terça-feira, janeiro 18, 2011

Ano V, Número 205


RAPA DE TACHO


Apenas 4 jogadores daquele time que conquistou o título da Copa E. Costamilan sobre o Cerâmica de Gravataí estavam em campo, em Canoas, no último domingo. Tudo bem, não é escusa para a derrota diante do fraquíssimo time do Cruzeiro da Zona Norte. Mas, sem dúvida, seria uma justificativa muito mais palatável do que as ofertadas pelo treinador E. Moreira para a primeira derrota da temporada. Desde que me conheço por gente (em termos futebolísticos) ouço essa ladainha de começo de temporada de que o tempo de preparação foi pouco e que o time está com a “musculatura presa”. E, para piorar, a derrota diante do Cruzeiro passou, fundamentalmente, pelos erros de Moreira. Escalar o time com 3 volantes de marcação (o segundo maior mal do futebol – só ficando atrás da malfadada linha de 3 zagueiros) é abdicar da criação na meia cancha. E isso ficou evidente quando, na segunda etapa, o time melhorou de produção com o ingresso de R. Goulart. Aliás, há algumas décadas já se sabe que com 3 volantes de marcação um time não cria opções ofensivas suficientes. Digo décadas, porque foi em meados de 1997 que C. Roth trouxe essa abominável prática dos 3 “volantes-brucutus” para dentro do Beira-Rio.
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POLÍTICA DE FUTEBOL
O INTER B joga no mesmo esquema do time principal. Isso é política de futebol institucionalizada. E aplaudo tal prática. Sempre fui defensor da mesma. O problema está em se permitir ao treinador que utilize 3 volantes de marcação dentro do INTERNACIONAL. Ainda mais num grupo de jogadores que conta com tantas boas opções de meia cancha. Em Abu Dabi jogamos com W. Mathias, Tinga e Guiñazu, com o jovem Giuliano, melhor jogador da Libertadores da América 2010 e grande expoente do time na temporada sentado no banco de reservas. E não venham querer me convencer que Tinga é jogador da 3ª função, porque não é; nunca foi e nunca será. Tinga produz e rende mais para o time na 2ª função.
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POLÍTICA DE FUTEBOL
Há algum tempo os 3 zagueiros, ao que parece, foram banidos do Beira Rio (oxalá para sempre). Quanto tempo teremos de aguentar, mesmo que de forma eventual, escalações com três volantões brucutus ? Chega, definitivamente, chega desse male.
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PRIMEIRA PELEIA
O primeiro encontro da temporada contra a vizinhança foi confirmado para o dia 30 de janeiro, em Santana do Livramento. Cada clube receberá R$ 300 mil e passagens aéreas livres para o traslado à fronteira. Mesmo com a redução da cota pela metade, em virtude do fato de a dupla mandar times reservas a campo, trata-se de um ótimo negócio para a dupla. Só fica uma questão: por que não transferir a data do clássico?
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DÍVIDA DE GRATIDÃO
Clemer não é mais o preparador de goleiros. Fica mais evidente ainda que a sua efetivação no cargo, em 2010, nada mais foi do que um pagamento de dívidas. É aquele história de o clube ser devedor eterno de um ídolo, como se os salários pagos durante sua passagem não tivessem satisfeito tal obrigação financeira. Não quero aqui dizer que os ídolos não devem ser preservados e reverenciados eternamente. Mas não as custas da finança e do organograma funcional do clube. Clemer, assim como índio, Fernandão, Gabiru, entre outros, merecem estatuas no Beira-Rio e não contratos ou funções no departamento de futebol.
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DESOLADOR I
Acabo de chegar do Gigante aonde assisti uma das piores partidas de minha Vida Colorada. INTERNACIONAL 1x0 Porto Alegre. O gol, como não poderia deixar de ser, saiu em lance de bola parada. Tchê, que jogo ruim. Essa gurizada do INTER-B, mesmo se tratando da rapa de tacho, como disse acima, poderia render mais. Mas é sempre um toque a mais, um preciosismo só, uma vontade de aparecer. E o pior, muitos dos jovens não possuem os fundamentos mínimos de um jogador de futebol.
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DESOLADOR II
O lateral Daniel, como anoto há algum tempo aqui neste espaço, não conhece os meandros da posição. Os volantes não possuem condições de atuar no time principal. Não marcam e não desarmam. E eu não posso admitir que um volante não marque e não desarme. R. Goulart, de quem se falava bem, é um jogador lento e alto, mas com pouca técnica (quase erra o golo num cabeceio infeliz sobre o goleiro caído - deu sorte que o mesmo se encontrava dentro da baliza). O centroavante Guto, esse aí não adianta. Pode até fazer carreira como futebolista de times médios, mas para time grande não serve. Desde 2009, quando Guto surgiu ao lado de Walter, que eu afirmo que não serve para o INTERNACIONAL.
