duas semanas falei a respeito da entrega e dedicação do grupo Colorado, o que fazia com que eventuais ausências de jogadores tidos por titulares não se fizessem notar quando da necessidade de utilização de supostos reservas. A ausência de Nilmar, no entanto, derruba a tese. O talento e a velocidade dele são imprescindíveis. Tanto em Coritiba como em Belo Horizonte, os momentos mais complicados não aconteceriam com a presença de Nilmar lá na frente. Alecsandro é um bom centroavante, mas não é da turma de Nilmar. Até mesmo Taison diminui seu rendimento sem a companhia do craque.

BOLIVAR I
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O General está jogando como nunca nestes dias. Engraçado é que as "fifis" de plantão, que tanto o criticaram quando voltou à lateral, sumiram do mapa. A entrega, a garra e a total identificação com o manto vermelho, transformam Bolívar no maior líder do grupo dentro de campo. Em Curitiba foi injustamente expulso e em Belo Horizonte, mais uma vez, não permitiu sequer um lance de vantagem ao tal de G. Magrão. Estou convicto de que o INTERNACIONAL fará de tudo para que o General permaneça no Beira-Rio ao final do empréstimo junto ao Monaco.
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BOLIVAR II
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Aliás, o andar da carruagem indica que o General deve permanecer. F. Carvalho já demonstrou que não corre atrás de reposições; adota a prática de contratar jogadores antes da negociação de integrantes do plantel. O não movimento de Carvalho para buscar um lateral direito leva a crer que possui cartas na manga para manter Bolívar no Beira-Rio. Em tempo: contratamos Lima, lateral esquerdo de 18 anos do Criciúma, para suprir as ausências do selecionável Kléber.
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SELEÇÃO

4x0 sobre o Uruguai, dentro do Centenário. E agora ?! O que mais querem os críticos para deixar o Capitão Dunga trabalhar em paz ?! Há mais de 33 anos não vencíamos a Celeste lá dentro de Montevideo. Dunga, ele mesmo, campeão da Copa América e líder das Eliminatórias, é o grande responsável pela façanha. Dêem o crédito a quem merece o crédito. Chega de hipocrisia! Aos que insistem em criticar o Capitão e dizer que classificar para Copa do Mundo é obrigação, lembro que os “queridinhos” Parreira e Felipão pariram bigornas para chegar aonde o Capitão já chegou com rodadas e mais rodadas de antecipação.

COPA DO BRASIL

Analisei a classificação para a final e o que teremos pela frente em meu sítio pessoal (clique aqui para conferir). Só gostaria de alertar para as dificuldades que teremos nos próximos dias, em virtude do confronto com as forças do Eixo. Já retiraram o Kleber, o Nilmar e o Bolívar da primeira partida. O inimigo vem completo! Todo cuidado é pouco com a Casa Bandida do Futebol e a patota do Eixo. Tenho certeza que F. Carvalho e companhia estão atentos. No dia primeiro de julho de 2009 o Beira-Rio vai ser um inferno para quem não for gaúcho e não estiver vestido de vermelho.

COPA DO MUNDO É NOSSA

A teimosia e arrogância do pessoal da azenha (está no DNA!) não lhes permite admitir que, em 2014, terão de se dirigir ao Beira-Rio para assistir futebol de nível de Copa do Mundo. Insistem com a tal de Arena, que não passa de um conjunto de maquetes. Aliás, o vizinho, mais do que eu, deve estar ciente que a edificação da tal de Arena depende, fundamentalmente, da desoneração do Olímpico até o final do ano. Sim, porque o nosso salãozinho de festas lá da azenha é garantia de todo o tipo de hipoteca e penhora, tais como dívidas com Zinho (R$ 7,5 milhões), R. Mendes e P. Nunes. Não adianta vizinho, em 2014 vais ter de tomar o metrô no Mercado Público e desembarcar na Estação Gigante da Beira-Rio. Chora!!!

ESTÁ REGISTRADO NA HISTÓRIA

Foi em 1952. A direção do clube da azenha precisou editar um comunicado aos sócios e torcedores, para informar que, com a contratação de Tesourinha, ficava revogada, a partir de então, a determinação de não permitir a utilização de jogadores “de cor” no futebol da agremiação. Ou seja, até 1952 havia uma regra na azenha proibindo a “jogadores de cor” vestirem o pijama tricolor. Que vergonha!!!

