Domingo, Fevereiro 12, 2012

ANO VI - NUMERO 262



BASE DE TIME

A semana de 2 vitórias consecutivas frente ao Ypiranga, em Erechim, e ao Santa Cruz, em Porto Alegre, serviram para arrefecer a sanha da imprensa e a urgência dos torcedores gremistas mais ansiosos. O suado 2x1 fora de casa e o tranquilo 4x1 em casa dão a Caio Jr. fôlego para que tenha tempo para desenvolver seu trabalho.

Ainda sem jogar um futebol convincente, o treinador começa a montar uma base de time no 4-4-2 clássico. As dificuldades enfrentadas com a formação com 3 meias fizeram Caio Jr. recuar de sua ideia e utilizar a formação tradicional com 2 volantes (Gilberto Silva e Fernando) e 2 meias (Marquinhos e Marco Antônio).

Reforços

Apesar do time ter ficado mais estável na formação clássica, não estou convicto de que o problema advinha da tentativa com os 3 meias. Os 2 zagueiros, Naldo e Grolli, não obstante os 3 gols que marcaram contra o Santa Cruz, não dão segurança a nossa zaga, que voltou a vazar na jogada aérea. É notável a necessidade de um jogador experiente e tranquilo para o setor.

Da mesma maneira, é imperioso que a meia seja reforçada. Marquinhos não é mais do que um meio-campista mediano e esforçado, e que ainda tem o problema de não suportar os 90 minutos. Marco Antônio parece estar sentindo o peso da camisa e ainda não conseguiu ter sequer uma boa atuação. O jovem argentino Facundo Bertoglio, quase acertado, não pode ser a solução: será uma aposta, que tem mais chances de dar certo junto com um meia afirmado. Assim como na zaga, está faltando qualidade e experiência para que a meia gremista abasteça o nosso ótimo ataque a contento.

Bola Aérea

A bola aérea vem se constituindo na principal jogada do Grêmio até aqui em 2012. Os últimos 8 gols da equipe - contra o time do remendão, o Ypiranga e o Santa Cruz - foram decorrentes ou iniciados em jogadas desta natureza. Em especial no último jogo, 3 dos 4 gols foram marcados de cabeça pelos jogadores gremistas.

Apesar da efetividade demonstrada neste tipo de jogada, preocupa-me que se firme como nosso principal recurso. Sabe-se bem que bolas alçadas para área tipicamente são decorrentes de equipes com deficiência para trabalhar a bola. Nosso ataque vem sendo muito efetivo, mas é fundamental que outras alternativas de jogadas sejam criadas para que o time não seja anulado facilmente em algumas partidas.

Amnésia, cara-de-pau, galhofa, fanfarronice...

O vizinho "esqueceu-se" que jogar Grenal com reservas contra titulares é algo que nós, gremistas, já vimos e fazemos há muito tempo: o "banguzinho" do Grêmio jogou praticamente todo o Gauchão de 1995 com o time reserva e sagrou-se campeão numa final contra a força máxima do timeco vermelho. O trauma foi tão grande que o vizinho sequer consegue escrever todo o nome do clássico "gNAL" desde então.

É muito descaramento e cara-de-pau do vizinho falar que o Vuaden nos beneficiou no último Grenal, quando o Grêmio está, neste momento, sem os seus 2 laterais titulares devido à violência dos arruaceiros vermelhos que entraram em campo no Olímpico, da qual Vuaden foi cúmplice. Uma das lesões, aliás, levou à necessidade de cirurgia no ombro de Mário Fernandes, que ficará 3 meses fora da equipe.

Galhofa, vizinho, é dizer que o fraco Fabricio é melhor que Julio César, que recentemente foi eleito o melhor lateral-esquerdo do Brasil. Fanfarronice é falar que o risível Jô disputaria posição entre nossos atacantes, que, juntos, não deixaram de marcar gol em nenhum partida até agora. Dizer isto fica pior ainda quando se lembra que o Leandro Impedidão parece ter caído na real em 2012 - até o diretor de futebol colorado veio publicamente tentar acalmar o jogador da celebrada "lambreta" que não deu em nada.

Vizinho, eu nem precisaria comentar a celeuma que a mídia tentou criar em relação a um fato da vida pessoal do Kleber Gladiador, mas já que tu pediste: sozinho, ele tem mais gols em 2012 do que todo o ataque do "dream team" colorado. Não fosse o amor incondicional de R$ 750 mil mensais que manteve D'Alessandro no remendão e a pirataria colorada que saqueou Oscar do São Paulo, e o ataque do time vermelho estaria numa seca maior do que a que muitas cidades gaúchas vêm enfrentando no tórrido verão gaúcho.

Aliás, quero uma opinião do vizinho sobre o caso Oscar, típico caso de pirataria que tira um jogador com contrato vigente de um clube para levá-lo a outro por mundos e fundos. A imprensa quer me convencer que o time do remendão não tem nada a ver com esta encrenca... tá bom!

Esta Libertadores está tão boa que ninguém quer transmiti-la, hein vizinho?! E este time horroroso do Juan Aurich, acho que não se classificaria para a fase seguinte do Gauchão, hein?!

Inspiração

Não podia deixar de compartilhar com os leitores em primeira mão a inspiração utilizada pela Nike para desenhar o novo pijama colorado.



Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981



Azeitando a Máquina

Jogo de estréia nunca é fácil, mesmo diante de um adversário fraco, como foi o caso dos peruanos. E o Colorado mostrou imposição e venceu o Juan Aurich com grande tranquilidade. Não sofreu um único chute a gol e pode, inclusive, dosar energias na segunda etapa. O mesmo aconteceu domingo, em Caxias, contra um adversário um pouco mais qualificado. Liderados pela dupla Oscar e Dagoberto, o INTERNACIONAL passeou no primeiro tempo contra o time da serra, até então com 100% de aproveitamento no certame. E na etapa final, novamente, dosou energias. Pode-se dizer que a temporada iniciou de vez. Superamos aquele período tenebroso de "pós pré-temporada" quando é nítida a falta de ritmo dos atletas. Assistindo ao jogo, cheguei a pensar que enfrentaríamos grandes dificuldades para vencer o Caxias, se o confronto se realizasse nas primeiras rodadas após a pré temporada. A manutenção do grupo, com reforços pontuais, política adotada há alguns anos, é acertada. Antes mesmo de o março chegar, o INTERNACIONAL começa a destoar dos adversários. A máquina dá sinais de que começa a ficar azeitada.

Oscar I

O guri jogou duas partidas espetaculares contra o Aurich e o Caxias. A tabela com Dagoberto, resultando num golaço, na serra gaúcha, foi uma pintura. Coincidência ou não, justamente depois da decisão do Tribunal do Trabalho Paulista que revogou a sentença que determinou sua liberação do São Paulo. Como disse última coluna, a "pendenga" envolvendo Oscar deve se arrastar ainda por algum tempo, permanecendo, durante tal interregno, sua vinculação com o INTERNACIONAL.

Oscar II

Além do recurso que, certamente, será interposto para que a causa ganhe as prateleiras do Tribunal Superior do Trabalho (TST), alguns pontos merecem ênfase na controvérsia: 1) o INTERNACIONAL não é e nunca foi parte do processo; 2) por consequência, os efeitos da sentença se limitam às partes (São Paulo e Oscar); 3) o fato de a sentença ter sido revogada, não lhe retira do mundo os efeitos produzidos; é dizer: o contrato firmado com o INTERNACIONAL é legítimo e se mantém, mesmo após a revogação; até porque, quando de sua assinatura, nos termos da Lei 9615 (a conhecida Lei Pelé), Oscar era um atleta sem vínculo com clube algum - e, por isso mesmo, após a assinatura com o Colorado houve o devido registro no BID da CBF.

Oscar III

Caso mantida a atual situação de vitória do clube paulista, a solução para o impasse, após o trânsito em julgado da decisão a ser tomada em Brasília, nos julgamentos cabíveis perante o TST (o que demandará não menos do que 2 ou 3 anos), trará como consequência máxima ao INTERNACIONAL o desembolso de algum montante como forma de auxiliar o jogador Oscar (pois, repita-se, o INTERNACIONAL não é parte do processo - o condenado será o jogador) a ressarcir ao São Paulo. Voltar a jogar no São Paulo, com certeza, Oscar não voltará.

São Paulo freguês I

Pelo que sei, a origem do processo envolvendo Oscar e São Paulo foi a assinatura de um contrato com prazo superior a 3 anos com o jovem atleta, quando este tinha apenas 16 anos (o que é vedado pela Lei Pelé). Além disso, pelo que li e ouvi, houve negligência do São Paulo quanto aos recolhimentos do FGTS, o que também gera rompimento do vínculo contratual-trabalhista. Portanto, ao contrário do que afirmam, principalmente em São Paulo (ou nas imediações da azenha), há muita água para rolar debaixo dessa ponte. O Recurso de Revista que Oscar encaminhará ao Tribunal Superior do Trabalho possui base legal e sustentação jurídica.

São Paulo freguês II

Aqueles que afirmam que o INTERNACIONAL, como clube formador, dá um tiro no pé ao assinar contrato com jogadores nessa situação, enganam-se solenemente. Há longa data, o Colorado é o clube de melhor administração do futebol brasileiro (já ultrapassamos o tricolor paulista há alguns anos nesse quesito, também). Nunca perdemos um jogador de nossas divisões de base, por falhas contratuais ou ausência de recolhimentos de FGTS. Ponto para a boa administração e planejamento de futebol Colorado e, acima de tudo, ao forte departamento jurídico vermelho.

São Paulo fregues III

O episódio demonstrou e confirmou, de uma vez por todas, que o São Paulo é o clube menos ético do país. A boataria jogada aos quatro ventos na imprensa esportiva (leiga e desinformada no que se refere às questões jurídicas), na tentativa de criar terrorismo na véspera da estréia do INTERNACIONAL na Copa Libertadores, foi de uma falta de ética sem precedentes. O São Paulo, clube anti ético, merece perder seus jogadores. E, diga-se, já virou filho do Colorado, tanto dentro de campo (Libertadores 2006) como fora dele (Oscar e Dagoberto).

Vedetes I

D'Alessandro, atualmente, é uma das maiores vítimas da violência futebol no cenário nacional. É alvo, em média, de 8 a 10 faltas por partida; 5 delas, no mínimo, passíveis de cartão. No entanto, as estatísticas (número de cartões aplicados) indicam D'Alessandro como um dos jogadores mais indisciplinados de nosso futebol.

