segunda-feira, setembro 24, 2007

Ano I, Número 37





TETRACAMPEÃO NACIONAL

Essa a grande notícia que agitou o futebol brasileiro. A divulgação de escutas telefônicas do Sr. Alberto Dualib, ex-Presidente do Corinthians, dando conta que o título de 2005 foi “roubado” (clique aqui para ler matéria), é a gota d'água que faltava para encher um tonel de fatos que apontam o Internacional como legítimo Campeão Brasileiro de 2005. Depois de quase dois anos, o Internacional confirma, entre mídia e público, sua condição de CAMPEÃO NACIONAL DE 2005. Agora só falta a CBF entregar nossa Taça.

INEXPLICÁVEL I

O empate cedido para o Galo Mineiro no domingo é daqueles fatos inexplicáveis do futebol. A forma como o Internacional deixou de lado uma partida totalmente sob controle para se retrancar, num recuo desordenado, foi lamentável. Abel teve uma de suas piores atuações na casamata; nitidamente, pensou que o jogo estava ganho ao sacar Gil e Magrão. Foi castigado pela soberba.

INEXPLICÁVEL II

A permanência de Luciano Henrique, sabidamente “bruxo” do Gallo, no Beira-Rio já é algo inexplicável. Agora, o seu ingresso no lugar de Gil, um dos melhores nomes na partida, para ser o homem de referência nos contra-ataques, é demais!

INEXPLICÁVEL III

Alex iniciou e foi até o fim do jogo, mais uma vez, desperdiçando seu talento na lateral-esquerda. Por ali nasceram os dois gols do Atlético. Abel fez três modificações e nenhuma delas foi o ingresso de Rubens Cardoso com deslocamento de Alex a meia-esquerda. Eu não posso estar tão equivocado em meus conceitos de futebol.

INEXPLICÁVEL IV

Magal vem iniciando as últimas partidas e, pior do que isso, atuando até o final. Assim foi no gNAL e contra o Atlético Mineiro. Não dá mais para agüentar Magal terminando os jogos tido pelos comentaristas como um dos nomes da equipe, como um personagem “combativo” de nosso elenco. Chega!

INEXPLICÁVEL V

Renan entrou na equipe em virtude da punição justa para a atitude de peladeiro do “experiente” Clemer. Teve duas atuações irrepreensíveis, defendendo tudo que podia e mais um pênalti. As notícias, entretanto, dão conta que o retorno de Clemer é mais do que confirmado. Oremos!

CENTENÁRIO

Quando a diretoria do Internacional vai parar de dar discursos furados nas rádios e assumir que a temporada 2007 chegou ao fim? Está mais do que na hora de começar a trabalhar o ano de 2008, preparando uma grande temporada de retorno à Libertadores em 2009, ano de nosso Centenário.

LUTO

Antes do jogo contra o Atlético, a notícia do falecimento de Bodinho trouxe tristeza. O eterno meia-direita que fazia dupla com o centroavante Larry naquele esquadrão rubro da década de 50 (o Rolinho – time que seguiu o histórico Rolo Compressor da década de 40) anotou seu nome na antologia do Internacional. Em 1956, foi nome-chave naquela conquista da medalha de Ouro nos Jogos Panamericanos. Estamos todos de luto pela morte de Bodinho.

RÁPIDAS

Será que leio esta semana algum comentário do vizinho a respeito da colocação dos pés de Sandro Goiano em sua calçada da fama ?

E sobre a doação do terreno? Como cidadão de Porto Alegre, eu exijo que o vizinho se manifeste sobre este engodo da Arena.

O Clube da Elite fará eleição para o Conselho. A recondução dos velhos nomes é garantida, em virtude de cláusula de barreira de 30%. Democracia lá na azenha é coisa que não existe.

Minhas súplicas deram certo com a saída de Cristian da equipe. Quem sabe surta resultado com Magal: FORA MAGAL!