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DESOLADOR III
W. Libano é outro que não consigo ver com grande potencial. No máximo, talvez, para ser um terceiro reserva de volante. E olhe lá. É muito fransino. Também lhe falta atributos mínimos. Desse time que entrou em campo hoje, aposto apenas no lateral esquerdo Massari. O zagueiro R. Moledo tem um bom biotipo para posição, mas ainda precisa evoluir. O meia Augusto mostra disposição, força e velocidade, além de boa estatura física. O atacante Lucas (o Roggia) também tem potencial; lembra um pouco aquele atacante F. Pinto, que surgiu como grande promessa e foi vendido pelo Miranda para um time ruim da Espanha (e depois chegou a perambular por vários clubes - inclusive com passagem lá pela escuridão da azenha).
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RÁPIDAS
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Eu nunca tinha visto um time de futebol tão ruim e mal treinado e orientado como este do Porto Alegre que jogou agora a pouco contra o INTERNACIONAL.
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E olha que não exagero. Alguns lances praticados pelos jogadores do Porto Alegre foram tão bisonhos que fiquei na dúvida se sorria ou chorava.
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O único ponto positivo da partida foi a volumosa arrecadação de mantimentos para o povo carioca, que mais uma vez passa por maus bocados (até quando nossos políticos se demonstrarão se preocupar com a infra-estrutura apenas depois de tragédias consumadas ?).
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Assis, empresário, dono do Porto Alegre e, principalmente, irmão de Ronaldo-inho, perdeu ótima chance de ser ovacionado hoje no Gigante.
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Em tempo: 6.400 verdadeiros heróis estiveram presentes hoje no GIGANTE DA BEIRA RIO.
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Gurizada do Sub18 faz bonito na TAÇA SÃO PAULO de Juniores. Para variar, o Colorado é o único representante gaúcho vivo na competição (o resto dos chimangos cairam esgualepado antes mesmo das oitavas de final, não é vizinho ?).
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Depois de eliminar as equipes paulistas do Primeira Camisa (3x2) e do Nacional (2x0), nossa gurizada enfrentará o América de Minas Gerais, já nas quartas-de-final da competição.
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Partida contra os mineiros terá transmissão pelo SporTV e ESPN, na quinta-feira, às 16 horas.
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Notícias dão conta que o meia atacante Zé Roberto acertou contrato com o INTERNACIONAL.
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Vasco da Gama teria liberado o jogador, cujo contrato venceria em junho, por importância ínfima.
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Olha, trata-se de um belo reforço. Ao menos se repetir o futebol vistoso que praticou anos atrás no Flamengo e que lhe garantiu contratos na europa. No Vasco, confesso, não me recordo de suas atuações.
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Cabeça-de-área F. Piriz, atleta do Nacional de Montevideo, de 20 anos, é a especulação da semana. Diretor do clube uruguaio confirmou interesse e contatos, em entrevista à rádio Band AM, na segunda-feira a noite.
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Confesso que não conheço e nunca ouvi falar desse jogador; mas o só fato de se verificar a procura por um jogador da posição já tranquiliza.
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Mais uma temporada com W. Mathias à frente da zaga seria um pânico.
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E a soberba do padeiro de Bento declarando que não acompanhará o time pelo interior hein ?
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Clique e confira o audio. É puro budum...
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Tchê, vou te contar, a cada semana é uma nova e quentinha que vem lá da azenha... É aquela história, ganho pouco, mas me divirto.
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Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (39*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO,
Luiz Portinho - mais de 700 jogos no Gigante da Beira Rio