Vedetes II

Guinazu é um jogador viril. É conhecido por entradas de "carrinho". E o "carrinho", sabe-se, é um lance bastante perigoso à integridade do adversário, caso não seja aplicado com precisão e tempo correto. Assim, embora "Cholo" seja um marcador leal, deve-se admitir que, muitas vezes, alguns de seus "carrinhos" são passíveis de cartão e não recebem a admoestação necessária. Hoje, em Caxias, Guinazu desarmou um adversário com precisão cirurgica (sem aplicar carrinho). O árbitro, equivocado, apitou falta. Guinazu reclamou e foi admoestado com o cartão amarelo.

Vedetes III

São apenas dois exemplos do equivocado critério da arbitragem gaúcha (e brasileira). Os árbitros, em sua quase unanimidade, deixam de aplicar cartões para lances de extrema violência. E, quando procurados pelos personagens principais do futebol para indagações sobre a omissão, tentam preservar autoridade através de cartões por reclamação. Aplicam seu poder disciplinar para esconder a incompetência técnica. Dorival Jr., ao ser procurado pelas rádios após ser expulso por L. Vuaden, no último clássico gNAL, foi direto ao ponto: "o árbitro está muito vedete!". Eu iria mais longe. O vedetismo, infelizmente, é elemento que graça em nossa arbitragem.

GAUCHÃO

A polêmica envolvendo a rodada final do turno do Gauchão, no próximo sábado, revela, no mínimo, descuido por parte do departamento técnico da Federação. O primeiro equívoco foi confeccionar uma tabela com a coincidência de dois jogos na Capital, justamente na última rodada que, por força de lei, exige a realização de todas as partidas na mesma data e horário. O segundo foi marcar a rodada justamente para o sábado de carnaval (por que não na 5a ou 6a feira?). Em qualquer lugar sério, o episódio desencadearia, no mínimo, a demissão do diretor técnico.

RÁPIDAS

Federação que, absurdamente, determinou a retirada dos 6 pontos do Cruzeiro, antes mesmo de a decisão transitar em julgado;

Aliás, o Cruzeiro que esteja atento, pois a solução dessa questão da perda dos 6 pontos pode influenciar, diretamente, na classificação da turma da azenha às finais do turno.

Alguém duvida que o Cruzeiro perderá os 6 pontos caso a turma da azenha precise de tal decisão para se classificar ?

2x0 no J. Aurich. 2x0 no Caxias. 180 minutos sem levar golos;

Índio e Bolivar continuam calando a boca de seus críticos;

E o nego Moledo, a cada jogo, prova que é zagueiro central de seleção;

Souza e F. Bertoglio (quem ?!) chegando. 4x1 no Santa Cruz. Zagueiros goleadores. Imagino que o vizinho deva escrever uma coluna eufórica essa semana, com as perspectivas de seu clube.

Mas a grande notícia da semana, que deve merecer abordagem ampla na coluna do vizinho, é o retorno de seu clube às páginas policiais. Kleber Gladiador enquadrado na Lei Maria da Penha. Bah!

Ou o destaque da coluna do vizinho seria a real causa da saída de Douglas de Porto Alegre ? (digno de Revista Ti-Ti-Ti).

O time do vizinho pode estar mal, mas em termos de noticiário ninguém supera a pijamada da azenha. Dominam as páginas policiais e e revistas de "fuchicos", de cabo a rabo.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012

ANO VI - NUMERO 261

Edição Especial Pós Gre-Nal 390

SUMANTA DE PAU
O "390" ENTRA PARA HISTÓRIA COMO O gNAL DOS RESERVAS COLORADOS!

O vizinho deve estar feliz. Conquistou um empate numa tarde em que merecia sair derrotado de seu estádio (por enquanto). Contou com o auxílio do Sr. L. Vuaden para empatar com os reservas do INTERNACIONAL. O episódio escancara o que já é notável, a olhos nús, há algum tempo: a superioridade do INTERNACIONAL. Dentro e fora das quatro linhas, a filosofia de futebol e o planejamento triunfam sobre a fanfarronice e a galhofa tricolor. Enquanto a vizinhança monta um time a cada semestre (e o termo monta nunca foi tão apropriado como neste atual momento, em que a vizinhança, literalmente, trouxe um amontoado para a azenha); no Beira Rio os reforços são de gabarito incontestável. Enquanto a vizinhança perde Douglas - sua grande expressão técnica - e luta desesperadamente para contratar um argentino de fraldas, Datolo fez estréia em clássicos anotando seu primeiro golo (fazendo recordar até o episódio Fernandão GOL 1000 - lembra vizinho ?). Para fechar com chave de ouro o episódio, Bolivar, tão criticado pelos "doutos da imprensa pampeana", carimbou a domingueira da pijamada, registrando seu primeiro tento na história dos clássicos. Não há dúvidas, o clássico 390 entrou para a história dos clássicos como o gNAL dos Reservas Colorados.

IMAGENS DO CLÁSSICO

Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras. Ditado perfeito!

General Bolivar sela o placar com testaço em cobrança de escanteio...

Datolo comemora gol na estréia, com pijamada agonizando ao fundo...

