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terça-feira, agosto 23, 2011

ANO V - NUMERO 236

Edição Especial - Gre-Nal 388
AUMENTO DA CAPACIDADE DA ARENA: DILEMA DO MODELO PARA UM GRÊMIO MODERNO

Na coluna do Tricolor desta semana darei conhecimento aos amigos tricolores do texto perspicaz e muito apropriado redigido pelo amigo Tiago Mallmann Sulzbach a respeito das principais preocupações que permearão a sobrevivência da Instituição Grêmio nos próximos anos.

"Após nova derrota acachapante para o Atlético-GO e mesmo em semana de GRE-nal, peço a atenção dos milhões de gremistas para um problema que, potencialmente, poderá nos gerar muita dor de cabeça nos próximos 20 anos.

Como já se ressaltou na nota dos Sócios Livre
s (http://www.socioslivresgremiodetodos.com.br/), o produto futebol no Brasil nesses anos vindouros irá crescer exponencialmente. Isto porque, dado o desenvolvimento ímpar da economia nacional, são milhões de novas pessoas aptas a consumir futebol no Brasil, o que atrai os anunciantes e “inflaciona” positivamente o mercado, notadamente os direitos de transmissão. O movimento é semelhante ao que ocorreu na Europa no início dos anos 1990 e, por isso mesmo, o exemplo do Velho Mundo é alarmante.

Diz-se, com muito boa vontade, que teremos quatro ou cinco clubes no Brasil capazes de competir pelos títulos. Considerando que Flamengo e Corinthians são dois deles, bem se vê o tamanho do desafio do Grêmio. Sobram-nos duas ou três “vagas” para disputarmos com São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, eles,
e, eventualmente, algum clube do Paraná ou do Nordeste do Brasil (historicamente pobre, mas que muito cresce e, provavelmente, poderá ter um clube entre os “grandes”). Por isso, quem não se organizar imediatamente, perderá o trem da história e, assim, não mais lutará por títulos.

E o que o Grêmio tem feito a respeito? Muito pouco. Aliás, retirando a imprescindível idéia da Arena, quase nada.

As três maiores fontes de receita em um clube de futebol moderno são: direitos de transmissão, estádio e marketing. Acresça-se que em um clube formador, como o Grêmio, as categorias de base servem também a este financiamento. E o que um torcedor de fora vê sobre estes pilares no Grêmio?

Direitos de transmissão
O Presidente Odone, com a chancela oficial do Conselho Deliberativo, entendeu por bem rachar o Clube dos 13 – comandado pelo Presidente Koff – negociando diretamente com a Rede Globo. Assim, submeteu o Grêmio a receber R$ 55 milhões por ano, pouco mais da metade do que Corinthians e Flamengo (R$ 100 milhões por ano). Imaginem só o que não precisará ser o Grêmio de organizado para retirar a diferenças de R$ 180 milhões para dois rivais diretos na conquista de títulos nesses quatro anos de contrato com a Globo.

Acredita-se que o Grêmio errou, e muito, em adotar o sistema espanhol em detrimento do norte-americano ou inglês e alemão. No sistema espanhol, Barcelona ou Real Madrid ganham todos os campeonatos, porque mais da metade de todo o valor pago é entre eles dividido. Em praticamente todos os demais campeonatos importantes – e notadamente na NFL, o mais rico de todos – vigora o princípio do equilíbrio competitivo, pelo qual um campeonato se torna mais atrativo quando mais equilibrado for (e, por esta razão o dinheiro envolvido é distribuído de forma mais igualitária). Os dois modelos são conhecidos do Grêmio: o primeiro, o Espanhol, recentemente adotado por imposição da Globo; o segundo, era aquele defendido pelo Clube dos 13. Acaso estivéssemos na posição de Corinthians ou Flamengo ou fôssemos controlados pela Globo, até seria interessante optar pelo primeiro modelo. Para a
globo, após quatro anos e implodido o Clube dos 13, poderá pagar menos pelo campeonato, exatamente como ocorre na Espanha, justamente porque apenas dois é que seriam remunerados proporcionalmente ao que vale o campeonato: aos demais, as migalhas). Para Flamengo e Corinthians, receber o dobro de rivais históricos, obviamente é interessante. Contudo, sendo justamente a parte prejudicada com o crescimento dos rivais, inacreditável é como o Grêmio pode tomar tal atitude.

Em qual momento o fato de receber a metade de Flamengo e Corinthians isso foi considerado um bom negócio é o que deveríamos refletir.

Marketing

Ainda que não seja nem perto de um expert no assunto, o consenso entre os torcedores tricolores é o de que o Grêmio subutiliza o potencial arrecadador com a sua torcida. E, diga-se de passagem, nos últimos anos esse setor do tricolor cresceu muito, mas ainda insuficientemente para a demanda atual e muito menos se projetarmos a demanda futura.

O time do Grêmio, como poucos no país, possui uma identidade própria. Uma vinculação ao ideal “guerreiro” e “copeiro”. Não sem razão, fala-se em “alma castelhana”. Em síntese: existe a identificação da torcia com um time que não necessita ser o melhor ou até mesmo ganhar todos os títulos. Mas, em contrapartida, exige-se dele que demonstre vontade vencer, que lute e que não desista nunca de tentar a vitória antes do apito final. Esse ideário é pouco explorado.

Para aqueles que enxergam essa vinculação ao futebol platino em detrimento do id
eário de futebol brasileiro em geral algo negativo, sempre é bom lembrar que um certo clube da região da Catalunha (que historicamente resiste à “identidade nacional” em detrimento da "regional"), situa-se na Catalunha e explora exatamente esta imagem de ser “mais do que um clube” como o seu próprio slogan informa: o Barcelona. O Barcelona forma as suas equipes a partir do seu ideário de futebol, independentemente de quem é o treinador ou dirigente de ocasião. E fatura muito por isso...