Vejo a imprensa elogiar o São Paulo e ouvi na semana passada rasgados elogios à dupla Jorge Vagner e Richarlisson. E pensar que aqui no Beira-Rio, em 2004, já tive oportunidade de ver Chiquinho e Alex editarem uma dupla muito mais produtiva e técnica do que esta que o Muricy tem lá em São Paulo.

Tudo bem, Chiquinho é um tabu dentro do Internacional. Mas por que não posso ver Rubens Cardoso e Alex tabelando pela esquerda?

Apesar do péssimo resultado e de ter cometido um pênalti, gostei do zagueiro Sorondo. Com uma meia-cancha mais arrumada e que proteja com mais qualidade o sistema defensivo, o uruguaio pode se transformar em ídolo da torcida.

Élder Granja, cada vez que sofre uma falta, dá a impressão de nova lesão. Cai no chão e fica se contorcendo. Anotem, mais duas ou três partidas e estará lesionado novamente. Saudades do Ceará.

2007 terminou. Agora é cumprir o carnê e torcer para Palmeiras, Santos, Vasco e Botafogo. O Cruzeiro já está na Libertadores e o São Paulo já é o campeão.

Saudações rubras, do ATUAL CAMPEÃO DO MUNDO e DETENTOR DA TRÍPLICE COROA MUNDIAL.

Luiz Portinho.






SEIS VITÓRIAS CONSECUTIVAS EM CASA


E o Grêmio voltou a ser o Grêmio da Libertadores. Nos últimos seis jogos em casa, foram seis vitórias, com 13 gols marcados e apenas 1 sofrido.

E os jogadores voltaram a ser como os da Libertadores. Entram em campo e disputam cada bola com raça, garra, determinação, vontade, entrega e espírito de luta.

E a torcida voltou a ser aquela da Libertadores. Enchendo a cancha, apoiando o time e cantando o tempo todo.

O resultado só poderia ser a volta a Zona da Libertadores. Estamos em 3º com 44 pontos (o que garante vaga na Fase de Grupos, Zero Hora!). Temos a terceira melhor defesa do campeonato e a melhor campanha entre os mandantes.

O Grêmio vem calando este colunista a cada vitória suadamente conquistada. Ainda bem!

Grêmio 1 x 0 Santos
Uma vitória contundente sobre um adversário perigoso. Começamos bem o jogo, apertando o Santos no campo ofensivo e tendo chances de abrir o placar. Contudo, o gol não veio e o time reduziu o ritmo. O Santos cresceu e emparelhou a partida. O escore nulo no intervalo foi justo. Após o intervalo, o Grêmio voltou a imprimir o ritmo do começo, mas conseguiu abrir o marcador numa jogada 100% de Marcel. Ele bateu a falta que ele mesmo sofrera. Foi um chute seco, forte, rasante, cruzado, no canto do goleiro. Como deve ser. Depois, foi só deixar a defesa cumprir seu papel. Sempre estivemos mais perto de ampliar do que sofrer o empate. No fim, Luxemburgo amargou mais uma derrota contra o Grêmio e o Santos saiu de Porto Alegre com a carteirinha de freguês.

A imagem que resume tudo é a de Diego Souza vibrando com a torcida na bandeira de escanteio. Foi o estopim para que todos os jogadores corressem em direção à arquibancada e às sociais, abanando as camisas, cantando com os torcedores. De arrepiar! O vídeo do Souza - e do gol do Marcel - está no ¡Gol do Grêmio!.

Juventude (19º, 27) x Grêmio (3º, 44) - domingo, 30/9, 16h
A última vez em que o Grêmio pisou no Jaconi foi para disputar a final do Gauchão. O jogo
terminou num eletrizante 3-3 e deixou encaminhado o título que se confirmou na semana seguinte. No Brasileiro do ano passado, noutro jogo equilibrado, vencemos por 2 a 1, gols de Alessandro e Tcheco.