General Bolivar cerra o punho e comemora seu tento, na melhor imagem do clássico...

RESERVAS ?


E, olha aqui ô, hoje não se pode sequer tentar incluir os 10 jogadores de linha que atuaram no clássico no time titular do INTERNACIONAL. Por enquanto, não há espaço. Agora, lá na azenha, praticamente todos seriam titulares. Está mais do que certo o nosso vice de futebol Anápio ao afirmar que nossos reservas são melhores do que os titulares deles. E que o Vuadem salvou a pele da pijamada no domingo. Alguém duvida que o Bolivar jogaria, só com uma perna e um olho, no lugar do D. Groli ? O Fabricio é muito mais lateral que o tal de J. Cesar. No meio de campo, Elton, Josimar e Sandro S. disputariam posição com o Gago. Datolo e Joao Paulo seriam titulares absolutos no setor de criação (até porque lá na azenha não há jogadores para a posição). E, olha aqui ô, o Jô brigaria por posição no ataque com aquela duplinha de araque deles. É o Jô e mais um.

LIBERTADORES I

A lesão de Dalton e a dificuldade para contratar um zagueiro, fazem com que tenhamos apenas Indio, Moledo e Bolivar disponíveis para enfrentar a fase de grupos. Penso que Jackson, de ótima atuação no gNAL, poderia ter uma chance e figurar na lista. Na lateral direita, a lesão de Nei escancara uma falha da diretoria em não contratar, no mínimo, um reserva para a posição. E, pior, em não apostar nos jovens da base: C. Winck e Kleber. Preocupa iniciar a competição mais importante do continente com um meia improvisado na lateral direita.

LIBERTADORES II

Não gosto de menosprezar adversários, mas não há como negar a fragilidade de peruanos e bolivianos no histórico da competição. O Strongest da Bolivia até é um time com certo retrospecto de participações (creio que nunca ultrapassou a fase de grupos). Agora, o Juan Aurich inclui-se no nível dos Aurora´s e Boyacas Chico´s da vida. Perder ponto para os peruanos, dentro e fora de casa, será lamentável. Para quem pretende alcançar a cobiçada final da Copa, é imprescindível realizar uma boa fase de grupos. Ficar entre as 4 melhores campanhas pode garantir decisões dentro do Gigante do Beira-Rio. Foi assim que levantamos as duas primeiras taças. E, para isso, precisamos conquistar, no mínimo, 14 dos 18 pontos em disputa.

CARÁTER I

Bolivar foi rejeitado, no início da carreira, na azenha. No Beira Rio teve dificuldades, na lateral, e terminou perambulando por pequenos clubes. Até voltar e receber, com A. Braga, uma chance na zaga central e, nessa posição, se consagrar campeão da Libertadores em 2006. Viveu no principado de Monaco e vivenciou o futebol de alto nível no velho continente. Regressou ao Beira Rio para comandar, com a braçadeira de Capitão, a conquista do Bicampeonato. Em 2011 foi o bode espiatório da falta de convicção e irregularidades defensivas. Recebeu propostas milionárias do Eixo, mas resolveu ficar. Estava em campo no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz, comandando a gurizada do time reserva, na estréia do Gauchão contra o Avenida. Domingo anotou seu primeiro golo em clássicos. É por essas e outras que Bolivar será, eternamente, o General Colorado!

CARÁTER II

Tinga e Guinazu, há algum tempo, recebem críticas, que os taxam de ´ex jogadores´. Oscar é tido como um atleta franzino e sem físico. D´Alessandro possui temperamento explosivo que atrapalha suas atuações. L. Damião não é o mesmo. Kleber mastiga chiclete e é indolente. São adjetivos e observações corriqueiras que ouço e leio nas colunas dos "doutos da imprensa pampeana". Imprensa que insiste em fazer pouco e menosprezar um time que ganhou tudo que pode e continua a desfilar um futebol de primeira linha pelos gramados da América do Sul. Os colombianos ficaram maravilhados com o que viram em Manizales, quando o Colorado venceu o melhor time de futebol daquele país. No retorno a Porto Alegre, dirigentes e atletas tiveram de se deparar com o mau caratismo da imprensa pampeana

OSCAR

Tribunal do Trabalho paulista deu ganho de causa ao São Paulo contra Oscar,que havia, em primeira instância, obtido sentença que o liberava do vínculo com o tricolor paulista. Departamento jurídico do Internacional declarou que "o Inter não vai se manifestar sobre o assunto porque não é parte do processo". A questão é preocupante. Perder Oscar seria um golpe duro nesse momento. Em tempo: causa ainda deve ganhar as prateleiras do TST (Tribunal Superior do Trabalho), através de recurso de revista, o que postergaria a solução do litígio.

RÁPIDAS

"Merecíamos a vitória, pois a arbitragem do Leandro Vuaden, que é um grande árbitro, foi lamentável hoje. Marcou um pênalti inexistente. Tinha que ter marcado então em cima do Jô, que sofreu entradas iguais. Hoje o Inter provou que o seu time reserva é mais forte do que o do Grêmio" (L. Anápio, vice de futebol Colorado, em perfeita análise do clássico 390).