PRÉ-TEMPORADA QUE VALE


Não. Não falo do Campeonato Estadual como um todo. O Gauchão Coca-ColaTM não é pré-temporada ou torneio de verão; é campeonato sério e que vale muito. Me refiro apenas a essas primeiras rodadas, enquanto os jogadores recuperam o preparo físico e o ritmo de jogo. Ela tem que terminar obrigatoriamente no dia 26 de janeiro. Porém, esses jogos de pré-temporada valem tanto quanto os demais no campeonato, pelo que o tropeço de sábado é um tropeço; e deve ser encarado como um tropeço. Só não há necessidade de se tocar corneta, por mais que tenha dado muita vontade na hora, e tenha sido irrestível ao tratar do jogo abaixo. Fica como crítica construtiva. A preocupação de momento é preparar bem os jogadores para a temporada. Os resultados ainda são o de menos.

A Má Organização do Campeonato
O calendário brasileiro é mal organizado, mas isso não é desculpa para não se organizar um campeonato decente. Da maneira como está hoje, o Gauchão pede para ser desvalorizado. O problema dessa fórmula, é que basta terminar entre os 4 do grupo para disputar as finais. E, mesmo se não conseguir agora, tem de novo na segunda parte do campeonato.

Para piorar, dois jogos que se sabia DESDE DEZEMBRO que teriam problemas de data só foram alterados nesta semana, obrigando o Grêmio a adotar um planejamento de emergência. Sem contar que o Grêmio disputará 6 jogos no Olímpico e oito fora, que viajá o dobro da distância do rival, etc. Mesmo que seja invertido no ano seguinte, isso só significa que sacanaeia os clubes alternadamente, mas não há nenhuma preocupação com qualquer equilíbrio técnico do campeonato. Isto é, além da fórmula equivocada, há o descaso.

O Equívoco da Fórmula
Essa fórmula CLAMA para que a dupla Gre-Nal comece a pré-temporada antes com jogadores da base e refugos do grupo principal, e jogue as primeiras rodadas do Estadual com esse time mesmo que ruim; mesmo que o clássico (aliás, para resolver isso, basta a federação inverter os turnos). Mesmo que venha a perder pontos, não farão muita falta.

O Grêmio poderia muito bem ter reunido um grupo e começado a treinar na metade de dezembro. Se vai emprestar jogadores, não marca o retorno para janeiro, mas ao final do campeonato que o clube contratante tiver disputado. Pegando este ano como exemplo, esse hipotético time poderia muito bem jogar quatro partidas: Lajeadense, Ypiranga, Canoas SC e o clássico (é destruir com o clássico? É, mas quem manda marcar para tão cedo?!). Esses jogos serviriam para dar uma noção sobre quem é aproveitável e quem não é.

O grupo titular faria uma pré-temporada completa e estrearia contra o São José antes de disputar a pré-Libertadores. Passado os conforntos contra o Liverpool, só então os jogadores principais participariam de vez no Gauchão, mesmo que ainda se faça rodízio para poupar uns e dar ritmo a outros. Buscaria recuperar eventuais pontos perdidos, mas, se não classificar (entre 4 de 8), ainda tem a segunda taça.

Aliás, isso é exatamente o que o vizinho -acertadamente- está fazendo. Como teve o Mundial, e não tem Pré-Libertadores, a situação é um pouco diferente; mas o princípio é o mesmo. Se o jogo contra o Pelotas passar para quinta-feira, 10.2 (o que deveria ter sido determinado desde sempre), aí seria a estréia do time titular. Se não, corre o risco de ser em Guaiaquil, mesmo; fazendo um amistoso no dia 9 contra quem quer que seja. De todo o modo, os reservas jogariam todo o turno ou quase isso. Bem na base do se passar, passou; se não classificar, paciência. Tem a segunda taça.

Eu detesto essa fórmula por isso: o campeonato começa mesmo, em 20/2, nas finais da primeira taça. Até lá, para os grandes ainda é pré-temporada. Conseguimos imitar o campeonato PARA TURISTAS do Rio de Janeiro e ainda fazemos pior. Lá, pelo menos, o torneio ainda não começou.