E no Grêmio? Há quanto tempo não se forma uma equipe à imagem do que a sua torcida quer? Aliás, o Grêmio sabe o que a sua torcida imagina ser um time ideal, antes de mais nada? Há pesquisas sobre isto? Ou, ainda: quando foi a última ação de marketing que explorou exatamente essa imagem de não desistir nunca?

Enfim, não se pretende aqui esgotar o tema, mas apenas trazer alguns pontos para reflexão no intuito de demonstrar que, mesmo nas áreas aonde se considera bem encaminhada a questão, existe muito por fazer.

Categorias de base

As categorias de base de um clube deveriam ser tratadas como “questão de Estado”. Simplesmente deveria ser proibido o Presidente de ocasião alterar tudo a seu bel prazer. Trata-se de uma fonte de receita muito importante para ser avaliada no curto período de um mandato, insuficiente para qualquer avaliação ou mesmo para a implementação e execução de projetos com qualidade.

O que se quer dizer com isto? Simples: os cargos-chave nas categorias de base deveriam ser dotados de alguma estabilidade. Para que a derrota em um campeonato sub-qualquer-coisa determine a demissão de um bom profissional ou mesmo que este não se sinta pressionado a ganhar campeonatos em detrimento da formação, o Conselho de Administração deveria poder apenas indicar a contratação ou demissão do profissional, condicionando a decisão definitiva à chancela do Conselho Deliberativo. À exemplo do que ocorre com embaixadores ou ministros de tribunais superiores, a indicação do Presidente da República apenas tem efeito após a chancela do Senado Federal. Assim agindo, duas conseqüências imediatas ocorreriam: 1ª: escolha mais criteriosa dos profissionais; 2ª: comprometer todo o conselho Deliberativo com a política de formação de atletas. Deste modo, verdadeiramente passaríamos a tratar das categorias de base como uma “questão de Estado” que comprometesse toda a Instituição e não apenas os gestores da ocasião.

A rigor, todos os cargos profissionais deveriam receber o mesmo tratamento, desde que condicionados ao alcançamento de metas claras. Se, por um lado, limita a ação do Presidente, por outro determinaria que os ocupantes de tais cargos ajam institucionalmente e vinculem-se ao Clube e não a quem o indicou.

Estádio

Como antes dito, abrir mão de um estádio moderno e capaz de gerar receitas aos clubes modernos, é praticamente assinar o atestado de óbito de um clube. Por isso, o Grêmio pioneiramente acerta – e muito! – em fazer o negócio da Arena. Mas isso, por óbvio, se o estádio efetivamente gerar receitas ao clube e for um bom negócio.

Pois bem. Após esta longa introdução, chegamos à questão atual e de fundo. No próximo dia 29/08/2011, o Conselho Deliberativo do Grêmio irá se reunir para aumentar os custos da Arena. Se este aumento é necessário, ótimo. Mas e se não for? Diz-se tudo isto, porque estranhamente quer-se aprovar tudo de uma só vez no Conselho sem o tempo adequado de maturação e debate.

Alguns dados para a discussão. Conforme estabelecido no contrato, em sua cláusula 13.1., letra “f”, a OAS financiaria 45% do valor total da obra e arcaria com 55% do seu custo. Acaso esses percentuais façam parte do novo aditivo, por si só, já seria um péssimo negócio, justamente porque é o Grêmio quem ao fim e ao cabo arcará com o pagamento dos juros. Os valores estabelecidos em contrato, deveriam ser corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas. Feitos os cálculos, chegamos à seguinte conclusão:

1) custo mínimo da arena: R$312 milhões, atualizado para R$367 milhões;
2) custo máximo da arena: R$378 milhões, atualizado para R$445 milhões.

Em síntese: se o Grêmio pretendesse, poderia obrigar a OAS a entregar exatamente o que foi contratado por R$ 445milhões, para um estádio com capacidade para 52 mil e 400 pessoas sentadas. O custo por lugar, portanto, varia de R$7.003,00 a R$ 8.492,00, cuja média é R$7.747,50. Fala-se, contudo, em 60 mil lugares para um custo de R$532 milhões (custo por lugar: R$8.867,00)

Antes de mais nada, a questão é: nós necessitamos de 60 mil lugares? No Estudo encomendado à empresa AAA de 2006, recomendou-se a capacidade de 50 mil lugares; no anteprojeto de 2009, 52mil lugares; no projeto do arquiteto De La Corte, 54.300 lugares, no projeto de fevereiro de 2011, 53.922; finalmente, em julho de 2011, conforme a imprensa, a capacidade ficaria em 60 mil lugares.

O que ocorreu nestes três anos para mudança tão drástica? Qual a expertise dos responsáveis do Grêmio para que o Conselho ignore a opinião dos profissionais contratados e reconhecidos mundialmente por sua capacidade? A questão central, portanto, será definir quais os estudos elaborados e que justificam ignorar a opinião da AAA (empresa contratada que estudou a ocupação média e a capacidade de crescimento do Clube para vinte anos!) e do arquiteto da FIFA De La Corte. Se estes estudos, pelo menos existem, que se dê publicidade a eles, justamente para que a opinião de outros especialistas possam ser consideradas.

Enfim: não pretendíamos esgotar os assuntos aqui tratados, mas meramente contextualizar a magnânima importância do que o Conselho Deliberativo deverá “conhecer, apreciar e deliberar” (conforme a ordem do dia) em 29/08/2011.

Acreditamos que uma matéria dessa importância mereceria maior maturação e debate, até mesmo porque um ou dois meses não poderiam fazer tanta diferença no resultado final. Cuida-se, em verdade, de comprometer o orçamento do clube em perto de 100 milhões de reais, sendo absolutamente insuficiente apenas o tempo de uma sessão do Conselho Deliberativo para "conhecer, apreciar e deliberar” uma matéria tão complexa.