"Foi um grande resultado conseguir o empate aqui dentro. Hoje atuaram jovens jogadores que sequer tinham vestido a camisa do Inter ainda. Por tudo isso foi um bom resultado. O sabor de fazer um gol em Gre-Nal também é ímpar" (General Bolivar ao final da partida)


D´Alessandro eleito jogador da semana no futebol sudamericano (
confira diretamente no site da Conmebol).

Escalação de Oscar está confirmada para o jogo contra os peruanos.

Divulgada lista de atletas para Libertadores: Josimar, Dalton e Zé Mario deram lugar para Dátolo, Fransérgio e Jajá

Assisti a um vídeo com golos e jogadas de Jajá "Coelho". Olha, as imagens recomendam. Trata-se de meia atacante com chute potente e ótima visão de jogo.

O zagueiro Léo e o lateral Yan Petter, das categorias de base do Inter, foram convocados para a Seleção Brasileira Sub-17 para participar de um período de treinamentos na Granja Comary-RJ

Douglas colocou a boca no trombone, em carta aberta divulgada via twitter. Tenho certeza de que o vizinho não comentará o tema e, por isso, trago para o debate (clique e confira).

O principal alvo foi P. Pelaipe, ícone tricolor, símbolo dos símbolos, representante-mor do que representa o DNA Arrogante.

E o tal de Gladiador hein ? Já começou a figurar nas páginas policiais dos jornais gaúchos. Será que o vizinho comenta o fato ?

E a insistência do vizinho em dizer que a tal arena será seu estádio hein ? Não leste o contrato com a OAS, vizinho ? Será que terei de retomar o tema ?

A propósito, caso o vizinho insista nesse debate Estádio x maquete, trarei foto de detalhe do terreno do aterro sanitário do Humaitá no qual pretendem erguer a tal arena.

Hoje (4a feira) a pijamada joga a vida no Colosso da Lagoa, em Erechim, contra o Ipiranga.

Amanhã (5a feira) tem Libertadores da América no Gigante da Beira Rio.

Acho que não preciso falar mais nada...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio





NÃO SE FAZ FUTEBOL DA NOITE PARA O DIA

Os últimos 2 jogos serviram para confirmar aquilo que, quem acompanha futebol, sabe como ele funciona: a vitória magra contra o São Luiz e o empate no Grenal mostraram que o Grêmio é um time em formação. Com a base completamente modificada em relação a 2011 e novos conceitos sendo trabalhados por Caio Jr., não era difícil prever que isto ocorreria.

Futebol, como já diz o título da coluna desta semana, não se faz da noite para o dia. É preciso paciência e, acima de tudo, convicção da direção. São muitos os exemplos que demonstram que apoio e tempo são fundamentais para se atingir resultados. O Vasco, time mais admirado do Brasil ao final de 2011, teve, no ano passado, um início trôpego, com 4 derrotas e 1 empate no campeonato carioca. O próprio Grêmio teve um início de ano conturbado em 2001, quando trouxe Tite com novas ideias sobre futebol, e acabou o ano vitorioso.

A se lamentar que boa parte da torcida, muito em função da repercussão de grande parte da imprensa, trate um trabalho novo como crise. O Gauchão deve ser, acima de tudo, um grande laboratório para que o time encaixe e se afirme para as competições mais importantes que virão pela frente. Odone não pode mais errar e colocar a urgência por títulos acima das convicções. O melhor que pode fazer é resistir à pressão e dar andamento ao trabalho até que ele dê frutos.

Destaques e carências

No empate em 2x2 com o coirmão, a dupla de ataque Kleber e Marcelo Moreno constituiu novamente o melhor setor da equipe. Juntos, já marcaram 5 gols em 5 jogos. Em especial Marcelo Moreno tem apresentado grande qualidade em jogadas aéreas e em conclusões a gol, e também tem se revelado um excelente garçom.

Os laterais Mario Fernandes e Julio César também são um ponto forte da equipe. Grande parte da explicação pelo empate contra o coirmão passa pelas lesões de ambos ainda no primeiro tempo do clássico, graças à condescendência de Leandro Vuaden, que deu passe livre para o time vermelho bater nos tricolores como quisesse.

A dupla de volantes Fernando e Marquinhos também esteve bem. Contudo, claramente se viu, mais uma vez, que a zaga e a meia são os setores mais deficientes do time. Urge a contratação de um zagueiro experiente para jogar ao lado dos mais novos na defesa, bem como, de pelo menos 2 bons jogadores para participarem da armação das jogadas, especialmente depois da saída de Douglas, que, bem ou mal, era um dos únicos a cumprir esta função no time.

Copa 2014 ameaçada

Depois de verem a ameaça de Porto Alegre não sediar os jogos da Copa das Confederações 2013 concretizada, as autoridades começam a temer publicamente pela perda da Copa 2014 devido à interminável novela da assinatura de contrato do vizinho com a construtora Gutierrez, com cenário digno dos melhores dramalhões mexicanos.

Desde junho de 2011, o remendão está em ruínas e não se ouve o barulho de um trator sequer. O ministro dos esportes, Aldo Rebelo, está intervindo pessoalmente na situação na tentativa de evitar o que seria não só uma vergonha, como um prejuízo incalculável para a cidade de Porto Alegre e para os gaúchos. A lentidão é tanta que nova Arena Tricolor já está para entrar na pauta da discussão dos políticos.