"Você não vale nada, mas eu gosto de você"
Mesmo com todos esses problemas, e outros que nem cito porque não cabem aqui, a postura da direção e comissão técnica em valorizar o título merece elogios. Campeonatos existem para serem disputados e ganhos, ainda mais um tradicional e que paga bem como o Campeonato Gaúcho. Depois que acabar essa pré-temporada, tem que colocar mesmo os titulares para jogar. O bicampeonato é uma bela desculpa para lotar a Goethe e infernizar o vizinho e seus colegas até o fim do semestre, pelo menos. Quando começar o torneio para valer, tem que jogar para valer; mesmo que seja apenas a partir da segunda taça.






Grêmio 2 x 2 Lajeadense, Olímpico
Antes de mais nada, deve-se elogiar o Lajeadense. Mesmo quando as pernas ainda não eram um fator, jogou de igual para igual para o Grêmio, e teve suas (boas) chances de gol desperdiçadas. Time muito bem treinado. Não sei se tem bola para ir longe, mas dificilmente cairá. Sobre o Grêmio, Zezinho foi preciso em comentário no Carta na Manga. Segue trecho:


Renato errou na escalação. Não que Vílson tenha jogado mal. Errar não é somente ver sua peça funcionando mal, mas deixar o time de render menos do que poderia se houvesse um Roberson naquele lugar, por exemplo.

Ano passado, contra o Atlético/GO, Renato formatou o meio-campo com Adílson, Souza, Roberson e Douglas; daí, contra o Lajeadense, vai de Adílson, Rochemback, Vílson e Douglas? Tem que ver isso aí.

As substituições também demoraram muito, visto que o preparo físico não era o ideal.


Realmente, mesmo não sendo nenhuma surpresa, a escalação do Vílson foi, no mínimo, estranha. Com o time ainda em pré-temporada, melhor seria alguém capaz de segurar a bola mais tempo na frente, alguém que fizesse companhia ao Douglas. No caso, podem rir à vontade, mas seria o Roberson. Aliás, a contratação de Vinícius Pacheco vem em boa hora para suprir essa lacuna no elenco. Se funcionará, é outro problema. Nesse caso, a diretoria foi no alvo.

As trocas foram mesmo tardias, e deveriam ter sido feitas tanto considerando o atual estágio de preparação quanto as necessidades do jogo. Ademais, por causa que Renato preferiu Magro a Pessalli ou Mithyuê no banco, as substitições acabaram por não serem tão agressivas quanto parecem.

Botar a culpa no calendário, mesmo que a reclamação tenha fundamento, é ocultar os erros cometidos. O calendário é esse, e tem que se preparar para ele. O Santos, para citar um exemplo, goleou na estréia. No Grêmio, o problema foi mais de cabeça que qualquer outra coisa. Fizeram 2-0, esqueceram que o placar era injusto, acharam que a partida estava ganha, e tomaram a reação. Foi uma lição chata e desnecessária, mas espero que tenha sido aprendida.

Pensamento Mágico
Esta frase me deixou com calafrios:

– A tendência é a de contratar um argentino ou um uruguaio.

Ela teria sido dita por César Cidade Dias, o novo assessor do futebol. Isso é puro pensamento mágico, e acontece todos os anos. Mesmo que o histórico de contratações furadas ultrapasse absurdamente em número o daqueles que deram certo, sempre há quem defenda essa asneira de que tem te trazer um platino ou paraguaio para jogar no clube. Por favor! Tem que trazer jogador bom! Não importa onde ele nasceu. Uma suposta vantagem de contratar estrangeiros sul-americanos é que o negócio pode sair mais em conta, mas os clubes e jogadores de lá eles já pedem mais só porque a transação envolve brasileiros.

Ainda é cedo para qualquer diagnóstico, mas os sinais vindos da Azenha não são nada alvissareiros nesse começo de ano. Depois do espisódio Ronaldinho, custa agora trabalhar com a cabeça e os pés no chão, mesmo que todos os quatro?

Como o time terminou bem o ano passado e é hora de ter paciência e confiança, aguardarei. Só queria deixar registrada minha preocupação.

Saudações imortais,
Paulo Roberto Tellechea Sanchotene - sancho.brasil@gmail.com

10 comentários:

Paulo Roberto disse...

Eu não falei do jogo de amanhã contra o Ypiranga. O time titular parece estar definido: Marcelo Grohe; Mário Fernandes, Vilson, Neuton e Bruno Collaço; Adilson, Mateus Magro, Pessalli e Roberson; Diego Clementino e Júnior Viçosa.