RAPIDAS
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Dunga, ao contrário de seus antecessores no cargo, já está com o time definido e pronto para a Copa do Mundo.
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Enquanto isso, a decantada Argentina está perdendo para o Equador pelas Eliminatórias.
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Quem tem Pato e Nilmar não precisa de Messi.
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Rumo a África do Sul com Dunga e a gurizada do Celeiro de Ases.
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E por falar em Celeiro de Ases, que futebol joga o D. Moraes. Zagueiro da melhor estirpe Colorada.
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E o Sandro hein ?! Posso até ser chato, mas não canso em elogiar este guri.
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O vizinho, para variar, chiou em relação à inferioridade da seleção elaborada por A. Perin no Blog Almanaque do Futebol com jogadores em atividade formados nas categorias de base da dupla gNAL.
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A dúvida para compor o ataque do escrete canário entre Pato Alexandre e Nilmar, crias de nosso Celeiro de Ases, é a resposta que dou ao vizinho.
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Tu nunca teve tradição de categoria de base rapaz!!!
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Tchê, e o que é a novela em cartaz na vizinhança para contratar um jogador médio como o tal de Souza ?!
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Vou te contar! É muita chinelagem!!!
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O fala mansa chiador já não é unanimidade na azenha...
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Chega a ser comovedor o esforço da vizinhança em tentar fazer crer que a promoção de 12 clubes (eu disse DOZE CLUBES!) de uma divisão inferior para a superior não configura VIRADA DE MESA.
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Domingo não tem desculpa, lugar de Colorado é no Gigante da Beira-Rio.
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É hora de mobilização total da Macacada, contra a Casa Bandida do Futebol e a Máfia Curintiana.
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Saudações rubras, do DONO DA ALDEIA (*38), CAMPEÃO DE TUDO e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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Luiz Portinho


RÁPIDO E RASTEIRO


Assim será o jeito no qual a coluna da semana será escrita. Trabalhos e provas na faculdade, final de semestre e uma semana atípica no futebol gremista, com jogo na quinta-feira e improváveis 10 dias de descanso entre um jogo e outro, acabaram se refletindo neste espaço.


O NÁUTICO E O ESQUEMA DE JOGO

Não, caro leitor. Paulo Autuori ainda utilizou o 3-5-2 contra o Timbu. Mas deve ter sido pela última vez, ao menos durante a passagem do atual treinador pelo Olímpico, já que ele já havia declarado ter a preferência por um esquema mais ortodoxo, com duas linhas de 4.

Por algumas vezes isto foi visto, mesmo com 3 zagueiros de ofício. Ora, os laterais fechavam uma linha com Leo e Rafael Marques, ora, avançavam e fechavam com Réver e Adilson.

Mas a mudança da função dos laterais foi a principal mudança no time. Tanto que em muitas vezes o esquema parecia mais um 5-3-2. Mas a ideia de fazer os laterais caírem mais por dentro foi boa, e deverá ser mantida.


O NÁUTICO E O ESQUEMA DE JOGO II

Os 10 dias sem futebol depois da boa vitória por 3x0 diante do Náutico, com direito a uma boa atuação do time (também devido à fragilidade do adversário) servirão para Autuori terminar de vez seu tempo de ‘aclimatação’ dentro do GRÊMIO e implantar de vez o 4-4-2. E vai ter um bom pretexto para isto, já que não poderá contar com Réver, suspenso pelo 3º amarelo, na partida contra o Fluminense lá no Maracanã.

Destaque positivo para o meia Souza, que fez 2 gols e parece que está reencontrando seu bom futebol. E também para Maxi Lopez, autor de um gol na partida. Destaque negativo para o lateral Ruy, que foi substituído por Joilson. Que por sinal em uma jogada fez mais do que o ‘cabeção’ em todo o tempo que esteve em campo. O gol de Maxi Lopez originou-se de um cruzamento perfeito dele. Pena que a expulsão tirou o brilho de seu ingresso no time.

Sem os dois laterais, já que Ruy também levou o 3º amarelo, o GRÊMIO deverá ir a campo no domingo com Marcelo Grohe; Makelelê, Leo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Souza e Tcheco; Alex Mineiro e Maxi Lopez.


RAPIDINHAS

O PSG baixou a pedida pelo meia Souza. Agora, os franceses pedem 2,5 milhões de euros pelo jogador. A direção oferece € 1,5 milhão.


As cenas protagonizadas pelo atacante Kleber, do Cruzeiro, e o dublê de arqueiro dos vermelhos são dignas de repúdio. Não pelo fato de ter jogador deles envolvidos. Eu falaria isto a respeito de QUALQUER jogador, inclusive do GRÊMIO, aqui neste espaço.


Troféu pipocada pro Flamengo. Após estar vencendo por 2x0, consegue a façanha de levar 4 gols em 6 minutos.


E se aquele chute do Sandro Goiano entra, hein? Oigatê!


Caso o GRÊMIO chegue à semifinal da Libertadores, o jogo de volta deve acontecer na quinta-feira, dia 02 de julho. Tudo em virtude da final da Copa do Brasil, marcada aqui pra Porto Alegre dia 01/07.


Salve o Corinthians!


Saudações imortais desde a Libertadores da América,


Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração

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