2 anos e 11 meses era o tempo previsto para a obra quando iniciada, em julho de 2010. Ora, se a obra parou em junho de 2011, ainda restam 2 anos de trabalhos que, se iniciados agora, já estourariam o prazo da Fifa (dezembro de 2013). A ameaça, portanto, é real, e pode estar constituída numa manobra espertalhona e interesseira dos vermelhos para conseguirem financiamento público para a obra, o que seria um verdadeiro escândalo.

Isso que eu chamo de "estádio de verdade", hein vizinho?!

Últimas:

- O argentino D'Alessandro atendeu aos emotivos pedidos da torcida vermelha e ficou em Porto Alegre. O carinho da torcida e o amor pela cidade foram decisivos para a permanência do jogador. E, é claro, um aumento polpudo de salário para inacreditáveis R$ 750 mil mensais, aproximando-se de uma proposta chinesa que ninguém conseguiu provar que algum dia realmente existiu. É o autêntico "me engana que eu gosto";

- Ouvi comentários de que a torcida do Corinthians ficou faceira da vida com a classificação do time do vizinho para a fase de grupos da Libertadores. Os paulistas entendem que o sonho da Libertadores ficou mais próximo com a presença de um time com vasta experiência em ser vice-campeão nos títulos corinthianos.

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

ANO VI - NUMERO 260

Edição Especial Semana Gre-Nal 390

MEIA SEMANA gNAL

Todas as atenções, como disse na última coluna, estavam voltadas para o confronto de Manizales. Foi um jogo desgastante. Pressionado, e muito, na segunda metade, pelo time colombiano, o INTERNACIONAL acusou a falta de preparo do início de temporada (embora já demonstre evolução nesse quesito). Hoje o grupo ainda enfrenta desgastante viagem. É verdade que teremos dois dias ainda antes do clássico, mas eu apostaria todas, ou boa parte, de minhas fichas em visita ao vizinho com o time reserva. Até porque, na próxima semana, já teremos o primeiro confronto da fase de grupos da Libertadores contra os peruanos do Juan Aurich. E também porque o clássico de domingo, convenhamos, vale muito pouco em termos de classificação. Aliás, a única hipótese válida de utilizar força máxima seria uma derrota da vizinhança para o São Luis de Ijuí. Aí sim, com uma vitória no clássico de domingo, praticamente eliminaríamos a pijamada das finais do primeiro turno do Gauchão. E, certamente, Caio Jr. entraria para a galeria de "treineros" enterrada pelo Colorado dos Pampas na azenha.

Manizales I

Sim, falo do clássico gNAL, mas não posso deixar de comentar a classificação para a fase de grupos da Libertadores. Foi uma partida com menos contornos dramáticos do que minhas previsões. Os colombianos têm uma equipe, no máximo, média. E as qualidades do adversário estavam na parte ofensiva. A defesa do Once Caldas, pode-se dizer, era uma peneira furada. Tanto que o Colorado perdeu 5 ou 6 oportunidades claras de gol.

Manizales II

Nossa defesa também esteve muito mal. Nei foi terrível. Aquele velho Nei que conhecemos. Falhou nos dois golos. Cometeu uma penalidade bizarra no "delantero" adversário, no primeiro minuto da partida. É verdade que poucos árbitros apitarão uma penalidade semelhante, ainda mais em Copa Libertadores (competição na qual, sabidamente, os árbitros "deixam o jogo correr"); mas nada justifica a entrada bizonha de Nei sobre o adversário. No restante da partida, foi visível a tentativa dos colombianos de explorar a fragilidade de nosso flanco direito; ou por jogadas diretas por aquele setor ou por cruzamentos efetuados do lado direito que encontravam sempre o avante adversário superando o lateral Nei no jogo aéreo. Muriel também não estava em noite feliz.

Manizales III

Finalmente, o sistema com 3 volantes, como era de se esperar, não produziu o efeito que, presumo, levou Dorival a utilizá-lo. Aliás, não entendo como é possível repetir tantas vezes um sistema de jogo que nunca dá resultado positivo! Minha presunção é de que o técnico, ao escalar 3 volantes, espere dominar a meia cancha e formar uma barreira na frente de sua área (com proteção aos zagueiros). Não foi isso, mais uma vez, o que ocorreu. Bolatti e Tinga, visivelmente, ocupavam a mesma função. E o Once Caldas, reiteradamente, esteve dentro de nossa área, tendo os zagueiros que disputar bolas em igualdade com os avantes colombianos. A sorte de Dorival é que seu colega colombiano o ajudou, e muito, ao determinar ao time que abusasse dos "chuveirinhos" da intermediária; e, pior, substituindo o centroavante aipim por um avante baixinho (Beltran por Reynoso).