Outros 8 viajam: Matheus Oliveira; Jailton e Dener; Mateus Carioca, Maylson e Mithyuê; Bergson e Wesley. Como sobra 1, acho que a última vaga no banco está entre Mithyuê e Wesley. Maylson ficar de fora seria muita sacanagem.

O time é interessante, mesmo que não tenha treino. Será interessante observar as peças. Voltar com 1 ponto já estará de bom tamanho.

Rômulo disse...

entendo a preocupação, mas não a tenho. fez sentido cada palavra q li aqui.
gostaria q, se pudesse, falasse dos números deste campeonato "que paga bem" como o Gaúcho. veja, não q não lhe acredite, é curiosidade mesmo.
grande abraço,
arbo

Paulo Roberto disse...

Arbo,

São R$4.000.000,00 para cada um da dupla, mais os R$600.000,00 do clássico (reduzido pela metade este ano).

Se algum ganhar a Libertadores, receberá um total de R$6.000.000,00. Se for vice, R$2.260.000,00. Se for semifinalista, R$1.200.000,00.

É exagero dizer que o Gauchão paga mais que o campeão da Libertadores (o Paulista e o Carioca, sim). Mas paga quase o dobro do vice e mais que o triplo de um semifinalista.

Abraço.

Luiz Portinho disse...

tche, Sancho, como é que os dirigentes não conseguem pensar em algo táo obvio como inverter os turnos do gauchao ?! é impressionante tchê... teremos um gNAL com os dois times reservas, isso é uma piada, é desvalorizar o nosso grande produto.

Luiz Portinho disse...

essa de contratar jogador que fala espanhol, realmente, é de doer...

Luiz Portinho disse...

pois é, o Gauchão tá pagando muito bem mesmo. e os times do interior quanto estào levando este ano Sancho ?

DJ Aldebaran disse...

Porto, minha informação é que cada clube do interior embolsou 1 milhão de reais em direitos de televisionamento. Daí uns vêm pra cá sem uniforme reserva e sem médico. Tem que tomar luz alta mesmo!

Paulo Roberto disse...

Acho que não chega a 700 mil reais, Aldeba.

Luiz Portinho disse...

estive ontem no Gigante para assistir INTERNACIONAL x Porto Alegre.

confesso que minha principal curiosidade nem era o jogo, mas sim as condições de acessibilidade do estádio no período de obras. e, confesso, fiquei bastante preocupado com relação a futuros jogos.

em primeiro lugar, merece toda crítica o injustificável fato de ao final da partida os cadeirantes serem forçados a descer carregados por lances de escada, quando o Estádio é munido de dois elevadores. mais injustificável, ainda, o fato de um dos elevadores estar programado para não parar no 1o andar (aonde há acessibilidade privilegiada), servindo apenas ao 2o andar (das caderias perpétuas). com certeza, há aqui uma inversão de prioridades que precisa ser imediatamente corrigida (porque é o público cadeirante que tem preferência nos elevadores e não os detentores de cadeiras perpétuas, que podem se utilizar de escadarias em questões emergenciais).

de outra parte, ao mesmo tempo que louvo a "improvisação" de um local para os cadeirantes-sócios, em meio à confusão das obras, devo criticá-la pelos evidentes prejuízos à visualização da partida. da maneira como foi concebido o espaço, estaremos exatamente na mesma linha de visão dos demais assistentes que, sabe-se, em grandes jogos ficam a maior parte do tempo em pé. e com isso, obviamente, como disse um amigo (cadeirante) que assistiu ao jogo a meu lado: "só assistiremos bundas". e é a mais pura verdade. urge, então, tomar providências para que o espaço seja adequado e melhorado, de forma a respeitar nossos direitos.

atenciosamente,

(COPIA DE MAIL QUE ACABO DE ENVIAR À OUVIDORIA DO INTERNACIONAL)

Luiz Portinho disse...

no ano passado os "interioranos" receberam R$ 600 mil o que, convenhamos, é uma boa grana para estruturar um departamento de futebol para a disputa de um certame de 4 meses e com tao poucos gastos (em viagens) como este. é o suficiente, no minimo, para ter uniforme, medico etc (e para montar times um pouco mais fortes)... o Porto Alegre é de chorar de tão ruim!