O nosso tradicional freguês está em crise e necessita desesperadamente de uma vitória. Os três pontos para nós, entretanto, são uma obrigação. Se quisermos estar na Libertadores no ano que vem, é imperioso voltar de Caxias com todos os pontos possíveis na bagagem. O time estará completo para o clássico. É clássico, sim! Trata-se de jogo que, apesar das piadas, nunca foi tranqüilo. Se entrarmos em campo imaginando que já ganhamos por força da camisa, da tradição ou da diferença de pontos entre os clubes, sem necessidade de jogar, corremos o sério risco de descer a Serra sem nada. Só sabemos vencer na base da peleia. Que continue assim!

Eleições no Sábado, 29/9!
Três chapas disputam 150 cadeiras no Conselho Deliberativo do Grêmio. A eleição será sábado, 29/9, no Olímpico. Cada sócio tem direito a um voto, independentemente do número de títulos que possuir. Cada chapa conquistará um número de cadeiras proporcional aos votos recebidos, descontados os da(s) chapa(s) que eventualmente não conseguir(em) ultrapassar o coeficiente mínimo de 30%.

Sobre quem pode ou não votar, isso está definido no artigo 55 do Estatuto do Clube: "Terão direito a voto, os associados maiores de 16 (dezesseis) anos, pertencentes ao quadro social há mais de dois anos e em situação regular com a Tesouraria do clube nos doze meses anteriores à realização da eleição, ou seja de setembro de 2006, até agosto de 2007, inclusive. O voto é unipessoal e válido apenas para as pessoas físicas.

O saite do Grêmio traz a nominata das chapas: "Grêmio Novo Independente" (01); "Grêmio, Grêmio Acima de Tudo" (02) e "Grêmio Imortal e Unido" (03), além de mais informações sobre a eleição.

Por fim, para que ninguém me acuse de "murismo", registro que, apesar de entender que há ótimos nomes em todas as chapas, votarei na chapa de Situação, chapa 01. Apesar do meu tocaio, Paulo Roberto Pelaipe...

Clássicos Inesquecíveis
Nesta semana, comemora-se dois grenais que entraram para a História. O primeiro, ocorrido em 22 de setembro de 1935, ano do Centenário da Revolução farrapa, ficou conhecido como o "Gre-Nal Farroupilha" (n.º 45). O Grêmio, contra todos os prognóticos, venceu o seu maior rival por 2-0, com gols no final da partida. Isso que o time do vizinho jogava pelo empate. O resultado deu o título metropolitano ao Imortal e a vaga para o Campeonato Estadual. O resultado foi tão importante e surpreendente que, desde 1936, a cada ano há um jantar alusivo a conquista. O último será em setembro de 2035, quando do bicentenário da República Rio-Grandense.


O segundo é o mais importante título do Grêmio da Era Moderna. Superado, talvez, (e o vizinho vai rir até não agüentar mais, por pura ignorância), apenas pelo título brasileiro da Série B de 2005. Trata-se do "Gre-Nal do Vôo de André Catimba" (n.º 235), disputado em 25 de stembro de 1977, vencido pelo Grêmio por 1-0. Essa partida quebrou a racha de oito títulos consecutivos do time do vizinho. Eles, que sonhavam com o enea, o conseguiram: Eles Nunca Esquecerão André. Esse título impulsionou o clube a novas conquistas, como o Brasileiro de '81, a Libertadores e o Mundial de '83. A partida ficou marcada pela inusitada comemoração do artilheiro gremista que, de tão emplogado, se imaginou pássaro; alçou-se aos céus para logo cair estirado, de peito no chão. Inesquecível...

Vizinhança a Três Pontos da Zona do Rebaixamento
Não conseguiria retratar melhor do que um próprio adepto do time do vizinho sobre o que acontece por aquelas bandas. Deixo, pois, parte de um relato de Douglas Ceconello, do blogue Impedimento:


"[...] Tracei uma estratégia para acompanhar o jogo sem me irritar ou ficar nervoso. O método previa que eu ligasse o rádio extamente 16h45. Assim foi feito, a transmissão estava um lixo, mas fiquei sabendo do placar virgem e também que Renan havia defendido um pênalti. Desliguei imediatamente...