Que o episódio dos direitos de transmissão sirva de lição ao Conselho Deliberativo que, naquela oportunidade, não discutiu os modelos envolvidos exaustivamente para uma tomada de decisão madura sobre o aspecto e cuja verdadeira face apenas agora é conhecida da torcida do Grêmio."

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981

SEMANA COLORADA

Torcedor Colorado, mas Colorado mesmo, está eufôrico com essa semana espetacular que o calendário nos reservou. Começou domingo num grande clássico contra o Flamengo. Passa pela grande final da RECOPA na quarta-feira e termina em clássico gNAL no domingo. Espetacular é pouco adjetivo. Quem gosta de bom futebol está se regozijando (e todo Colorado, no fundo, é sempre grande admirador do bom futebol). Domingo fomos atrapalhados pela escalação inicial de Dorival (os malditos três volantes de novo!) e pela trágica arbitragem. Quarta-feira será dia de conferir o regresso do campeão mundial Oscar ao time. E Dorival já confirmou o time que todo Colorado (como apreciador de bom futebol) quer ver em campo. Vamos com dois volantes, Oscar, D'Alessandro, Damião e Delatorre. Os hermanos que aguentem! E domingo. Ah! domingo é dia de clássico! Que semana fantástica!

DECISÃO NO GIGANTE

Teremos mais uma noite histórica na Padre Cacique. Mais uma noite dessas em que todos os caminhos levarão ao Gigante. As ruas estarão em fogo mais uma vez, vermelho por todos os lados. O Independiente não é tudo isso e nos venceu mais por nossas falhas e concessões do que por suas qualidades. A imprensa porteña já entregou que os inimigos virão retrancados (aliás, já era de se esperar). É claro que será difícil, muito difícil, furar o bloqueio. Mas quem acredita ou imagina que um time com Oscar, D'Alessandro, Damião e Delatorre deixará o placar em branco ?

DAMIÃO

Porto, Tottenham e Dinamo Kiev e seus euros a assediar nosso centroavante. Ele declara pretensão de jogar num clube do "primeiro mundo" do futebol (leia-se Itália, Inglaterra ou Espanha). Damião quer se manter na seleção brasileira; é sua prioridade. Luiggi declara que não o venderá nesta janela. Mas aquele golo antolôgico de bicicleta é algo que pode mudar todo esse panorama. Não há como segurar um jogador da categoria e eficácia de Damião por aqui. Os euros e dólares chegarão e teremos de nos conformar em vê-lo desfilar por gramados europeus, como já aconteceu com Pato, Nilmar e outros. O consolo é que já começa a surgir outro prata da casa: Delatorre.

JANELA

A terrível janela européia ainda está aberta. Causa calafrios pensar na venda de um Damião ou de um Oscar. Por enquanto, tudo indica que os dois ficarão no Beira-Rio, ao menos até o final da temporada. Damião e Oscar querem a vitrine Colorada, especialmente em véspera de Jogos Olímpicos.
Em tempo: a multa para tirar Oscar do Inter é de US$ 50 milhões, o equivalente a cerca de R$ 115,6 milhões. O clube deve pagar € 1,5 milhão, até dezembro, pelos 40% dos direitos sobre o jogador. Depois da atuação de gala de Oscar na final do mundial sub20, pode-se dizer que é uma pechincha

FALCÃO ESTAVA ERRADO

Ao declarar que não havia ninguém na base em condições de figurar no plantel principal, Falcão demonstrou desconhecimento (ou, no mínimo, que estava mal assessorado). Elton, Delatorre, Zé Mário são provas mais do que cabais de que Falcão errou. E ainda há muita gente lá na base pronta para atuar. Isso para não falar em guris como C. Winck e o volante Tarik que o amigo Josué não cansa de elogiar.

FAÇANHAS

Essa semana completou 35 anos a façanha do OCTACAMPEONATO GAUCHO. E após a derrota do Flamengo para o Atletico Goiano, mais um ano transcorre sem que clube algum consiga igualar a façanha do CAMPEONATO INVICTO, que remonta a 1979. São façanhas históricas, inéditas e inalcançaveis que colocam o INTERNACIONAL num patamar diverso dos demais clubes brasileiros.

RÁPIDAS

Domingo é dia de FICA C. ROTH!!!

4a feira, como aperitivo para a grande final da RECOPA, tem clássico Ze-Cruz, às 15 horas, no Passo D'Areia. Programaço!

Aliás, um baita dum programa para o vizinho hein! Eu tenho certeza de que o pobre do vizinho daria tudo, mas tudo mesmo, para jogar uma final de campeonato. Que saudade tu deves ter de jogar uma final de campeonato, não é vizinho ?

Time para enfrentar o Independiente: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu, Élton, Oscar e D’Alessandro; Dellatorre e Leandro Damião.

Não havendo lesões, independentemente do resultado de 4a feira, o time deve ser o mesmo para começar o clássico gNAL (apenas substituindo Guinazu, suspenso, por Tinga). Um pouco de coerência e manutenção de sistema de jogo não fará mal a ninguém.

E o Juan, pode indagar meu leitor. Com as boas atuações de Índio, Juan terá de aguardar seu momento. Mas, fatalmente, ganhará vaga na equipe e, com o tempo, deve se firmar.

E o Andrezinho, nosso talismã, continuará a ingressar durante as partidas para mudar o ritmo e forma de jogo do time, sempre para melhor. Andrezinho que é um dos melhores 12o jogadores que já vi no INTERNACIONAL.