Arena Humaitá I

“Caro Hiltor, saúde! Li publicação na tua coluna sobre o entorno da Arena do Grêmio e a falta de recursos para melhoria de acessos e obras complementares. A cobrança vai ao “poder público”. Concordo que cabe a cobrança ao poder público, mas essa. O governo estadual entregou aquela área de graça, avaliada em R$ 38 milhões, e recebeu em troca área gravada na Estrada Costa Gama no valor de R$ 3 milhões.
O Estado, apesar da lei aprovada condicionar compensações, abriu mão de qualquer compensação avaliando que os ganhos futuros serão bons para o erário. Portanto, um grande negócio para a OAS. Ao governo municipal cabia exigir diante do tamanho do investimento todas essas providências e, tudo indica, não o fez. Para benefício, de novo, da OAS. Agora, se quer que o poder público pague a conta?
Nenhuma obra desse porte, nenhum loteamento, pode ser aprovado sem que o investidor assuma os custos das consequências do investimento para o entorno. Por exemplo: o Shopping Praia de Belas (duplicação da Avenida Praia de Belas), o Carrefour Passo da Areia (Avenida Grécia e obras pluviais), o Barra Shopping Sul (Avenida Diário de Notícias, moradias populares e outras obras), entre tantos outros.
Portanto, de poder público, o que falta, nesse caso, é o poder de regulação, de controle, de exigências de urbanização e obras complementares em empreendimentos deste tipo.
Saudações, Raul Pont.” (coluna do H. Mombach, Jornal Correio do Povo do dia 31.janeiro).

Arena Humaitá II

"Quando li a matéria na coluna de segunda-feira me deu nojo da demanda constante no site da arena do Grêmio, que dizer que eles só estão preocupados com as vias de acesso ao estádio e estacionamento e quanto ao bairro que carece de outras obras de infra-estrutura os moradoresque lixem? Aí fica claro que os periferia só recebe melhorias como efeitocolateral dos interesses economico-financeiros dos grandes especuladores, etc e tal. Por isso fico muito orgulhoso damanifestação do deputado Raul Pont por sermos do mesmo partido e me sentir representado por ele. Não venho nenhum empecilho, em manifestar tal opinião, pois embora também seja petista, sou gremista, não sou eleitor do Raul, embora seja filiado ao PT desde 1983." (manifestação de A. Divam, repercutindo a polêmica, trascrita do Blog do H. Mombach, www.correiodopovo.com.br)

RÁPIDAS

Guinazu realizou mais uma atuação monstruosa.

Não tem início de temporada e nem altitude que trave a perna do "Cholo".

Embora tenha marcado um golo, em jogada primorosa de D'Alessandro, Tinga não executa bem a 3a função da meia cancha, sendo pobre sua contribuição ofensiva (especialmente no que tange à conclusão de jogadas).

D'Alessandro mais avontade do que nunca com a camisa Colorada. A braçadeira de Capitão lhe caiu muito bem.

Classificação para fase de grupos da Libertadores possibilitará ao INTERNACIONAL modificar 3 nomes na lista de jogadores. Dalton, lesionado, deve sair, dando lugar a um zagueiro que será contratado . O meia Datolo deve ganhar o lugar do jovem lateral esquerdo Zé Mario.

Nei e Dagoberto, mesmo que se utilize o time titular no clássico, não devem atuar, devido às lesões acusadas antes mesmo da partida de Manizales

É uma pena, porque o Dagoberto que já marcou diversos golos na vizinhança, vestindo a camisa do São Paulo.

L. Roggia foi emprestado ao Milan "B". Trata-se de atacante promissor e de boas qualidades, especialmente físicas. A vivência na Itália, com certeza, será proveitosa.

Cruzeiro fez 4x1 no Zequinha no clássico Ze-Cruz; o amigo E. Campelo - "Montanha" (Guaiba/Correio do Povo) deve estar eufórico.

Veranópolis patrolou o Juventude. A filial, que bateu a vizinhança no final de semana, não é tudo isso, não é vizinho ?

Mais um clássico em nossas vidas...

Renan, Sandro S., Bolivar, Romario, Fabricio; Josimar, Elton, João Paulo, Marco Aurélio; Gilberto e Jô. Com esse time dá para colocar o Caio Jr. na cova.

Que vença o melhor! E, só para lembrar o vizinho, o melhor somos nós: 146x123.

E a Nega Véia já deu o palpite: 2x1 com os reservas e 3x0 com força máxima. Te cuida vizinho!

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio


Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

ANO VI - NUMERO 259

D´ALESSANDRO É NOSSO!

Especula-se (e o futebol, nos bastidores, é 99% especulação) que o INTERNACIONAL tenha oferecido o dobro do que ganhava para D´Alessandro, que decidiu ficar no Beira Rio. O argentino declarou que muita coisa pesou em sua decisão, inclusive o carinho do torcedor. Mas a verdade é que de um lado os chineses não foram tão incisivos em sua proposta; e, de outro, a dobra salaril ofertada pelo INTERNACIONAL constitui-se num dos maiores salários pagos no futebol brasileiro. Algo próximo de R$ 750 mil. Convenhamos, é muito dinheiro! Aliás, num primeiro momento, cheguei a ser contra a manutenção de D´Alessandro, pelo alto custo e pela possibilidade de criar um mal estar dentro do grupo pela diferença remuneratória. Mas, pesando prós e contras, não há como negar o acerto da direção. Primeiro porque D´Alessandro é o diferencial do time e, há algum tempo, vem ajudando, e muito, a rechear nossos armários de taças. E, de outra parte, porque a reposição para D´Alessandro, além da demora natural para se ambientar, custará, talvez, mais caro do que a oferta que seduziu o argentino. E não é só isso. A manutenção de D´Alessandro é um grande golpe de marketing e funcionará como um canhão a impulsionar o aumento do número de sócios.