O plano mandava que eu voltasse a ligar o rádio apenas às 17h50. Conforme estivesse, faria um esforço mental extra e potente para segurar ou buscar o resultado. Procedi como pensado e liguei novamente, não sem antes solicitar para a Aline: "pensa positivo". Segundo me disse Orestes de Andrade, estava 2 a 0 para o Inter. Que perfeição, uma boa viagem, descanso, confraternização e uma vitória colorada fora de casa. Desliguei o rádio...

... Estávamos passando por BUTIÁ. Liguei o belzebu do rádio e apenas ouvi o repórter perguntar: "o que falar deste empate, Abel?". Desliguei. Senti um calor desumano, comecei a suar, diminuí a velocidade. O negócio foi tão violento que a Aline, FELIZ ALMA que não tem o futebol entre suas preocupações, também protestou. Tive vontade de parar o carro e sair correndo nu pelos campos, atacando gambás inocentes, escalando árvores para roncar com os bugios e chutando preás atônitas...
"

Mais em "Sobre a sorte de nascer vaca".

Saudações Imortais desde a Zona da Libertadores,
Paulo Roberto Tellechea Sanchotene - sancho.brasil@gmail.com

7 comentários:

lcportinho disse...

sancho oficialista!

San Tell d'Euskadi disse...

Um anônimo muito mal educado escreveu algo que mereceu ser deletado. A partir de hoje, é necessária a identificação.

DJ Aldebaran disse...

Melhor assim. Não cheguei a ler o que o anônimo escreveu, mas melhor precisar de identificação.

Eu também vou de CHAPA 1, até porque este que vos escreve está na nominata da chapa.

Por ora, era isto.

Vinicius Grissi disse...

Realmente os dois pontos que o Inter deixou para trás em Minas farão muita falta. O jogo estava ganho...Culpa do Abel! Mexeu maaaaaaaal depois de "garantir" a vitória.

San Tell d'Euskadi disse...

ÁGUAS DE SETEMBRO
É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de time, é um pouco sozinho
É um caco de clube, é a vida, é o mel,
É a noite, é a morte, é um laço, é o Abel
É um perna-de-pau, o nó da madeira,
É o Magal, o Edinho, é o MatitaPereira
É o Alex-dodói, tombo da ribanceira,
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É a segundona chegando, é o fim da ladeira,
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira,
Das águas de setembro, é o fim da canseira
É o Luigi, é o Marcão, é a marcha estradeira,
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É um Píffero olhando pro céu, é uma campanha no chão,
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho,
No rosto o desgosto, do torcedor sem carinho
É um estrepe, é um prego, no Mineirão só um ponto,
É uma zaga falhando, É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando,
É a luz da manhã, é o Clemer renovando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada,
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto do clube, é o corpo na cama,
É o time enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã,
É um resto de esperança, quem sabe do amanhã?
São as águas de setembro fechando o inverno,
É a promessa de vitórias
que inferno, que inferno!
É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de time, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau,
é Fernandão, é Guiñazu,
É um pamonha na direção,
é um olho-do-c...
São as águas de setembro fechando o inverno,
É a promessa de vida
Além deste inferno
É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de time, é um pouco sozinho
É um fiasco, é um afronte, engolir sapo, é uma rã,
Foi em Belo Horizonte, é uma febre Abelã
São as águas de setembro fechando o inverno,
Libertadores tá longe... que inferno, que inferno
É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de time, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de time, é um pouco sozinho

Por Ademir

Hugo Serelli disse...

Pelo contrário a situação e o empate/derrota do Inter são totalmente explicáveis. Até eu que estou vendo de longe sabia que Galo era arriscado demais. Só o nome já é motivo pra refugar. Depois ele custou à sair. Abel Braga eu nunca gostei. Rodou, rodou, e só ganhou alguma coisa no Inter. Não é nem de longe um treinador de ponta como muitos apontam. Agora esse empate/derrota foi uma vergonha. Tomara que no final do campeonato vocês também facilitem assim pro Cruzeiro no Beira Rio. Até lá!
Hugo Serelli-Divinópolis-MG

San Tell d'Euskadi disse...

Porto, sobre a Arena, trata-se de negócios privados. Não te preocupes...