"Ele chegou no ano passado com apenas 10% e nós tínhamos a opção de compra. Eu vou efetivar essa situação para que tenhamos 50% do jogador" (G. Luiggi, em entrevista a rádio Guaíba, manifestando-se sobre aquisição de direitos do meia Oscar)

Uruguaio J. Larrionda será o árbitro da final da RECOPA. Para quem não lembra, era Larrionda o árbitro da primeira conquista da Libertadores, em 16 de agosto de 2006.

E já que apelamos para a memória, nunca é demais lembrar que na RECOPA 2007, conquistamos o título dentro do Beira-Rio após perder a primeira partida para o Pachuca, no México, por 2x1 (mesmo placar de Avellaneda). Que a história se repita na quarta-feira.

Internacional assinou contrato com o lutador Minotauro, que defenderá as cores do Colorado no UFC Brasil.

"Em um primeiro momento, o patrocínio será exclusivo para o UFC do Rio. A partir daí, vamos definir e, quem sabe, tentar trazer uma etapa do UFC para dentro do Gigantinho até o fim do ano. Acho que estaríamos aproveitando a chance e trazendo um grande evento para Porto Alegre" (Jorge Avancini, diretor de marketing).

Vice Presidente de assuntos especializados Luciano Davi realizou reunião conjunta com líderes das organizadas que garantiram apoio conjunto ao time na decisão de 4a feira. UNIÃO e CONCENTRAÇÃO TOTAL na grande final da RECOPA.

Vizinho, só p'ra ti ficar imaginando durante a semana... Olha aí a BICICLETA DO DAMIÃO!



FOI UMA DAS COISAS MAIS LINDAS QUE JÁ ACONTECERAM NO BEIRA-RIO. Obrigado Damião!!! COMO É BOM SER COLORADO!!!

Vizinho, prepara o salão que domingo estamos chegando para a festa...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 700 jogos no Gigante da Beira Rio




quinta-feira, junho 30, 2011

ANO V - NUMERO 228

FEIJÃO COM ARROZ

No rigor do inverno, nada melhor do que um bom feijão com arroz. Talvez esse pensamento tenha guiado Falcão ao escalar e posicionar o time em campo contra o Figueirense. A adoção do 4-4-2, com dois volantes e dois meias ofensivos, um atacante de lado e um centroavante aipim, hoje em dia, é o que há de mais básico e elementar e o que há de mais efetivo em termos de futebol. Qualquer outro esquema é invenção e requer plantel com qualificações extraordinárias. O tal de 4-2-3-1, que Roth tanto cultuou em sua última passagem pelo Beira-Rio, só funciona em seleções nacionais de ponta (Alemanha e Holanda no Mundial 2010) ou em elencos galáticos do futebol europeu. Aqui na aldeia não adianta inventar, o que rende e o que funciona é o bom e velho feijão com arroz.

APROXIMAÇÃO I

Tanto se falou em equilíbrio, em compactação, mas a palavra chave da melhora de produção da equipe foi a aproximação. E, mais especificamente, a aproximação entre Oscar e D'Alessandro, que levou a loucura o sistema defensivo do Figueirense. As tabelas entre a dupla de meias ofensivos municiaram bastante o ataque (Damião teve 4 ou 5 oportunidades de gol) e também resolveram sozinho o problema da criação, como no belo golo anotado por Oscar. É claro que o jovem e D'Alessandro são jogadores de técnica diferenciada. Mas não se pode negar que a postura tática foi fundamental para a eficiência da dupla.

APROXIMAÇÃO II

É importante mencionar a importância da postura tática, porque Falcão não terá Oscar, a partir de sua ida para a seleção sub20. Andrezinho retornará e, tudo indica, substituirá o jovem no time. Mas aqui sempre há o perigo (e temor) de que retorne o sistema com três volantes. Já está provado e comprovado que é com dois meias ofensivos que o time funciona. Não é de hoje. Além de Andrezinho, Falcão dispõe de R. Goulart para fazer a função hoje desempenhada por Oscar.

VOLANTES

Há algum tempo venho batendo na mesma tecla. Anotei na coluna n. 225: "Repetirei, literalmente, o que disse na última semana. É força que Falcão coloque em prática um revezamento entre Bolatti, Tinga e Guinazu, escalando dois deles por jogo e preservando o outro.". Domingo Guiñazu e Tinga, mesmo sem atuação exuberante, deram conta do recado mais uma vez, protegendo a Avenida Nei e bloqueando as ações inimigas pelo meio de campo. Vem aí a maratona de jogos aos finais e meio de semana. E, nesse momento de acúmulo de jogos e eventuais suspensões pelo terceiro amarelo, Bolatti e Glaydson demonstrarão, como ótimos suplentes, a importância do plantel.

LAURO

Lauro será negociado por R$ 1,5 milhão para o Galatasaray da Turquia. É um bom negócio, porque Lauro nunca conseguiu se firmar no INTERNACIONAL. Mesmo com boas atuações e a conquista da Taça Sudamericana, sempre foi contestado. A venda também é um sinal dos tempos. Diretoria resolveu cortar gastos e privilegiar o aproveitamento da gurizada, no que faz muito bem. Muriel e Agenor estão prontos para assumir o arco. Em tempo: negociação foi intermediada por C. A. Taffarel (e esse sabe tudo e um pouco mais da posição!).

GURIZADA DE FÉ


A gurizada dos juniores venceu a vizinhança no mata-mata semifinal do Campeonato Gaucho. Foi uma disputa acirrada, com todos os elementos de um clássico gNAL. Muita disputa e peleia e até mesmo pauleira, como manda a receita de um bom clássico pampeano. E a vitória Colorada veio nas penalidades, com defesas do arqueiro Alisson, irmão do Muriel. Na primeira partida das finais, o INTERNACIONAL venceu o Caxias por 3x0, no Estádio Centenário. Os gols do Inter foram marcados por Marcos, L. Roggia e Sasha. Agora o Colorado pode até perder por 2 gols de diferença na partida decisiva que será disputada no Beira-Rio, no próximo sábado, às 15 horas.