BOMBA


Não foi só junto à torcida Colorada que o caso D´Alessandro teve repercussões. A notícia do Fica D´Alessandro explodiu como uma bomba na azenha. Cacalo abriu o programa Sala de Redação, da Rádio Gaucha, bradando contra a manutenção do craque e acusando a direção do INTERNACIONAL de inaugurar uma fase de política salarial fora da realidade no futebol gaúcho. O Cacalo, como todo gremista, está tremendo de medo (p´ra não dizer que está se borrando pelas pernas). O Vitor - carregador de luvas de luxo da CBF - já mandou até confeccionar uma calçola com reforço nos fundilhos. Pijamada, D´Alessandro, o homem gNAL, fica mais um tempinho em Porto Alegre.


FICA D´ALESSANDRO

Escrevi na última coluna: "Presença fundamental na vitória. Atuação interessada e impecável do ponto de vista técnico e tático. Um passe açucarado para o golo de L. Damião. A ovação do torcedor em vários momentos da partida. A entrevista de D. Sonda ao final da partida dando conta de que a partida contra o Once Caldas foi um fato novo no episódio. A Braçadeira de Capitão. São grandes indícios de que FICA o D'ALESSANDRO!". E o Cabezon ficou...

ADEUS D´ALESSANDRO

Mas é bom o torcedor Colorado se preparar. D´Alessandro está de malas prontas para deixar o Beira Rio. Não, não estou louco. Quem ouviu o discurso do FICO com atenção notou que D´Alessandro foi claro ao afirmar que fez um acordo com a diretoria para que esta o libere quando chegar nova investida chinesa (ou de outra parte). E ninguém aqui é bobo. Uma hora o D. Sonda terá de recuperar o seu investimento. E o INTERNACINAL seguirá seu curso, sem maiores percalços. Foi ótimo. O momento recomendava o FICO. Mas, não se iludam, um dia D´Alessandro sairá do Beira-Rio. E esse dia será no mês de julho ou agosto, anotem.

MANIZALES


O Colorado já se encontra em terras colombianas. A viagem para Manizales é longa e desgastante e, por isso, o acerto em contratar voo fretado e viajar com antecedência. Agora, as notícias são preocupantes. Nei e Dagoberto serão dois enormes desfalques, caso confirmadas suas ausências (os dois viajaram com a delegação, mas tem poucas chances de escalação). Pior ainda foi ler, hoje, que Tinga pode ser o substituto de Dagoberto. Mas por que cargas d´água ? Entrar em campo em Manizales, com três volantes, é brincar com o perigo. Quem não conhece as consequências da adoção desse sistema ? Tinga perderá várias oportunidades de gol. D´Alessandro ficará sobrecarregado na função criativa. Bolatti e Guinazu (um deles) ficará sem função específica. Torço muito para que não se confirme a notícia. Caso contrário, podemos vencer na Colômbia, mas somente depois de parir uma bigorna (a não ser que D´Alessandro, Damião e Oscar resolvam decidir o jogo em noite inspirada).


JUAN

O zagueiro Juan foi contratado pela Inter de Milão. Há mais de um ano tal negócio era tido como certo. Cogita-se que o time italiano tenha pago U$ 6 milhões aos empresários que adquiriram os direitos do jogador, há menos de 2 meses, pela metade desse valor. Um negócio da china, sem dúvida alguma. Ainda mais que, repito, há longa data se sabia que a Internazionale compraria o jogador. O Conselho Fiscal deveria esclarecer os valores de ambas as negociações e cobrar explicações da diretoria.

RAPIDAS


"para D’Alessandro, a la hora de tomar una decisión, fue más importante seguir acumulando gloria deportiva antes que engrosar su cuenta bancaria."
(reportagem do Diario Olé)

Acumular glória desportiva. Isso é sinônimo de "jogar no
S.C. INTERNACIONAL".

"
obvio que a malandragem dos chineses é tirar do que vale o preço para o clube - diferença de 4 milhões de dólares - e colocar no salário do gringo enchendo sua cabeça de minhocas. eles não estão com esta bola toda pois só a teriam se chegassem com 10 milhas pelo dale e mais a proposta salarial que enlouqueceu o dale . Aí sim poderíamos falar de mercado milionário chines. Do jeito que está é malandragem pura e simplesmente e nada mais do que isto." (do leitor J. Krug, na semana passada, antecipando o desfecho da história).

Essa tirada eu peguei do O Bairrista:
"seguindo exemplo de Zé Roberto, Douglas também quer deixar o RS se jogos às 21:00 continuarem". Kkkkkk.

A Presidente da República D. Roussef esteve em Porto Alegre para participar do Forum Social Tematico. E, pergunto ao vizinho, aonde foi seu discurso ? Claro que não foi na azenha. Foi no Gigantinho, palco de grandes eventos. E por ali a Sra. Dilma aproveitou para abrir o sorriso com a camisa rubra em mãos. Confira:



Em resposta aos questionamentos formulados sobre a Arena do Humaitá, o vizinho trouxe algumas fotografias. Não se sabe se de uma obra ou de escombros. Fica nos devendo os esclarecimentos, especialmente à tricolinagem. E, vizinho, te deixo as fotos de um Estádio de verdade, pronto, acabado, com 4 finais de Libertadores nas costas e que será Sede de Copa do Mundo.