EXTRA CAMPO I

Balancetes do primeiro semestre revelou que o futebol Colorado gastou algo em torno de R$ 35 milhões nos 5 primeiros meses de 2011. Foram aproximadamente R$ 7 milhões mensais. Sem dúvida é muito dinheiro. Por isso mesmo a diretoria começou a adotar práticas de enxugamento. As saídas de Sobis, Cavenaghi, Renan e possíveis negociações de outros jogadores não aproveitados, deve acarretar relevante economia e merece aplauso. Mais ainda, essa política de corte de gastos obrigará a privilegiar as categorias de base em detrimento de contratação de reforços, o que também saudo efusivamente.

EXTRA CAMPO II

Do ponto de vista das obras do Beira-Rio, algo acontece ou acontecerá de podre. É algo sobre o que não nós é dado conhecer; coisas dos bastidores do futebol. Por que tanta demora na assinatura do contrato com a A. Gutierrez ? Quais, afinal de contas, as obrigações e deveres da empreiteira ? E quais os ônus e bônus para o clube ? Os associados e torcedores do Sport Clube INTERNACIONAL agradeceriam, encarecidamente, respostas.

CLUBE DA SEGUNDONA


E o clubinho capitaneado pela vizinhança recebe mais um integrante nobre. O River Plate caiu para a Segunda Divisão argentina, em campanha dramática e recheada de episódios dantescos e vexatórios. Tu sabe bem o que é isso, não é vizinho ? Agora, na Argentina, apenas Boca e Independiente nunca vivenciaram a penumbra da Segundona. Aqui no Brasil, INTERNACIONAL, Flamengo, Santos, Cruzeiro e São Paulo. Detalhe: o vizinho já caiu duas vezes e numa delas voltou com virada de mesa (na outra com direito a Batalha dos Aflitos - bah!). E, ao que parece, iniciou nova caminhada, agora para o Tri-Rebaixamento.

PADEIRO-CARETEIRO

Olha aqui ô, valeu a pena esperar para redigir a coluna. A noite/madrugada de quarta-feira foi daquelas que tanto gostamos. Atuação e resultado desastroso lá na azenha. Empate contra o lanterninha. O padeiro falando uma coisa e o Presidente (e dublê de Deputado) o contradizendo. A Rádio Guaíba (fura-fura), capitaneada pelo insuperável L. C. Reche, noticiando tudo e entrevistando todos. E, melhor de tudo, a pijamada defendendo a permanência do padeiro. A campanha do Tri-Rebaixamento, só não vê quem não quer, está deflagrada.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Deixo por último o tema menos relevante. Só vou assistir aos jogos dessa seleção se não tiver mais nada para fazer. Lucas ostentando a camisa número 5 e o Sandro na reserva só pode ser uma provocação a quem entende de futebol. Nem a presença do Lúcio na zaga e do Pato na frente serão capazes de salvar essa gororoba que é o selecionado do Sr. Menezes.

RÁPIDAS

Santos foi campeão da Libertadores, mas aqui no BLOgNAL o placar foi de 6x3 para o Peñarol.

Peñarol demonstrou ser possível montar um time competitivo com pouco dinheiro. E Santos demonstrou a importância da qualidade técnica para a conquista de um título dessa envergadura. Vitória justa do time paulista.

Encontro de Reis em Belo Horizonte. Falcão e Dadá Maravilha relembram momentos da conquista do Brasileiro de 1976. Clique e confira.

O que esperar do INTERNACIONAL na partida de Belo Horizonte ? Que repita a escalação, o padrão de jogo e a disposição demonstrada no último domingo contra o Figueirense.

Não gosto de comentar boatos ou especulações, mas essa de que o lateral Nei pode ser negociado com Galatasaray é muito animador para me manter calado.

Não é só a gurizada dos juniores que vai de vento em popa. A piazada do juvenil, comandada pelo técnico Clemer, superou com facilidade o Rio Grande e construiu uma bela goleada por 6 a 0, em confronto válido pelas oitavas-de-final da Copa FGF Sub-17.

No futebol feminino, as gurias Coloradas também representam bem as cores do clube. Venceram o Flores da Cunha por 2x1 e garantiram vaga no octogonal final do Estadual, que acontece a partir do mês de julho.

E por falar em gurias Coloradas. Pobre vizinhança, tratando-se de clássico gNAL é banho dentro e fora das canchas. Confiram a última GAROTA COLORADA e me digam se estou enganado.

E já vou avisando a vizinhança. As fotos da GAROTA COLORADA estão disponíveis só para quem é sócio. Não é p'ra qualquer um, viu vizinho ?!

E os trabalhadores da Arena Humaitá, hein ? Mais uma paraolisação por precárias condições de trabalho. Com a palavra o vizinho!

E o padeiro hein ? Veio, fez caretas, fanfarreou, desautorizou dirigentes, iludiu velhas viúvas apaixonadas, e foi embora sem levantar sequer um caneco... Viva o padeiro de bento!!!


Padeiro que troca o rigor do inverno gaúcho (e as luvinhas) pela sunga e as areias de Copacabana.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio



CAOS DECRETADO


O empate com amargo sabor de derrota diante do Avaí, que até então era lanterna do campeonato, decretou de vez o caos no Olímpico. As consequências foram óbvias: Renato Portaluppi não é mais o treinador do clube. E sou obrigado a dar razão ao Paulo Odone, mandatário do clube, que tomou a decisão pessoalmente. Afinal, quem acompanha aqui o espaço, mesmo com o Sancho e mesmo comigo, já percebeu que a linha editorial da coluna azul vem no sentido que o Renato já havia virado o fio faz tempo. E o empate de quarta foi apenas uma consequencia natural da sequência dos fatos.


RENATO I

O time que ele escalou para enfrentar o Avaí tinha Gabriel na lateral-direita, Mário 'Doril' Fernandes e Rafael Marques na zaga, e na esquerda havia sido promovida a volta de Bruno Collaço. Rochemback e William Magrão como volantes, e a escolha de Lúcio para fazer o lado esquerdo do losango, fechando com o malemolente Douglas. No ataque, as voltas de Leandro e André Lima. Escudero, mais uma vez, começou o jogo no banco enquanto nosso agora ex-treineiro bancou seu "bruxo" camisa 11.


RENATO II

Ele já havia feito uma escolha totalmente equivocada quando entrou contra o Botafogo com um inexplicável 3-6-1, com Gabriel de ala e apenas Lins no ataque. E como eu sempre digo: 3-6-1 não é esquema, é invencionice. Obviamente tomamos 2 gols em questão de minutos, e restou apenas a troca de esquema, quando Marquinhos saiu lesionado ainda no primeiro tempo e foi promovida a entrada de Roberson. Daí o GRÊMIO até melhorou, mas a derrota esperada aconteceu.


RENATO III

Era evidente que o discurso de Renato estava desgastado, e suas escolhas estavam sendo contestadas por quem entendia um mínimo de futebol. Dos 7 pontos que projetei contra São Paulo, Vasco da Gama e Botafogo, conquistamos apenas um. E logo na rodada seguinte empatamos com o lanterna do campeonato em casa, sendo que perdíamos o jogo até os 49 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Rafael Marques achou um gol pra nós, evitando aquela que seria a primeira derrota do GRÊMIO diante do Avaí no Olímpico em toda a história do confronto. Sou do tempo em que gol no final era considerado heroico quando era contra o Flamengo no Maracanã e valia título. Agora, achar gol contra o Avaí em casa não é imortalidade, e sim IMORALIDADE.


RENATO IV

E também era evidente que para a nossa torcida, especialmente a turma da "amizade, trago e alento" que cresceu vendo o GRÊMIO se "achicar" durante os últimos dez anos, onde o mais relevante título que viram ganhar foi um campeonato da série B, os grandes vilões foram os dirigentes e o Renato saiu como mártir. Tudo bem que a Batalha dos Aflitos foi heroica, foi mais pelo jeito que foi conquistado do que propriamente pelo título em si. Eu vi o GRÊMIO ganhar duas libertadores, um mundial, 4 Copas do Brasil e um brasileiro, pois em 1981 eu tinha apenas 6 anos e não acompanhava futebol. Portanto, estes 36 anos de idade deram a mim algum senso crítico pra saber que o técnico Renato estava deixando a desejar. O ídolo como jogador é incontestável, mas o técnico não servia mais.


RENATO E A DIREÇÃO

Agora a pouco li no twitter do amigo e colega de Conselho Pimpo Contursi: jamais esqueçam que o nome gravado atrás da camiseta nunca pode ser maior do que o distintivo que está na frente dela. Foi algo assim, mas foi a melhor coisa que eu li nestes últimos dias de tanta contestação e tanta coisa que nem vale a pena comentar. Mas enfim: era clara a desarmonia entre o Renato e a direção. E foi evidente que o presidente Odone deu o recado bem claro: estava demitindo Renato e também o vice Antônio Vicente Martins. Acontece que o primeiro entendeu o recado e o segundo não. E pelo jeito irá permanecer. Consequência de termos um vice eleito do clube no futebol. Odone terá que ter muita habilidade para resolver a pendenga.


PELA PROFISSIONALIZAÇÃO

O Movimento GRÊMIO NOVO, do qual eu faço parte, lançou uma nota em seu site oficial uma nota apoiando e cobrando a profissionalização no futebol do clube.

Segue a parte mais relevante da nota:

A traumática saída de um dos nossos maiores ídolos do comando técnico do clube, poderia marcar um divisor de águas na gestão do Grêmio. Qual passo pode ser dado para elevar o Tricolor para um novo patamar no quesito gestão do futebol? Este é o momento de aproveitar a oportunidade oferecida pela crise, aproximando-nos do estágio no qual se encontram os maiores clubes da Europa.

Assim, o MGN manifesta a sua posição de apoio a medidas que venham a ser tomada para tornar efetivo o suporte profissional ao Departamento de Futebol. Tudo que for feito neste sentido terá a nossa aprovação, por representar compromisso histórico do nosso movimento.

A nota na íntegra está em http://www.gremionovo.com.br/e-hora-de-avancar/


Saudações imortais,

Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Conselheiro do GRÊMIO FBPA
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração

PS: a coluna da semana passada, abordando o jogo contra o São Paulo, sairá até domingo.

quarta-feira, junho 08, 2011

ANO V - NUMERO 225

O QUE ESPERAR DO GRÊMIO

Bueno... retorno a este espaço, enfrentando todas as dificuldades de tempo, para não deixar nossa torcida na mão. Assim, até agosto pretendo me fazer presente aqui com regularidade. Tocando o barco pra frente.

Assim, começo fazendo algumas projeções para o Brasileiro.

O grupo do GRÊMIO, em relação ao que perdeu o Gauchão e foi eliminado da Libertadores - infelizmente, o que preconizei na coluna nro. 213 se confirmou - teve alguns acréscimos. Gilberto Silva vem com participações nas últmas 3 Copas do Mundo nas costas. É o jogador "cascudo" que o GRÊMIO precisava e Renato pediu. Miralles vem como uma incógnita. Seu histórico não o recomenda. Afinal nunca se firmou em nenhum clube e, de acordo com informações que colhi junto a alguns amigos torcedores do Racing, clube pelo qual o argentino jogou, sua passagem por lá não foi das melhores.


AFIRMAÇÕES

E se os reforços estão chegando, algumas afirmações estão ocorrendo dentro do grupo. Escudero teve atuação muito boa contra o Bahia, e se torna uma opção de qualidade para Renato, que prefere Lúcio jogando naquela função. Mário Fernandes repetiu as boas atuações de 2009 quando foi escalado para a lateral-direita justamente no GRE-nal comemorativo aos 100 anos do clássico. Saimon e Rafael Marques estão dando conta do recado depois da lesão de Rodolfo - provando, aliás, que era justamente o camisa 25 que era o furo da zaga, pois depois que ele se lesionou, passamos os dois últimos jogos sem sofrer gols. Assim como Neuton acabou sendo uma nova afirmação pela lateral-esquerda, o que também ocorreu justamente em um GRE-nal, neste caso o da final do Gauchão de 2010. E Marquinhos veio do Avaí para ser a opção de meia articulador pela direita que o GRÊMIO precisava. Contra o Bahia jogou pouco tempo, mas teve boa atuação.


A NECESSIDADE POR REFORÇOS

Ainda entendo que o grupo possui carências, em especial na zaga. Mas com dois zagueiros titulares, sendo que preferencialmente um "hispano-hablante" e mais um atacante (o GRÊMIO insiste no chileno Paredes, que acredito ser um bom reforço), creio que temos grupo para brigarmos até mesmo pelo título. Muito se fala na necessidade de um lateral-esquerdo, mas quem me acompanha aqui sabe que sou da filosofia do saudoso Oswaldo Rolla, vulgo Foguinho, que dizia que lateral não se compra, lateral se faz em casa.


OS PRÓXIMOS JOGOS

Sábado, no esdrúxulo horário das 18h30min - aliás conseguiram criar um horário mais esdrúxulo ainda este ano (sábado às 21h) - o GRÊMIO enfrenta o São Paulo no Morumbi. O tricolor paulista enfrenta o Atlético-MG hoje às 21h45min valendo a liderança do campeonato. Neste momento de reafirmação do nosso grupo seria importantíssimo trazer de lá uma vitória, principalmente porque o São Paulo é sempre um adversário direto na busca pelo título. Depois temos o Vasco em casa, onde sempre temos obrigação de ganhar, e o Botafogo lá no Engenhão, onde nunca vencemos.


RAPIDINHAS

Victor convodado para a Copa América.


Leandro, com lesão muscular, para por 2 a 3 semanas.


André Lima, em fase final de recuperação, pode estar voltando ao time. Espera-se que Renato possa contar com ele para o confronto contra o Botafogo.


Dia 15, o Conselho Deliberativo do GRÊMIO reúne-se, em sessão extraordinária, para votar alteração estatutária prevendo que o conselheiro suplente tenha voto no caso de ausência de um titular. Proposta esta defendida pelo MGN. Já adianto que votarei a favor.



Saudações imortais do 1º colocado no ranking OFICIAL da CBF,



Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
Conselheiro do GRÊMIO FBPA
Gaúcho por Tradição e Gremista de Coração


VITÓRIA PREOCUPANTE





Assim como há derrotas com boas atuações, o INTERNACIONAL domingo provou que é possível iniciar uma semana preocupado, diante de uma vitória. O placar de 4x2 sobre uma das piores equipes da competição não foi nada animador. Afora o furacão avassalador de três golos em 8 minutos, com aproveitamento de 100% em 3 lances ofensivos, o resto da partida foi terrível. É claro que é compreensível a diminuição de ritmo da equipe. Mas a repetição de falhas de posicionamento defensivas continua assombrando os Colorados. Desde que abandonou as duas linhas de quatro que Falcão não conseguiu acertar o posicionamento defensivo. Após o fracasso geral da estratégia de linha defensiva alta no clássico gNAL 386, Falcão nitidamente determinou aos defensores que mantivessem posição exatamente na linha de nossa grande área. E com isso há um enorme latifúndio criativo franqueado aos adversários, na zona que se forma entre o posicionamento dos defensores e a meia cancha (e aqui se deve alertar para o fato de que o INTERNACIONAL não possui um cabeça de área no grupo). É dessa zona latifundiária, aliás, que surgem 50% dos golos adversários, ou em chutes longos ou em trocas rápidas de passe (os outros 50% surgem pela Avenida Nei, em nossa lateral direita). A situação é preocupante, caros leitores. Especialmente porque não se consegue formar e colocar em prática um bom sistema defensivo da noite para o dia.

RODÍZIO DE VOLANTES

Repetirei, literalmente, o que disse na última semana. É força que Falcão coloque em prática um revezamento entre Bolatti, Tinga e Guinazu, escalando dois deles por jogo e preservando o outro. Talvez a sequência de jogos futura (com partidas nas 4ª e domingos), ou as convocações de Bolatti para o selecionado argentino, resolva essa questão. Bolatti não vai à Copa América, mas Guiñazu não treinou hoje (3a feira). Embora o time careça de um cabeça de área, o "cincão" de carteirinha, Bolatti e Tinga darão conta do recado contra o Palmeiras. O certo é que os três juntos, nunca mais!

LATERAIS (DE OFÍCIO)

Juan é quarto zagueiro e não pode mais ser improvisado na lateral esquerda. Foi escalado três ou quatro vezes por ali e em nenhuma das vezes produziu. Além do mais, sempre fui contra improvisos quando há jogadores da posição (com os mínimos requisitos e atributos para atuar na posição - não é o caso da lateral direita aonde Nei e Daniel demonstram carências evidentes). Fabrício foi contratado por suas boas atuações na lateral da Lusa Paulista. Por que não é utilizado nas eventuais ausências de Kleber ?

ZAGUEIROS

Com o futebol apresentado por Rodrigo, Índio, mesmo com idade avançada, deixa saudades. Penso que é o caso de colocá-lo na equipe, especialmente em jogos de grande calibre, como é o caso da próxima peleia contra o Palmeiras. Nos jogos contra equipes menos cotadas, especialmente dentro do Beira-Rio, sou pela escalação de Juan ou R. Moledo, jovens com mais velocidade e que compõem uma dupla mais completa aliada aos atributos do Capitão Bolivar.

OSCAR E MAIS 10

"O Oscar, no momento, é o títular, pois conquistou esta condição dentro de campo", com essas palavras, Falcão sepultou uma dúvida sem contexto iniciada pela mídia pampeana já no domingo, após a vitória sobre o América-MG. Seria o absurdo dos absurdos manter dúvidas sobre a titularidade do guri, depois da atuação retumbante no Mato Grosso. Até porque em praticamente todas as oportunidades que esteve em campo Oscar justificou a presença na equipe ou com gols ou com jogadas para gols.

ZÉ BUTECO, NUNCA MAIS

Depois da atuação de domingo, sou obrigado a mastigar e comer todo o formigueiro. Zé Roberto enxeu minha boca de formiga com suas últimas atuações. E é exatamente no elemento disposição que o avante mais me surpreende. Eu que o tinha como um jogador desleixado e pouco produtivo (até havia comprado o apelido de "Zé Buteco" para me referir ao pobre), começo a ver em Zé Roberto um atacante de grande utilidade e participação constante nos lances ofensivos. Uma grata surpresa!

OBRAS DO GIGANTE

A Comissão de Obras divulgou o Comunicado n. 11 dando conta que a "parceria estratégica" com a empreiteira A. Gutierrez encontra-se em fase de formalização contratual e que detalhes serão expostos aos Conselheiros. Imprensa e sócios não terão acesso aos documentos. Estranho, não ?

SELEÇÃO I

Vaias em Salvador. Vaias no Pacaembu. O time do Sr. M. Menezes é um tédio completo. Não ganha contra adversários de calibre e consegue vitórias minguadas contra selecionados inexpressivos, como é o caso desse time "c" ou "d" que a Romenia mandou a São Paulo. A partida foi tão chata que até o G. Bueno ficou deprimido. A transmissão da rede plim plim teve tempo de mostrar praticamente todos os torcedores que tiveram a infelicidade de gastar seus trocados e ir ao jogo. Lamentável.

SELEÇÃO II

Em tempo: L. Damião foi cortado da lista da Copa América. Foi preterido por Fred que, segundo Mano, levou vantagem pela experiência. Conversa para boi dormir Sr. Menezes, conversa para boi dormir. Ainda mais que o mais do que experiente Nilmar também sobrou na lista (Nilmar que é campeão da Sudamericana, por exemplo - e Fred o que conquistou em sua carreira ?). Conversa para boi dormir, repito. Até as crianças da creche aqui do lado de casa sabem o que acontece nos bastidores de uma convocação da Casa Bandida do Futebol. Com certeza, a forte patrocinadora que mantém o pagamento dos salários de Fred quer recuperar o investimento que realizou para colocá-lo no Fluminense. E sobrou para o Damião e para o Nilmar!

HISTÓRIAS DA VIDA

O amigo Reche me premiou esta semana com citação em sua coluna dominical do Correio do Povo. Transcrevo, com orgulho:

A história de vida envolve também Luiz Cláudio Portinho Dias. "Reche, li tua coluna de domingo (um verdadeiro dever, aliás) e lembrei no "Histórias de Vida"", que foi exatamente nessa época que iniciei minha vida no Beira-Rio. E, numa noite fria de inverno, tomando minuano na cara, tu me entrevistaste no final de uma partida dentro do campo (eu, com meus 11 ou 12 anos, ia a todos os jogos lá dentro, porque ando em cadeira de rodas) e nessa entrevista colocaste os fones no meu ouvido e fizeste eu conversar com o Homero Cavalheiro. Histórias de vida, meu caro. Um dia isso vira livro." Quem sabe. Valeu Portinho, parabéns pelo teu brio.


RÁPIDAS

Falei acima da deprimente seleção de M. Menezes. O interessante é que não se ouve ou lê qualquer crítica ao treinador.

Nilmar que foi o único suspiro de ânimo na tediosa seleção sobrou na lista do Sr. Mano. Olha aqui ô, já ultrapassou todos os limites.

A Casa Bandida sempre foi um grande balcão de negociatas. Agora, com um treinador bicampeão da Segunda Divisão no comando da seleção principal, a palhaçada está escancarada.

Fico a imaginar se Dunga tivesse resultados tão ruins e um time tão mal organizado como esse do Sr. Menezes... bah! ia faltar páginas nos jornais para tanta crítica.

Escrevam: o Brasil não chega na final da Copa América. E já perde na estréia para os paraguaios.

Seleção sub17 que disputará o Mundial da categoria, no México, tem 4 jogadores do INTERNACIONAL. Lateral C. Winck, goleiro Jacson, volante Marlon e o avante Nathan. Detalhe: nenhum outro clube possui tantos convocados.

Recordar é viver: 4 anos da conquista da Triplice Coroa (clique e confira matéria). Saudades das poucas oportunidade que tive de ver o Pato Alexandre em ação com a jaqueta rubra...

R. Sobis dificilmente permanecerá no Beira-Rio. Infelizmente. INTERNACIONAL definiu que não investirá um tostão para manté-lo por empréstimo. Árabes dificilmente aceitarão proposta.

Circula boato que com a chegada de Abelão ao Fluminense, Sóbis poderia jogar no clube carioca.

Muriel estaria a caminho da Portuguesa.

Lancei essa semana um novo espaço: Comentário Colorado . Conto com a visita e comentários de todos.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.
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Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio