terça-feira, agosto 23, 2011

ANO V - NUMERO 236

Edição Especial - Gre-Nal 388
AUMENTO DA CAPACIDADE DA ARENA: DILEMA DO MODELO PARA UM GRÊMIO MODERNO

Na coluna do Tricolor desta semana darei conhecimento aos amigos tricolores do texto perspicaz e muito apropriado redigido pelo amigo Tiago Mallmann Sulzbach a respeito das principais preocupações que permearão a sobrevivência da Instituição Grêmio nos próximos anos.

"Após nova derrota acachapante para o Atlético-GO e mesmo em semana de GRE-nal, peço a atenção dos milhões de gremistas para um problema que, potencialmente, poderá nos gerar muita dor de cabeça nos próximos 20 anos.

Como já se ressaltou na nota dos Sócios Livre
s (http://www.socioslivresgremiodetodos.com.br/), o produto futebol no Brasil nesses anos vindouros irá crescer exponencialmente. Isto porque, dado o desenvolvimento ímpar da economia nacional, são milhões de novas pessoas aptas a consumir futebol no Brasil, o que atrai os anunciantes e “inflaciona” positivamente o mercado, notadamente os direitos de transmissão. O movimento é semelhante ao que ocorreu na Europa no início dos anos 1990 e, por isso mesmo, o exemplo do Velho Mundo é alarmante.

Diz-se, com muito boa vontade, que teremos quatro ou cinco clubes no Brasil capazes de competir pelos títulos. Considerando que Flamengo e Corinthians são dois deles, bem se vê o tamanho do desafio do Grêmio. Sobram-nos duas ou três “vagas” para disputarmos com São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, eles,
e, eventualmente, algum clube do Paraná ou do Nordeste do Brasil (historicamente pobre, mas que muito cresce e, provavelmente, poderá ter um clube entre os “grandes”). Por isso, quem não se organizar imediatamente, perderá o trem da história e, assim, não mais lutará por títulos.

E o que o Grêmio tem feito a respeito? Muito pouco. Aliás, retirando a imprescindível idéia da Arena, quase nada.

As três maiores fontes de receita em um clube de futebol moderno são: direitos de transmissão, estádio e marketing. Acresça-se que em um clube formador, como o Grêmio, as categorias de base servem também a este financiamento. E o que um torcedor de fora vê sobre estes pilares no Grêmio?

Direitos de transmissão
O Presidente Odone, com a chancela oficial do Conselho Deliberativo, entendeu por bem rachar o Clube dos 13 – comandado pelo Presidente Koff – negociando diretamente com a Rede Globo. Assim, submeteu o Grêmio a receber R$ 55 milhões por ano, pouco mais da metade do que Corinthians e Flamengo (R$ 100 milhões por ano). Imaginem só o que não precisará ser o Grêmio de organizado para retirar a diferenças de R$ 180 milhões para dois rivais diretos na conquista de títulos nesses quatro anos de contrato com a Globo.

Acredita-se que o Grêmio errou, e muito, em adotar o sistema espanhol em detrimento do norte-americano ou inglês e alemão. No sistema espanhol, Barcelona ou Real Madrid ganham todos os campeonatos, porque mais da metade de todo o valor pago é entre eles dividido. Em praticamente todos os demais campeonatos importantes – e notadamente na NFL, o mais rico de todos – vigora o princípio do equilíbrio competitivo, pelo qual um campeonato se torna mais atrativo quando mais equilibrado for (e, por esta razão o dinheiro envolvido é distribuído de forma mais igualitária). Os dois modelos são conhecidos do Grêmio: o primeiro, o Espanhol, recentemente adotado por imposição da Globo; o segundo, era aquele defendido pelo Clube dos 13. Acaso estivéssemos na posição de Corinthians ou Flamengo ou fôssemos controlados pela Globo, até seria interessante optar pelo primeiro modelo. Para a
globo, após quatro anos e implodido o Clube dos 13, poderá pagar menos pelo campeonato, exatamente como ocorre na Espanha, justamente porque apenas dois é que seriam remunerados proporcionalmente ao que vale o campeonato: aos demais, as migalhas). Para Flamengo e Corinthians, receber o dobro de rivais históricos, obviamente é interessante. Contudo, sendo justamente a parte prejudicada com o crescimento dos rivais, inacreditável é como o Grêmio pode tomar tal atitude.

Em qual momento o fato de receber a metade de Flamengo e Corinthians isso foi considerado um bom negócio é o que deveríamos refletir.

Marketing

Ainda que não seja nem perto de um expert no assunto, o consenso entre os torcedores tricolores é o de que o Grêmio subutiliza o potencial arrecadador com a sua torcida. E, diga-se de passagem, nos últimos anos esse setor do tricolor cresceu muito, mas ainda insuficientemente para a demanda atual e muito menos se projetarmos a demanda futura.

O time do Grêmio, como poucos no país, possui uma identidade própria. Uma vinculação ao ideal “guerreiro” e “copeiro”. Não sem razão, fala-se em “alma castelhana”. Em síntese: existe a identificação da torcia com um time que não necessita ser o melhor ou até mesmo ganhar todos os títulos. Mas, em contrapartida, exige-se dele que demonstre vontade vencer, que lute e que não desista nunca de tentar a vitória antes do apito final. Esse ideário é pouco explorado.

Para aqueles que enxergam essa vinculação ao futebol platino em detrimento do id
eário de futebol brasileiro em geral algo negativo, sempre é bom lembrar que um certo clube da região da Catalunha (que historicamente resiste à “identidade nacional” em detrimento da "regional"), situa-se na Catalunha e explora exatamente esta imagem de ser “mais do que um clube” como o seu próprio slogan informa: o Barcelona. O Barcelona forma as suas equipes a partir do seu ideário de futebol, independentemente de quem é o treinador ou dirigente de ocasião. E fatura muito por isso...

E no Grêmio? Há quanto tempo não se forma uma equipe à imagem do que a sua torcida quer? Aliás, o Grêmio sabe o que a sua torcida imagina ser um time ideal, antes de mais nada? Há pesquisas sobre isto? Ou, ainda: quando foi a última ação de marketing que explorou exatamente essa imagem de não desistir nunca?

Enfim, não se pretende aqui esgotar o tema, mas apenas trazer alguns pontos para reflexão no intuito de demonstrar que, mesmo nas áreas aonde se considera bem encaminhada a questão, existe muito por fazer.

Categorias de base

As categorias de base de um clube deveriam ser tratadas como “questão de Estado”. Simplesmente deveria ser proibido o Presidente de ocasião alterar tudo a seu bel prazer. Trata-se de uma fonte de receita muito importante para ser avaliada no curto período de um mandato, insuficiente para qualquer avaliação ou mesmo para a implementação e execução de projetos com qualidade.

O que se quer dizer com isto? Simples: os cargos-chave nas categorias de base deveriam ser dotados de alguma estabilidade. Para que a derrota em um campeonato sub-qualquer-coisa determine a demissão de um bom profissional ou mesmo que este não se sinta pressionado a ganhar campeonatos em detrimento da formação, o Conselho de Administração deveria poder apenas indicar a contratação ou demissão do profissional, condicionando a decisão definitiva à chancela do Conselho Deliberativo. À exemplo do que ocorre com embaixadores ou ministros de tribunais superiores, a indicação do Presidente da República apenas tem efeito após a chancela do Senado Federal. Assim agindo, duas conseqüências imediatas ocorreriam: 1ª: escolha mais criteriosa dos profissionais; 2ª: comprometer todo o conselho Deliberativo com a política de formação de atletas. Deste modo, verdadeiramente passaríamos a tratar das categorias de base como uma “questão de Estado” que comprometesse toda a Instituição e não apenas os gestores da ocasião.

A rigor, todos os cargos profissionais deveriam receber o mesmo tratamento, desde que condicionados ao alcançamento de metas claras. Se, por um lado, limita a ação do Presidente, por outro determinaria que os ocupantes de tais cargos ajam institucionalmente e vinculem-se ao Clube e não a quem o indicou.

Estádio

Como antes dito, abrir mão de um estádio moderno e capaz de gerar receitas aos clubes modernos, é praticamente assinar o atestado de óbito de um clube. Por isso, o Grêmio pioneiramente acerta – e muito! – em fazer o negócio da Arena. Mas isso, por óbvio, se o estádio efetivamente gerar receitas ao clube e for um bom negócio.

Pois bem. Após esta longa introdução, chegamos à questão atual e de fundo. No próximo dia 29/08/2011, o Conselho Deliberativo do Grêmio irá se reunir para aumentar os custos da Arena. Se este aumento é necessário, ótimo. Mas e se não for? Diz-se tudo isto, porque estranhamente quer-se aprovar tudo de uma só vez no Conselho sem o tempo adequado de maturação e debate.

Alguns dados para a discussão. Conforme estabelecido no contrato, em sua cláusula 13.1., letra “f”, a OAS financiaria 45% do valor total da obra e arcaria com 55% do seu custo. Acaso esses percentuais façam parte do novo aditivo, por si só, já seria um péssimo negócio, justamente porque é o Grêmio quem ao fim e ao cabo arcará com o pagamento dos juros. Os valores estabelecidos em contrato, deveriam ser corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas. Feitos os cálculos, chegamos à seguinte conclusão:

1) custo mínimo da arena: R$312 milhões, atualizado para R$367 milhões;
2) custo máximo da arena: R$378 milhões, atualizado para R$445 milhões.

Em síntese: se o Grêmio pretendesse, poderia obrigar a OAS a entregar exatamente o que foi contratado por R$ 445milhões, para um estádio com capacidade para 52 mil e 400 pessoas sentadas. O custo por lugar, portanto, varia de R$7.003,00 a R$ 8.492,00, cuja média é R$7.747,50. Fala-se, contudo, em 60 mil lugares para um custo de R$532 milhões (custo por lugar: R$8.867,00)

Antes de mais nada, a questão é: nós necessitamos de 60 mil lugares? No Estudo encomendado à empresa AAA de 2006, recomendou-se a capacidade de 50 mil lugares; no anteprojeto de 2009, 52mil lugares; no projeto do arquiteto De La Corte, 54.300 lugares, no projeto de fevereiro de 2011, 53.922; finalmente, em julho de 2011, conforme a imprensa, a capacidade ficaria em 60 mil lugares.

O que ocorreu nestes três anos para mudança tão drástica? Qual a expertise dos responsáveis do Grêmio para que o Conselho ignore a opinião dos profissionais contratados e reconhecidos mundialmente por sua capacidade? A questão central, portanto, será definir quais os estudos elaborados e que justificam ignorar a opinião da AAA (empresa contratada que estudou a ocupação média e a capacidade de crescimento do Clube para vinte anos!) e do arquiteto da FIFA De La Corte. Se estes estudos, pelo menos existem, que se dê publicidade a eles, justamente para que a opinião de outros especialistas possam ser consideradas.

Enfim: não pretendíamos esgotar os assuntos aqui tratados, mas meramente contextualizar a magnânima importância do que o Conselho Deliberativo deverá “conhecer, apreciar e deliberar” (conforme a ordem do dia) em 29/08/2011.

Acreditamos que uma matéria dessa importância mereceria maior maturação e debate, até mesmo porque um ou dois meses não poderiam fazer tanta diferença no resultado final. Cuida-se, em verdade, de comprometer o orçamento do clube em perto de 100 milhões de reais, sendo absolutamente insuficiente apenas o tempo de uma sessão do Conselho Deliberativo para "conhecer, apreciar e deliberar” uma matéria tão complexa.

Que o episódio dos direitos de transmissão sirva de lição ao Conselho Deliberativo que, naquela oportunidade, não discutiu os modelos envolvidos exaustivamente para uma tomada de decisão madura sobre o aspecto e cuja verdadeira face apenas agora é conhecida da torcida do Grêmio."

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981

SEMANA COLORADA

Torcedor Colorado, mas Colorado mesmo, está eufôrico com essa semana espetacular que o calendário nos reservou. Começou domingo num grande clássico contra o Flamengo. Passa pela grande final da RECOPA na quarta-feira e termina em clássico gNAL no domingo. Espetacular é pouco adjetivo. Quem gosta de bom futebol está se regozijando (e todo Colorado, no fundo, é sempre grande admirador do bom futebol). Domingo fomos atrapalhados pela escalação inicial de Dorival (os malditos três volantes de novo!) e pela trágica arbitragem. Quarta-feira será dia de conferir o regresso do campeão mundial Oscar ao time. E Dorival já confirmou o time que todo Colorado (como apreciador de bom futebol) quer ver em campo. Vamos com dois volantes, Oscar, D'Alessandro, Damião e Delatorre. Os hermanos que aguentem! E domingo. Ah! domingo é dia de clássico! Que semana fantástica!

DECISÃO NO GIGANTE

Teremos mais uma noite histórica na Padre Cacique. Mais uma noite dessas em que todos os caminhos levarão ao Gigante. As ruas estarão em fogo mais uma vez, vermelho por todos os lados. O Independiente não é tudo isso e nos venceu mais por nossas falhas e concessões do que por suas qualidades. A imprensa porteña já entregou que os inimigos virão retrancados (aliás, já era de se esperar). É claro que será difícil, muito difícil, furar o bloqueio. Mas quem acredita ou imagina que um time com Oscar, D'Alessandro, Damião e Delatorre deixará o placar em branco ?

DAMIÃO

Porto, Tottenham e Dinamo Kiev e seus euros a assediar nosso centroavante. Ele declara pretensão de jogar num clube do "primeiro mundo" do futebol (leia-se Itália, Inglaterra ou Espanha). Damião quer se manter na seleção brasileira; é sua prioridade. Luiggi declara que não o venderá nesta janela. Mas aquele golo antolôgico de bicicleta é algo que pode mudar todo esse panorama. Não há como segurar um jogador da categoria e eficácia de Damião por aqui. Os euros e dólares chegarão e teremos de nos conformar em vê-lo desfilar por gramados europeus, como já aconteceu com Pato, Nilmar e outros. O consolo é que já começa a surgir outro prata da casa: Delatorre.

JANELA

A terrível janela européia ainda está aberta. Causa calafrios pensar na venda de um Damião ou de um Oscar. Por enquanto, tudo indica que os dois ficarão no Beira-Rio, ao menos até o final da temporada. Damião e Oscar querem a vitrine Colorada, especialmente em véspera de Jogos Olímpicos.
Em tempo: a multa para tirar Oscar do Inter é de US$ 50 milhões, o equivalente a cerca de R$ 115,6 milhões. O clube deve pagar € 1,5 milhão, até dezembro, pelos 40% dos direitos sobre o jogador. Depois da atuação de gala de Oscar na final do mundial sub20, pode-se dizer que é uma pechincha

FALCÃO ESTAVA ERRADO

Ao declarar que não havia ninguém na base em condições de figurar no plantel principal, Falcão demonstrou desconhecimento (ou, no mínimo, que estava mal assessorado). Elton, Delatorre, Zé Mário são provas mais do que cabais de que Falcão errou. E ainda há muita gente lá na base pronta para atuar. Isso para não falar em guris como C. Winck e o volante Tarik que o amigo Josué não cansa de elogiar.

FAÇANHAS

Essa semana completou 35 anos a façanha do OCTACAMPEONATO GAUCHO. E após a derrota do Flamengo para o Atletico Goiano, mais um ano transcorre sem que clube algum consiga igualar a façanha do CAMPEONATO INVICTO, que remonta a 1979. São façanhas históricas, inéditas e inalcançaveis que colocam o INTERNACIONAL num patamar diverso dos demais clubes brasileiros.

RÁPIDAS

Domingo é dia de FICA C. ROTH!!!

4a feira, como aperitivo para a grande final da RECOPA, tem clássico Ze-Cruz, às 15 horas, no Passo D'Areia. Programaço!

Aliás, um baita dum programa para o vizinho hein! Eu tenho certeza de que o pobre do vizinho daria tudo, mas tudo mesmo, para jogar uma final de campeonato. Que saudade tu deves ter de jogar uma final de campeonato, não é vizinho ?

Time para enfrentar o Independiente: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu, Élton, Oscar e D’Alessandro; Dellatorre e Leandro Damião.

Não havendo lesões, independentemente do resultado de 4a feira, o time deve ser o mesmo para começar o clássico gNAL (apenas substituindo Guinazu, suspenso, por Tinga). Um pouco de coerência e manutenção de sistema de jogo não fará mal a ninguém.

E o Juan, pode indagar meu leitor. Com as boas atuações de Índio, Juan terá de aguardar seu momento. Mas, fatalmente, ganhará vaga na equipe e, com o tempo, deve se firmar.

E o Andrezinho, nosso talismã, continuará a ingressar durante as partidas para mudar o ritmo e forma de jogo do time, sempre para melhor. Andrezinho que é um dos melhores 12o jogadores que já vi no INTERNACIONAL.


"Ele chegou no ano passado com apenas 10% e nós tínhamos a opção de compra. Eu vou efetivar essa situação para que tenhamos 50% do jogador" (G. Luiggi, em entrevista a rádio Guaíba, manifestando-se sobre aquisição de direitos do meia Oscar)

Uruguaio J. Larrionda será o árbitro da final da RECOPA. Para quem não lembra, era Larrionda o árbitro da primeira conquista da Libertadores, em 16 de agosto de 2006.

E já que apelamos para a memória, nunca é demais lembrar que na RECOPA 2007, conquistamos o título dentro do Beira-Rio após perder a primeira partida para o Pachuca, no México, por 2x1 (mesmo placar de Avellaneda). Que a história se repita na quarta-feira.

Internacional assinou contrato com o lutador Minotauro, que defenderá as cores do Colorado no UFC Brasil.

"Em um primeiro momento, o patrocínio será exclusivo para o UFC do Rio. A partir daí, vamos definir e, quem sabe, tentar trazer uma etapa do UFC para dentro do Gigantinho até o fim do ano. Acho que estaríamos aproveitando a chance e trazendo um grande evento para Porto Alegre" (Jorge Avancini, diretor de marketing).

Vice Presidente de assuntos especializados Luciano Davi realizou reunião conjunta com líderes das organizadas que garantiram apoio conjunto ao time na decisão de 4a feira. UNIÃO e CONCENTRAÇÃO TOTAL na grande final da RECOPA.

Vizinho, só p'ra ti ficar imaginando durante a semana... Olha aí a BICICLETA DO DAMIÃO!



FOI UMA DAS COISAS MAIS LINDAS QUE JÁ ACONTECERAM NO BEIRA-RIO. Obrigado Damião!!! COMO É BOM SER COLORADO!!!

Vizinho, prepara o salão que domingo estamos chegando para a festa...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 700 jogos no Gigante da Beira Rio




terça-feira, agosto 16, 2011

ANO V - NUMERO 235

ARRUMANDO A CASA

O momento Colorado justifica a utilização do título. Teremos 4 jogos em 5 dentro do Beira-Rio. O momento é de arrumar a casa, sem dúvida. Chegou o treinador. E ele é Dorival Jr. Falei na semana passada que ele é igual a Autuori ou qualquer outro que fosse contratado. Dorival chegou e confirmou o time no 4-4-2, com 2 volantes e 2 meias de frente, mais Jô e Damião na frente. Tinga e Indio foram para o banco. Elton permanece. Moledo ingressa na zaga. Bom. Ótimo. Mas que não fique só na estréia a boa escalação; que o tempo não imponha a Dorival a escalação de 3 volantes, de 1 atacante isolado, e, muito menos, de 3 zagueiros. Em regra, os treinadores chegam e adotam postura conciliadora, atendem ao anseio do torcedor. Mas, com o tempo, começam a colocar em prática a filosofia que deve ser ensinada nos cursos de treinador e nos impõe uma "mesmice" chata e cansativa.

ESTILO DORIVAL

Eu já devia ter largado o futebol, mas como gosto de insistir, ouvi na rádio Guaiba a primeira entrevista de Dorival. E ele disse que
"Antes de conhecer o plantel, gosto do futebol com dois meias, no mínimo, dois volantes e dois ou três atacantes. Mas, antes, tenho de analisar o grupo”. É claro que acreditei! É claro que estou iludido! É claro que vou ao Beira Rio a noite com a ilusão de ver um time que preencha os espaços do meio de campo e que tenha um setor de criatividade povoado. É claro que espero companhia para o solitário Damião. É claro que acreditarei em volantes cobrindo a dupla de zaga. E em laterais que marquem e saiam para o apoio quando possível. Eu acredito!

RECOPA

E por falar em Eu Acredito. Acredito também no Bicampeonato da Recopa. O Independiente mostrou que é um time cheio de fragilidades e pontos fracos. O INTERNACIONAL, mesmo com a hedionda escalação proposta por Loss, merecia regressar a Porto Alegre com melhor resultado na bagagem. É possível reverter o quadro no Beira-Rio, ainda mais se Dorival mantiver seu discurso. Teremos os confrontos contra Botafogo e Flamengo para ajeitar a casa e definir um time. É preciso preparar um belo feijão com arroz nesses dois confrontos, para despejá-lo por sobre os argentinos na próxima quarta-feira.


FALCÃO x MATIAS

Falcão foi o único treinador com coragem para afastar W Matias do time e até mesmo do banco de reservas. Matias era titular com Roth (estava em campo na derrota histórica contra o Mazembe). Matias regressou, triunfalmente, com O Loss, mesmo depois de ter ido ao México e quase acertar contrato com o Cruz Azul. Por que cargas d'água Falcão, um expert na posição, teria afastado Matias ? Aliás, não precisa ser um expert do porte de Falcão para sacar Matias do time, basta um mínimo de observação e conhecimento de futebol. Dentre os piores jogadores que vi atuar com a camisa do INTERANCIONAL, W Matias, sem dúvida, é o que permanece maior tempo prestigiado. Deve haver alguma explicação extra campo.


CADA MACACO NO SEU GALHO

Aliás, é impressionante o que se queima de jogadores escalando-os fora de posição. Tinga mancha sua bela carreira, de feitos memoráveis, atuando como meia ofensivo. Já perdi as contas de quantos golos o Tinga perdeu nas últimas semanas. O interessante é que os técnicos costumam tentar tapar o sol com peneira, afirmando que um dos 3 volantes escalados, na realidade, é da 3a função. Foi o que Loss declarou em relação a Tinga. Foi assim também com Roth que jurou ser Guinazu meia ofensivo pela esquerda. No fundo, eles pensam que somos bobos.

LATERAL I

Especula-se que o INTERNACIONAL assinará contrato com Ilsinho, cujo contrato com o São Paulo terminou. Trata-se de um grande lateral. Mas as notícias dão conta de que Ilsinho não atua na posição desde sua saída do Brasil; e que, agora, seria um meia ofensivo. É uma grande contratação, tanto para lateral como para opção na meia ofensiva (disputando posição com Oscar, Andrezinho, D´Alessandro e João Paulo). Agora, com o verdadeiro terror que o torcedor Colorado vivencia nas últimas temporadas, com o Nei atuando na lateral direita, não há como conceber que Ilsinho venha para jogar na meia cancha. Só pode ser uma brincadeira; e de mau gosto!

LATERAL II

Nei que é elogiado pelos "doutos da aldeia" a cada final de partida. Reconheço que o jogador melhorou o nível de suas atuações. De toda forma, mesmo que jogue tudo que sabe e mais um pouco, Nei nunca será um lateral suficiente para vestir a camiseta que já foi envergada pelo L. C. Winck. Falta atributos mínimos para jogar na posição, especialmente posicionamento, poder de marcação e cruzamento eficaz.

ANDREZINHO

Andrezinho é um dos jogadores mais importantes do grupo Colorado nos últimos anos. Nunca levantou voz ou reclamou contra a reserva. Mas tudo na vida tem um limite. Ao ficar no banco de reservas, em Avellaneda, depois de belas atuações nas últimas rodadas e sendo preterido por W Matias, Andrezinho estourou. Negou-se a viajar para Salvador, aonde seria titular contra o Bahia. Recebeu uma multa no salário e segue o baile. Age certo a diretoria. Retirar Andrezinho da equipe seria punição ao clube e não ao jogador. Andrezinho continuará prestando seus ótimos serviços ao INTERNACIONAL. E a torcida continuará gostando de Andrezinho. Em tempo: meia completará 200 jogos hoje a noite, contra o Botafogo.

COTAS DE TELEVISÃO

O desmantelamento do Clube dos 13 e as negociações individuais de contratos de televisão já começam a mostrar sua cara (e suas distorções). Corinthians e Flamengo, com polpudos contratos de R$ 100 milhões anuais, enquanto a dupla gNAL ficou numa 3a faixa de aproximadamente R$ 55 milhões. “Eu teria brigado por uma cota maior. Não aceitaria uma diferença superior a 20%. Quando Flamengo e Corinthians se profissionalizarem, ninguém mais busca.”, afirmou P. Afattato. Na última semana, o jornalista Bernardo Itri, da Folha de São Paulo, comentou o tema, abordando a diferença de valores entre os clube do Eixo RJ-SP. O que nos salva, por enquanto, são os mais de 100.000 sócios.

SELEÇÃO

M. Menezes fez o torcedor brasileiro corar de vergonha com o time ridículo escalado para o confronto contra a Alemanha. Além de não vencer sequer um dos compromissos contra selecionados de respeito, Menezes conseguiu transformar a seleção brasileira numa piada mundial. Agora a Casa Bandida do Futebol (CBF) preparou um calendário de jogos ideal para que Mano e seus puxa sacos se regozijem. A rede oficial da CBF, a do plim plim, com certeza, está muito contente - recheará sua grade de programação com jogos contra Egito e Gabão e terá audiência em seus programas idiotas ancorados por jornalistas sem qualquer compromisso com a verdade e com o esporte nacional.

RAPIDAS

INTERNACIONAL LÍDER DO RANKING DA CONMEBOL (clique e confira).

Tem condenação saída do forno contra a turma da azenha, ainda dos tempos da saudosa I.S.L. Agora foi a Bahia Atlantica S.L., agente das transferências de L. Amato e L. Astrada, que ingressou com ação ordinária para cobrança das comissões não pagas, e ganhou procedência em pedido que beira R$ 1 milhão. É o condomínio de credores da azenha que cada dia aumenta mais.


E, no dia a dia, temos de aguentar os portalupi's, odone's, pelaipe's e DNAs arrogantes de plantão... É dose p'ra mamute!!!

"Quando atuávamos aqui dentro contra o INTER, a torcida era um diferencial..." (Dorival Jr. em sua primeira entrevista em Porto Alegre).

Dorival que é o 22. treinador do INTERANCIONAL em 12 anos. É demais.


Botafogo e Flamengo, em casa, na sequência, é uma oportunidade excelente de se aprumar e aproximar dos líderes.

Torcida Colorada deve estar presente no Beira-Rio nesses dois confrontos de grande importância.

El Loco Abreu não vem a Porto Alegre. Grande notícia. Uruguaio é daqueles avantes que se atrapalha com a bola, mas é goleador.

Muriel, Nei, Bolivar, R. Moledo e Zé Mario; Elton, Guinazu, Andrezinho, D'Alessandro; Jô e Damião. Assim começa a Era Dorival.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio


ENFIM, VITÓRIA EM CASA

Celso Juarez conseguiu sua 1ª vitória na reestreia no Olímpico no último domingo vencendo o Fluminense por 2x1, com 2 gols marcados por Marquinhos, jogador que até então não havia anotado com a camisa do Grêmio e que vinha sendo vaiado na partida.

Diga-se, contudo, que Marquinhos - como de resto, todo o time - não teve uma atuação brilhante, a despeito dos gols que marcou. O Grêmio voltou a apresentar deficiências do meio para frente e não teve no artilheiro da partida a criatividade e ligação com o ataque que dele se esperavam. A vitória foi decretada a partir de uma excelente cobrança de falta do meia, fator escasso no Olímpico em 2011 especialmente desde que Fabio Rochemback foi oficializado como cobrador de faltas.

Como era de se esperar sob o comando de Celso, o Grêmio apresentou maior evolução na parte defensiva nestes últimos 2 jogos, onde teve maior solidez e praticamente não correu riscos. Mais uma vez, o gol do adversário nasceu de uma falha coletiva da zaga e do goleiro Victor, que aumenta a desconfiança da torcida acerca de seu momento a cada partida.

Treinador

O trabalho de Celso Juarez pode ser considerado bom nos seus 2 primeiros jogos. Ainda é cedo, mas o treinador acerta ao optar pelo simples para recuperar o ânimo e a autoestima da equipe.

Na sequência do campeonato, serão 2 jogos fora de casa contra equipes em posição mediana na tabela do Brasileirão - Ceará e Atlético/GO. Celso deverá manter a formatação tática da equipe, substituindo apenas as peças que estarão fora do jogo por motivos externos (Rafael Marques retorna de suspensão no lugar de Vilson, bem como Douglas no lugar de Marquinhos e William Magrão em substituição a Rochemback, que levou o 3º amarelo contra o Flu).

Tanto o Grêmio quanto Juarez precisarão trazer pelo menos 4 pontos destas 2 partidas para confirmarem o novo momento na competição. A filosofia da simplicidade, sendo mantida, ajudará na continuação do certame para que não nos deparemos novamente com a regressão do desempenho do time e do treinador.

Entrevistas

O discurso do presidente Paulo Odone está tão defasado, repetido e enfadonho que a entrevista de Celso pareceu extremamente sóbria após o último jogo.

Enquanto Odone fazia loas à vitória "com a cara do Grêmio", Juarez era mais realista e afirmava querer ver um Grêmio com uma "cara melhor" nos próximos jogos. Falava sério ao mesmo tempo em que brincava com a afirmação do mandatário tricolor, dizendo que "o presidente pode falar o que quiser".

Contratações

Julio Cesar, ex-lateral esquerdo do Fluminense, foi apresentado no Olímpico nesta segunda-feira e assinou contrato até 2012, afirmando estar realizando um sonho ao jogar no Grêmio e na capital gaúcha.

Foi a 3ª contratação em menos de 2 semanas sob o comando de vestiário de Paulo Pelaipe com Celso Juarez na casamata. Antes de Julio Cesar, vieram o atacante Brandão e o zagueiro Edcarlos, ambos com passagens recentes pelo Cruzeiro.

Portanto, ainda que a qualidade dos reforços possa ser discutida, é inquestionável que todos os 3 são reforços da 1ª divisão do futebol brasileiro. As ações rápidas de Pelaipe impressionam, mas são fatos que geram estranheza se pensarmos que até bem pouco tempo, com Antônio Vicente Martins no comando do futebol e Renato na casamata, Odone alardeava as enormes dificuldades na contratação de jogadores vindos de clubes do futebol brasileiro.

Números

Alguns números do Grêmio neste campeonato:

- São apenas 4 vitórias em 15 jogos; apenas 3 times venceram menos (Atlético/PR e Avaí venceram 3 e o América/MG venceu 2);
- O aproveitamento em casa é de 54% (3 vitórias, 4 empates e 1 derrota);
- Ao lado de Fluminense e Santos, é o 3º pior ataque da competição com 16 gols (apenas Atlético/PR e Atlético/GO marcaram menos, com 15 gols);
- Tem 1 jogo a menos que a maioria dos participantes do campeonato (jogo da 11ª rodada contra o Santos, a ser recuperado em 5 de outubro, no Olímpico).

Perguntinha

Fez falta o apito amigo na "noite histórica do futebol mundial" anunciada pelo vizinho na última semana?

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981

segunda-feira, agosto 08, 2011

ANO V - NUMERO 234

VELHO PROBLEMA, SOLUÇÃO ULTRAPASSADA

O Grêmio repete-se no Campeonato Brasileiro de 2011 e faz um 1º turno decepcionante, resultado da falta de interesse apresentado pela atual direção no futebol. A última semana foi marcada por mais 2 empates frustrantes - 1 em casa, em 2x2, contra o fraco Atlético/MG, e outro em 0x0, fora de casa, contra o Palmeiras, resultado que poderia ser considerado bom não fosse o mau momento atravessado pelo Tricolor na competição.

O jogo contra o Palmeiras marcou a reestreia de Celso Juarez Roth em sua 4ª passagem pelo comando técnico do Tricolor, numa demonstração clara da mesmice que toma conta das cabeças pensantes tricolores na última década. Juarez acumula muito mais fracassos do que glórias em sua não tão curta carreira frente ao comando de grandes equipes brasileiras, tendo como principal qualidade a competência para manter-se em alta no mercado brasileiro.

A acachapante derrota do time do vizinho para o Mazembe no final de 2010 parecia ter sido o argumento derradeiro para expurgar Juarez de vez da vida do Grêmio, mas ainda não foi suficiente para Odone, que contradiz a si mesmo recontratando o treinador após flautear o clube da beira do rio em sua posse por conta do vexame contra os africanos. A direção do Grêmio aplica uma solução ultrapassada para resolver os velhos problemas criados por ela mesma, e que assolam o Imortal da Azenha há bastante tempo.

Plano friamente executado

Odone sacrificou o futebol do Grêmio em 2011 para pôr em prática seu plano maquiavélico de recolocar no futebol nomes de velhos conhecidos de sua confiança, sob os olhares condescendentes da grande maioria ignorante dos fatos e incrédulos dos mais informados.

Primeiro "rifou" a participação na Copa Libertadores, não dando a Renato um time em condições de ser campeão. Criou um ambiente belicoso com o ex-treinador e ídolo gremista, iniciando um processo de "demonização" de sua figura que culminou com o pedido de demissão de Renato.

Depois, contou com a ingenuidade e falta de criatividade de Antônio Vicente Martins para substituí-lo por Paulo Pelaipe, velho companheiro de vestiário, ficando como proprietário do futebol gremista e possibilitando aplicar suas ideias retranquistas e defensivistas dentro de campo. Tudo sempre avalizado pelos maus resultados de campo.

A cartada final, para trazer Celso Juarez de volta, passava pela aceitação da torcida. Júlio Camargo foi trazido como "boi de piranha" para mostrar que o Grêmio precisava de alguém experiente no comando do futebol para não amargar um novo rebaixamento.

É bem provável que o Grêmio apresente melhoras agora que o Odone conseguiu colocar todos os seus no vestiário, mas a que preço? Além de ter jogado fora o ano de 2011, 2012 já começa ameaçado pela falta de um planejamento criterioso, de definição de metas firmes e pelo excessivo foco na Arena em detrimento do futebol. A torcida tricolor não tem mais paciência para tanta falta de consideração por aqueles que deveriam ser os maiores preocupados com os resultados de campo, o verdadeiro carro chefe da instituição Grêmio.

Apoio ao time

Mesmo sob tamanha perspectiva negativa, é imperioso o apoio ao time dentro de campo para que os planos de Odone não terminem por rebaixar o Grêmio para a segunda divisão. O Tricolor precisa urgentemente voltar a vencer dentro de casa já na próxima partida, domingo, contra o Fluminense, sob pena de ter que realizar partidas épicas fora de casa mais para o final do campeonato.

Perguntinha

Vai sair algum DVD denunciando os clamorosos erros de arbitragem que deram a vitória do time do vizinho sobre o Cruzeiro no último final de semana?

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981






VERMELHO POR TODOS OS LADOS

Clube grande é assim, mal sai de uma decisão e já tem outra pela frente. O INTERNACIONAL regressou aos pagos na semana passada, depois de participação honrosa na Copa Audi, aonde degladiou com Gigantes do futebol mundial. E nesta semana já retorna às estradas das Américas para enfrentar o Independiente de Avellaneda, mundialmente conhecido como o "Rey de Copas" pelos sete títulos que acumula na história da Taça Libertadores (incluindo o inesquecível de 1984 - claro!). Essa é a sina de um grande clube. Barcelona, A.C. Milan, Cruzeiro e Independiente, em menos de 15 dias. O torcedor Colorado está acostumado a grandes desafios. A batalha de Avellaneda, tudo indica, trará mais um capítulo marcante nessa história de glórias.

LIÇÕES DO CAMPO I

Vamos acabar com esse discurso e essa palhaçada de escalar um jogador isolado no ataque. Chega! Nem um jogador do nível de L. Damião consegue se virar no esquema tão perverso. O resultado negativo do Engenhão, diante de um Fluminense mergulhado em crise (e que no final de semana levou 3x0 do lanterna Ameriquinha Mineiro), é produto direto desse esquema perverso e imbecil. E não me venham com esse papo furado de que os meias se juntam ao atacante. De que adianta o Tinga ficar 3 vezes na cara do gol ? Até um bebê de colo sabe que se tivéssemos um atacante de ofício no lugar do Tinga estaríamos com mais 3 pontos na tabela. E o Abelão já estaria sem emprego.

LIÇÕES DO CAMPO II

Não se joga com 1 atacante isolado. E não se joga com 3 volantes. O meu leitor já não aguenta mais esse meu texto (e eu também não aguento mais escrevê-lo!). E será que ninguém dentro do futebol do INTERNACIONAL se deu conta de que pelos 3 volantes passam todos os nossos males ? Com 3 volantes e 1 atacante perdemos para o Fluminense em crise. E com 2 volantes - Elton e Glaydson - e 2 atacantes (1 deles o jovem Delatorre) vencemos o forte Cruzeiro. Quando é que as lições do campo serão apreendidas ?

TREINADORES I

Cogita-se a contratação de P. Autuori. É a bola da vez. Os boatos são de que Dorival Jr. era o nome preferido, mas que Autuori foi procurado e as negociações estariam avançadas, porque a diretoria já não contava mais com a demissão de Dorival. Olha aqui ô. É muito amadorismo! Esperar a demissão de um treinador para contratá-lo ?! Espera um pouquinho. Isso não cabe dentro da grandeza do INTERNACIONAL.

TREINADORES II

Estou cansado da "mesmice" dos treinadores. E estou mais cansado ainda com a falta de criatividade e política de nossos homens do futebol. Autuori e Dorival são iguais nas suas "mesmices". Ambos utilizarão 3 volantes e, por vezes, escalarão 1 atacante isolado. Talvez até escalem 3 zagueiros em algumas oportunidades. Qualquer um deles será capaz de barrar um jovem promissor da base para escalar um medalhão decadente e com salário polpudo. P´ra falar a verdade, estou farto da "mesmice" dos treinadores.

INSUBSTITUÍVEIS

L. Damião é um atacante diferenciado. Caso se confirme sua venda nesta janela de agosto, o INTERNACIONAL perderá mais de 70% de sua força. É uma peça sem reposição. Aliás, como é difícil substituir um grande jogador. Até hoje não encontramos um substituto para Sandro. Com a saída do cabeça de área, aliás, todo o sistema defensivo entrou em parafuso. Índio e Bolivar passaram a ser contestados e a jogar no mano a mano contra os dianteiros adversários. Que falta faz o Sandro; e que falta fará Damião!

P. C. TINGA

Falei acima dos 3 golos perdidos pelo Tinga contra o Fluminense. E não quero que um mal entendido transite em julgado. Sou o maior dos defensores do Tinga. Mas na 2a função da meia cancha; nunca na terceira. Tinga é um grande volante. E um péssimo meia ofensivo.


MARQUINHOS


Marquinhos foi um dos "bode espiatórios" do INTER-B. Com poucas oportunidades no time principal (todas elas atuando fora de sua posição - 2o atacante), foi emprestado ao Avai de Florianópolis quando o desmantelamento do projeto. Essa semana voltou ao Beira-Rio e já está entre os 25 inscritos para a RECOPA. Tomara que Marquinhos, nessa nova etapa, ganhe as oportunidades que seu talento recomenda.

ELTON

As primeiras participações de Elton no grupo principal não foram de entusiasmar. As duas últimas atuações, porém, começam a indicar que estamos, no mínimo, diante de um jogador razoável. Contra Fluminense e Cruzeiro, Elton foi destaque da meia cancha. No Rio de Janeiro jogava bem quando foi substituído (e W. Matias, pasmem, permaneceu em campo). Domingo, contra o Cruzeiro, teve excelente atuação. Mas, pés no chão, é apenas um volante regular, de bom posicionamento e desarme eficaz. Jogador útil; nada mais do que isso.

W MATIAS

W. Matias foi inscrito na RECOPA com a camisa número 8. Seria um indicativo de que será escalado entre os onze que iniciam a partida em Avellaneda ? Caso Matias entre em campo entre os titulares, será um prêmio à sua péssima atuação no Rio de Janeiro contra o Fluminense. Mais do que isso, o desprezo total pelas boas atuações de Elton e Glaydson contra o Cruzeiro. Esse último, aliás, um dos grandes injustiçados das últimas temporadas no Beira-Rio. A propósito, é incompreensível essa predileção por W. Matias em detrimento de Glaydson.

RÁPIDAS

Perdemos para o Fluminense no Rio de Janeiro com uma falha no setor de Nei (é um gol sofrido em cada jogo por ali) e com uma penalidade máxima bisonha cometida pelo W. Matias.

No domingo quase cedemos o empate para o Cruzeiro, aos 40 e tantos da segunda etapa, num lance em que o atacante adversário envolveu Nei e chutou no poste.

E há uns "doutos" aqui da aldeia que dizem estar Nei atrevessando grande fase.

"Se tivesse feito o gol contra o Fluminense, eu seria eleito melhor da partida, por ter chegado na frente e criado oportunidades" (P. C. Tinga em entrevista ao Correio do Povo)

Ainda dessa entrevista do Tinga, uma declaração que espelha bem o ânimo da vizinhança na 4a feira, quando estaremos enfrentando o Independiente pela RECOPA:
"Se fosse torcedor de outros times, estaria muito chateado". Tu deves estar muito chateado, não é vizinho ?

É preciso dizer: domingo vencemos o Cruzeiro com 2 falhas de arbitragem a nosso favor. Um golo legítimo anulado e uma penalidade duvidosa sonegada (a meu ver o lance sobre Montillo foi mais penalty do que aquele apontado a nosso favor sobre D´Alessandro).

Falei acima de Elton. Nosso grupo ainda tem Guinazu, Tinga, Bolatti e o sempre útil Glaydson. Então, repito a indagação que formulei na última semana: para que contratar S. Silva ?

E no grupo de juniores ainda há o jovem Tarik, que o amigo Josué diz ser melhor do que todos os volantes do grupo principal.

"É um A. Kaefer melhorado, com bom passe.", diz o Josué sobre as qualidades do Tarik.

Com duas vitórias (1x0 na azenha e 4x2 no Gigante) os juvenis bateram os fregueses de azul e conquistaram o título da Copa FGF da categoria. Fala-se maravilhas do centroavante Natan. Também figura nesse grupo o lateral direito C. Winck, sobrinho do Lilica.

Em tempo: Clemer conquistou sua primeira taça como treinador comandando essa gurizada do juvenil.

O futuro está em apostar nessa gurizada.

Aliás, o presente está aí. Vide Delatorre, João Paulo, Elton, Moledo, entre outros.

E já que falo dos jovens; Oscar e Juan voltam em 12 dias.

E a azenha hein ? Tchê, fico a imaginar o sentimento da pijamada com a volta do Tio Pelaipe e do Professor Roth... bah! pobre dessa gente... o Tri Rebaixamento se aproxima...


Quarta feira teremos mais uma noite histórica do futebol mundial. E o Colorado é protagonista de novo. Como é bom ser COLORADO!

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio

quarta-feira, agosto 03, 2011

ANO V - NUMERO 233

DE VOLTA AOS PAGOS

O INTERNACIONAL foi grande mais uma vez em terras estrangeiras. Voltou da Alemanha ainda maior. Não se vergou ao Barcelona e não se vergou ao Milan, duas das maiores e mais ricas agremiações do futebol mundial. Nossos guerreiros enfrentaram de igual para igual Iniesta´s, Ibrahimovic´s, Seedorf´s, Robinho´s, Van Bommel´s, Gattuso´s, Zambrotta´s, Ambrosini´s, Keita´s, Busquet´s, entre outros. O INTERNACIONAL mostrou, mais uma vez, que está pronto para enfrentar as grandes agremiações do futebol mundial a qualquer momento, em qualquer local e condição climática. Disputar eventos do nível de uma Copa Dubai ou de uma Copa Audi é prerrogativa dada apenas aos Gigantes do futebol mundial.

PERSPECTIVAS DO NACIONAL

O Corinthians perdeu para o Avai e animou a disputa pelo título. Até o 9o colocado, Cruzeiro, pode-se dizer que todos mantêm acesa a chama pela conquista. Afora o Vasco da Gama, parece-me que são todos clubes com bons elencos. O Fluminense, por exemplo, ainda nem estreou os argentinos Martinuccio e Lanzini. O Flamengo possui uma bela equipe e um treinador que conhece os atalhos do certame. O Palmeiras de Felipão sempre é um adversário de peso. O Botafogo contratou reforços interessantes, com destaque para a repatriação do meia Renato (Sevilla). E o São Paulo ganhará força com o retorno dos guris que estão servindo a sub20. É uma pena que o INTERNACIONAL tenha criado uma crise do nada, no epidósio Siegmann/Falcão. Do contrário, poderíamos estar colados nos líderes.

O LOSS


O Colorado não contratou o substituto de P. R. Falcão e já se fala na efetivação de O Loss. A questão é que o interino, por enquanto, não mostrou nada que pudesse servir de base à sua confirmação no cargo. Pelo contrário, tudo indica que colocará um time com três médios volantes no Rio de Janeiro contra o Fluminense. O Loss já deixou claro que seu esquema de jogo preferido é com 5 homens na meia cancha (3 deles volantes marcadores) e 1 atacante isolado. O Loss não é o nome adequado para treinar o INTERNACIONAL e não está pronto para fazê-lo.

D JUNIOR

Pior do que a possibilidade de efetivação de O Loss é a virtual contratação de D. Junior, treinador do Atlético Mineiro que se encontra na corda bamba. Não há sequer uma justificativa para contratar Dorival. Não há em seu currículo uma grande campanha no sistema de pontos corridos. Não é um treinador que se possa dizer de grande trabalho na revelação de jovens (pelo contrário, teve desentendimento com os meninos da vila, quando treinou o Santos). E, agora, realiza uma campanha digna de pena no clube mineiro (aonde, lembre-se, perdeu o certame regional para um Cruzeiro que andava muito mais preocupado com a Taça Libertadores - e, mais, era dirigido pelo Cuca - bah!). Enfim, D. Junior NÃO!!!

S SILVA

Não consigo entender a contratação deste jogador. Até porque ele declarou, em palavras claras, que é volante e se for escalado na lateral direita o será por improviso. Então para quê contratá-lo ? Possuímos Bolatti, Glaydson, Tinga, Guinazu e o jovem Elton para as duas primeiras posições da meia cancha (isso para não falar do W. Matias). A não ser que um desses jogadores estejam de malas prontas para sair do Beira Rio, não consigo entender a contratação de Sandro.

W MATIAS

Incompreensível e inadmissível a noticia que leio dando conta que W. Matias será o camisa "5" na partida contra o Fluminense. Entendo que há os desfalques de Bolatti e Guinazu, mas isso não justifica a preterição de sempre útil Glaydson por W. Matias. Esse fato só comprova aquela velha máxima do futebol: jogador ruim que não é vendido acaba sempre jogando.

JOVENS

Aproveitamos a Copa Audi para utilizar alguns jovens, especialmente na partida contra o Milan. L. Roggia, Delatorre, Joao Paulo, Zé Mario, entre outros, estiveram no time que iniciou a partida e tiveram ótima oportunidade de demonstrar que podem figurar em nosso plantel principal. Na volta, o zagueiro R. Moledo foi eleito destaque no empate 0x0 contra o Atlético Goiano. E ainda temos Juan e Oscar como destaques da Nacional Sub20. O horizonte é muito bom para essa gurizada; basta que a política de futebol do clube os ajude.

LARANJEIRAS

O confronto contra o time das Laranjeiras é complicadíssimo. Tanto pelos desfalques de nosso time como pela qualidade do adversário. Um time que possui Edinho, Sobis, Fred, entre outros, em seu plantel merece todo respeito. Os laterais Mariano e Carlinhos são opções de apoio perigosas. E ainda há o Abelão e todo seu potencial motivador na casa mata carioca. Para piorar o adversário vem embalado por um 4x0 sobre o Ceará. Todo cuidado será pouco no Rio de Janeiro.

RÁPIDAS

INTERNACIONAL x Independiente já tem datas e horários confirmados. Partidas acontecem às 21.50h de Brasília. A primeira na próxima semana, no dia 10, em Avellaneda, e o jogo de volta no dia 24, no Gigante da Beira Rio

É mais uma disputa de GIGANTES!!! Para desespero da vizinhança invejosa...

Falei acima das perspectivas do Nacional. Ainda é cedo para se fazer previsões mais acuradas. Apenas no final do turno teremos condições de dizer quem realmente é candidato sério ao título;

Lúcio, de férias após participação na Copa América, realizou trabalhos físicos no Beira Rio;

Marketing lança promoção de camisa comemorativa aos 5 anos da conquista da Libertadores 2006 (clique e confira).

História dos Eucaliptos é reconstruída pelo Museu Colorado (clique e confira).

Conhecido como um grande templo do futebol portoalegrense, o Eucaliptos ainda está vivo no coração de muitos colorados que viram jogar em seus gramados ídolos do futebol gaúcho como Tesourinha, Oreco, Larry, Carlitos, Bodinho, Vilalba e Javel;

idéia do Museu Colorado é recontar a história a partir de novos depoimentos de atores vivos que frequentaram nosso antigo templo. Bela iniciativa!

Copa FGF Sub17 terá clássicos gNAIS na decisão. As disputas ocorrerão nos dias 5 (azenha) e 8 no Gigante da Beira-Rio;

Campanha da gurizada vermelha é irrepreensível: 19 vitórias em 20 jogos, com apenas 1 derrota. 66 gols pró e apenas 7 sofridos;

E por falar em gurizada, Oscar é o destaque maior da seleção brasileira que disputa o mundial sub20 na Colômbia. O site da CBF destacou a atuação de nosso craque na última partida, quando Oscar participou ativamente dos 3 golos da vitória contra a Austria;

o vizinho só podia estar brincando quando chamou o INTERNACIONAL de solene desconhecido em sua última coluna. atribuo a afirmação à inveja reinante lá pelas bandas da azenha ou então ao desdém pelo fato de o Papai Colorado dos Pampas obter tanto sucesso no exterior na última década.

a propósito, quando foi a última vez que o vizinho cruzou o oceano atlântico hein ?

mas fica tranquilo vizinho. O tio Pelaipe está de volta! agora sim tu terás o que merece, meu caro vizinho...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio







MUDANÇAS


Tardou para a presidência do Grêmio realizar as necessárias mudanças no comando do futebol do Tricolor. Depois de um empate preocupante com o fraco América/MG em casa e de uma esperada derrota contra o Flamengo no RJ, Antônio Vicente Martins desligou-se da vice-presidência de futebol do Grêmio, levando consigo todos os colegas do Movimento Grêmio Independente que ocupavam cargos e funções na atual diretoria.

Vicente Martins foi uma pessoa correta e bem intencionada na condução do futebol, mas não teve a necessária competência para estabilizar o ambiente do vestiário e dar anteriormente a Renato, e agora a Júlio Camargo, condições para um trabalho de resultados no futebol, única situação que poderia proteger-lhe de virar vítima do conturbado momento político do clube, que tem mutilado o seu futebol.

Odone, Vicente e a Política

O ambiente político do Grêmio está efervescente, e os reflexos são sentidos diretamente no futebol. Vicente tem o direito de continuar no Conselho de Administração do Grêmio, cargo para o qual foi eleito, mas talvez não haja mais clima para sua permanência após os atritos com Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos e principal parceiro de Odone no Projeto Arena.

Odone não ficará sozinho, mas certamente perderá boa parte do apoio político vindo do MGI. O grupo de Vicente foi um dos principais apoiadores na campanha das últimas eleições para o Conselho Deliberativo, encabeçada e ilustrada pela imagem do atual presidente. Se por um lado, Odone tem o caminho aberto pela frente para impor suas ideias sem resistência - o que pode se reforçar caso Vicente deixe também o C.A. -, por outro, deverá ter sérias dificuldades para manter-se junto com os seus nas próximas eleições do clube.

O certo é que tanto as questões políticas que envolvem o clube quanto o excessivo foco na construção da Arena têm desprestigiado o futebol do Grêmio. Odone parece fora da realidade nas entrevistas, ignorando o mau futebol que vem sendo apresentado pelo Grêmio e reforçando o discurso ultrapassado da "imortalidade", da Batalha dos Aflitos e enaltecendo a Arena, deixando em 2º plano o futebol do clube e condenando-o ao fracasso.

Pelaipe

Para o lugar de Vicente Martins, Paulo Pelaipe, que já trabalhou na mesma função de 2005 a 2008, foi contratado para ser diretor executivo de futebol do Grêmio. Alexandre Faria, que até então ocupava esta posição e havia sido contratado há menos de 1 mês por Vicente, foi dispensado, demonstrando uma falta de critérios e de planejamento de longo prazo assustadores.

Ao contrário de Faria, Pelaipe, figura folclórica do futebol, terá poderes dentro do vestiário do clube. Seu conhecido estilo de cobranças e discursos fortes pode ser a solução que o Grêmio precisa para sacudir as bases no atual momento. Espera-se que a presença de Pelaipe no vestiário traga o componente motivacional que estava faltando aos jogadores. A torcida acompanha com ansiedade para observar o comportamento do time no jogo desta quarta-feira contra o Atlético/MG, quando o time deverá estar desfalcado de diversos dos seus principais jogadores (Douglas, Gabriel, Saimon, André Lima), mas terá o reforço de Miralles no ataque.

É questionável, no entanto, a figura do novo diretor numa visão de médio e longo prazos. Pelaipe foi contratado mais por causa de sua personalidade forte do que por ser um profissional alinhado ao que planejamento estratégico do clube prega. Os dirigentes, mais uma vez, parecem pensar apenas no presente e não preocuparem-se com o futuro, o que poderá custar também o ano de 2012 ao Grêmio.

Júlio Camargo

Ainda não se sabe ao certo qual será o destino do treinador Júlio Camargo dentro deste contexto. O certo é que, com 1 mês de trabalho, o técnico ainda não conseguiu dar um padrão tático aceitável ao time. Pior ainda: além de estar visivelmente desorganizado em campo, agora o time está acuado e sem ambição de vencer as partidas, mesmo dentro do Monumental.

Ao lado de Pelaipe, Júlio Camargo certamente encontrará apoio para fazer um Grêmio que prese por suas raízes e priorize times defensivamente consistentes. O desafio de Camargo, no entanto, é fazer com que o Tricolor tenha ambições e não abdique de buscar as vitórias dentro e fora de casa. A torcida não se contentará em ter um time obstinado apenas a não ser rebaixado para a segunda divisão.

Victor

O erro grotesco de Victor na frente de Ronaldinho, no jogo contra o Flamengo, irou boa parte da torcida do Grêmio. É certo que o momento que Victor vive em 2011 nem de longe lembra o grande goleiro que se formou no Olímpico e que foi parar na Seleção Brasileira. O sentimento reforçou-se em função das grandes atuações que Marcelo Grohe teve no gol do Tricolor recentemente.

Não concordo, no entanto, com aqueles que querem a cabeça de Victor. Ele merece crédito por todas as inacreditáveis defesas que fez e derrotas que já evitou. Espera-se, no entanto, que a avaliação da comissão técnica do Grêmio passe pelo momento e pelas atuações do goleiro nos próximos jogos, não mantendo-o no time apenas por seu histórico. Urge que o Grêmio priorize a escalação dos jogadores que estiverem em boas condições técnicas para uma plena recuperação no Campeonato Brasileiro.

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981

terça-feira, julho 26, 2011

ANO V - NUMERO 232

DEFESA EM ALTA, ATAQUE MANTÉM O RITMO


O Grêmio voltou a ter uma atuação abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro na última quarta-feira e só saiu de Florianópolis com um empate em 0x0 contra o Figueirense porque novamente Marcelo Grohe teve atuação destacada, defendendo uma penalidade máxima no último minuto de jogo.

Mesmo tendo tido 10 dias apenas para treinar, o Tricolor não apresentou mecânica tática e nem teve destaques individuais na linha durante a partida. Além disso, jogou com uma postura visivelmente defensiva, priorizando conter a marcação de gols pelo adversário em detrimento da busca da vitória.

Além de Grohe, o outro destaque positivo do Grêmio nesta partida foi o fato de não ter levado gols pelo 2º jogo consecutivo. Julinho Camargo prioriza o acerto da zaga gremista para depois pensar no ataque, mesmo que este continue improdutivo. É uma filosofia que parece se encaixar bem nos moldes desejados pelo presidente Odone e pelo vice de futebol Vicente Martins.



O trabalho de Julinho Camargo


Ainda é cedo para avaliar o trabalho de Julinho Camargo, mas é provável que o Grêmio nada mais tenha a fazer no campeonato quando (e se) o time começar a apresentar uma atuação conjunta com maior desenvoltura.

Julinho quer que seus comandados garantam os 3 pontos nos jogos em casa e busquem ao menos empates nos jogos fora do Olímpico, fórmula bastante recomendada para se obter razoável sucesso num campeonato longo de pontos corridos, mas insuficiente se considerarmos a distância atual para os líderes. Lembremos que o Grêmio de Renato, em 2010, ganhou mais jogos no 2º turno fora de casa do que em qualquer outro tempo, e mesmo assim não conseguiu chegar ao título devido ao atraso em relação aos primeiros colocados quando a reação iniciou. Atualmente, o Tricolor já dista 16 pontos do líder Corinthians e figura a 8 pontos do G4.


Pensando em 2012


Por estas razões, me incluo no grupo daqueles que acham que o Grêmio deve começar a pensar e a projetar 2012. Penso que não devam mais serem feitas contratações de alto custo para este campeonato, pois a folha salarial já é alta e o grupo é suficiente para as suas atuais pretensões no Brasileirão 2011. Deve, sim, haver uma remobilização do grupo atual para o restante do campeonato.

Tenho minhas dúvidas se seria desejável o Grêmio brigar por uma vaga na Libertadores 2012, pois o clube vem “rifando” suas participações nesta competição ano após ano. A Copa do Brasil pode ser um objetivo mais facilmente alcançável e possibilitaria o planejamento de uma participação em uma Libertadores com 1 ano de antecedência. Antes de tudo, é preciso planejar e priorizar para que se possa ter a chance de um grande triunfo no próximo ano.



Experiências



Para o jogo em casa desta quarta contra o América/MG, onde só a vitória será um bom resultado, anunciam-se até 5 alterações no time. Gabriel e Douglas, lesionados, poderão dar lugar a Saimon e Marquinhos, respectivamente. Aqui vale um destaque: Julinho está optando por deslocar Saimon para a lateral, atribuindo de forma definitiva a titularidade da zaga a Mário Fernandes.

Além disso, há dúvidas na lateral esquerda e no meio. A primeira é disputada por Bruno Collaço e Lúcio, este último elogiado por sua aparição no último jogo e que também pode aparecer no meio no lugar de Escudero, de má atuação contra o Figueirense. No gol, a despeito das excelentes atuações de Marcelo Grohe, Victor deve retomar sua titularidade ao natural.

Julinho Camargo faz suas experiências em busca do time ideal. É preciso dar tempo ao tempo para que o treinador possa mostrar resultados. Mais uma vez, a falta de planejamento do Grêmio fazem com que ele se utilize do maior campeonato nacional para afirmar o time, que só deverá ficar pronto quando não houver mais nada por disputar em 2011.



Celeste campeã após 16 anos



O Uruguai sagrou-se campeão da Copa América vencendo o Paraguai por 3x0 no último domingo, com atuações primordiais dos avantes Luiz Suárez e Diego Fórlan e uma destacadíssima atuação coletiva. O time uruguaio apresentou muita entrega em todos os seus setores e ainda teve destaques individuais do nível de Coates na zaga e a liderança do excelente Diego Lugano. Fez-me lembrar o Grêmio de Felipão dos anos 90, que se não era um primor técnico de time, tinha um conjunto poucas vezes visto.

Não é de graça que o futebol uruguaio retoma seus tempos de glória. O “Proyecto Tabárez” iniciou após a frustrante eliminação da repescagem ao Mundial de 2006 para a Austrália, e foi centrado no respeitado e admirado treinador uruguaio, iniciando pelas categorias de base. Os frutos começam a ser colhidos tanto pelas seleções profissionais e de base, com títulos recentes, quanto pelos clubes uruguaios, com a chegada do Peñarol à final da Libertadores 2011 depois de muitos anos.

Fico com a frase de Daniel Pastorini, membro do Conselho Executivo da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) quando da contratação de Tabárez, para ilustrar como o planejamento e a convicção são fundamentais no futebol: “Planificar a mediano y largo plazo es importante no sólo en el fútbol, en todos los órdenes de la vida. No te asegura resultados, pero es mucho más probable que los obtengas”.



Solene desconhecido



Mesmo tendo conseguido cruzar o Mampituba, somente depois de quase 100 anos de existência, o coirmão da beira do rio reafirma sua total inexistência no cenário europeu.

Depois de ser chamado de “Porto Alegre” nos ingressos oficiais para a Copa Audi, o clube de vermelho voltou a ser referenciado pelo nome de sua cidade natal na entrevista dos técnicos participantes da competição, que depois solicitaram ao interino Osmar “Loss” (nome bem sugestivo para um treinador de futebol) apresentar sua equipe ao mundo:

“Sabemos muita coisa do Bayern de Munique, do Barcelona e do Milan, mas não do seu clube. O senhor poderia apresentar a sua equipe?”. Esta foi uma das perguntas feitas ao treinador do clube ribeirinho.

Nenhuma novidade para quem já foi confundido com o Inter-SM na Libertadores, que já foi chamado de “pesadelo carioca” por um jornal mexicano, que teve o escudo trocado pelo do Vitória/BA pela própria Fifa e que foi lembrado pelo presidente do grande Boca Juniors como sendo o “Inter de Porto Alegre, a cidade do Grêmio”.



Fernando Zuchetto Maisonnave

Sócio Patrimonial desde 2002

Gremista desde 1981


GIGANTE ENTRE GIGANTES

O SPORT CLUB INTERNACIONAL será o Brasil essa semana. Os olhos do mundo se voltam a Munique, aonde quatro gigantes disputarão o título da Copa Audi. Barcelona, Milan e o anfitrião Bayern serão nossos adversários em mais essa disputa. O Colorado representa a América do Sul (foi convidado por ser o Campeão da Libertadores 2010). Voltar da Europa com o título na bagagem será outro feito histórico. Mas, fora de dúvidas, o só fato de participar de uma competição desse nível já demonstra que o INTERNACIONAL se diferenciou dos demais clubes do país na última década, tanto pelas conquistas como pela imagem extracampo.

DESPEDIDA I

Na última partida antes do embarque para Alemanha, vitória de 3-1 sobre o lanterna Avai. E a vitória passou, e muito, pela ruindade do adversário. É claro que nunca é facil vencer fora de casa no campeonato brasileiro (que o diga o vizinho que ficou num oxo contra o Figueira na mesma Florianópolis). Mas perder ou empater com o Avai, mesmo lá dentro da Ressacada, seria resultado ruim. E o Colorado fez de tudo para não vencer. Primeiro a escalação com 3 volantes. Depois a equivocada substituição do lesionado Zé Roberto pelo lateral e dublê de meia esquerda Fabrício, isolando Damião no ataque.

DESPEDIDA II

O time só melhorou na segunda etapa, quando Andrezinho entrou em campo no lugar de Guinazu. Com 2 volantes o time melhorou, ficou mais ofensivo e com melhores opções no ataque. Damião ganhou a companhia constante de Andrezinho e D'Alessandro. E assim, mesmo com Fabrício atuando sem função alguma, conseguimos marcar 3 golos diante de um adversário fraco e comandado pelo péssimo Gallo. Com os 3 pontos conquistados em Florianópolis, o INTERNACIONAL se mantém próximo dos líderes.

REFORÇO

Gostei muito da contratação de Jô. Parece-me o companheiro de ataque ideal para L. Damião. Farão uma dupla sensacional, se tiverem tempo e oportunidades de atuar juntos. Com 24 e uma carreira com passagem por grandes clubes, o atacante fez parte da seleção medalha de bronze nas Olimpiadas de Pequim 2008. Depois disso, vestiu a camisa da seleção canarinho em duas oportunidades. Em sua chegada ao Beira Rio, Jô elogiou e se disse honrado por vestir a camisa Colorada e declarou que será ótimo jogar ao lado de Damião.

REJEIÇÃO


Alguns de nossa imprensa dizem não entender a rejeição ao nome de Cuca para treinar no Beira Rio. Com certeza, esses "alguns de nossa imprensa" não são imparciais, não lembram de fatos marcantes de nosso futebol e, com certeza, não respeitam a história do INTERANCIONAL. Cuca já se declarou gremista e já jurou amor à vida azenhana. Cuca nunca teve um grande trabalho concluído em sua carreira de treinador. Não conquistou nada além de um campeonato mineiro (com um time do Cruzeiro muito mais forte que o do Galo - registre-se!). Por que cargas d'água contrataríamos Cuca ?

COPA AMÉRICA I

Uruguai campeão, com toda justiça. O professor Tabarez (esse pode ser chamado de professor, porque possui formação universitária), guiou um time modesto a 4a posição no Mundial Sudafrica e, agora, ergue um título muito importante. A Copa América que para alguns aqui da aldeia não vale nada, é sim uma grande conquista. Estavam na Argentina os melhores jogadores do continente, todos os selecionados foram com força máxima e o Uruguai, com o mesmo esquema de jogo e time de 2010, conquistou com justiça o caneco.

COPA AMÉRICA II

D. Forlan e L. Suarez são dois jogadores medianos, que, por certo, não teriam lugar na seleção brasileira. Muito menos seus companheiros de Celeste. Mas, juntos, formam um time dificílimo de bater. Além da força coletiva e de reeditar os dias de glória da garra charrua, o selecionado celeste é produto de um planejamento excelente. Tabarez e seu método são responsáveis por organizar o futebol uruguaio dentro e fora das quatro linhas, aonde se exige postura e exemplo dos jogadores convocados.

COPA AMERICA III

Aliás, o método de Tabarez já rende frutos nas ruas de Montevideo. Loco Abreu declarou, antes da vitória na final, que independente do resultado, o ambiente do futebol de seu país já mudou. Antes os "pibes" pediam a seus pais camisas de C. Ronaldo, Messi e outras estrelas; hoje vestem camisas da seleção nacional. Isso faz muito sentido. Eu fico "abobado" quando vejo alguém de camisa de times cariocas e paulistas aqui no Rio Grande. Ou pior, fico indignado quando vejo um piá de camisa da seleção argentina pelas ruas. Chega a doer no peito!

RÁPIDAS

"Fique muito feliz quando soube do interesse do Inter. Também recebi o carinho dos torcedores colorados. Depois de passar seis anos jogando na Europa, quando recebi a proposta de voltar ao Brasil para um clube de tradição que nem o Inter, não pensei duas vezes. É um grande clube, conhecido mundialmente" (Jô, em sua primeira entrevista no Beira Rio);

Como disse acima, gostei muito dessa contratação;

Andrezinho voltou de lesão e, mais uma vez, mostrou toda sua utilidade dentro do plantel;


Seu ingresso na partida contra o Avai mudou por completo a partida. Mais 3 pontos na conta de Andrezinho;

Nessa rodada não teve penalty a favor do Corinthians. Resultado: derrota do Timão para o Cruzeiro.

Zé Roberto, Índio e Guinazu não viajaram a Munique, em decorrência de lesões;

Os jovens Joao Paulo, L. Roggia e Zé Mário, destaques do time de juniores que conquistou o campeonato gaúcho, ingressaram na lista por conta das lesões;

Com a lesão de Índio, R. Moledo será o companheiro de Bolivar na zaga. Aposto minhas fichas nesse guri. Possui ótima estatura, boa colocação e imposição física. Boas atuações na Europa podem lhe render a titularidade no regresso ao Brasil. Tomara!

Trocas de treinador saem muito caras aos clubes. Conforme informação de L. C. Reche (coluna deste domingo), o INTERNACIONAL gastou R$ 5 milhões com as saídas de Roth e Falcão.

Divididos por 7 e temos R$ 700 mil mensais. Com essa grana poderíamos ter repatriado o Nilmar, por exemplo.

Em tempo: F. Carvalho estará na delegação que vai a Munique.


Brasil de Pelota empatou em casa com Joinville. Treinador B. Almeida terminou jogo reclamando, e muito, da arbitragem. Detalhe: vitória encaminharia classificação do Xavante à próxima fase da Série C.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio

terça-feira, julho 19, 2011

ANO V - NUMERO 231

TSUNAMI NO BEIRA RIO

A derrota para o São Paulo foi só o pano de fundo para algo que já estava no forno há algum tempo (dizem que desde o empate com o Coritiba). Falcão foi apenas a maior das vítimas dos desentendimentos políticos e desacertos dos grupos que compõem a diretoria do INTERNACIONAL. Assumiu em meio ao turbilhão de vaidades e em decorrência da incompetência de nosso atual Presidente e acreditou em promessas que nunca se concretizaram. Não se pode dizer que Falcão fez um trabalho ótimo, mas, sem dúvida, sua demissão não encontraria amparo dentro de um quadro de estabilidade política. As vaidades de Siegmann vieram à tona, como um tsunami, no dia de sua demissão. Ao menos serviram para expor e deixar claro ao sócio e ao torcedor Colorado a real situação interna do clube. Luiggi preferiu não se expor, mas suas declarações deixaram evidentes que não é ele o grande mandatário do clube. O episódio atual apenas escancara e explicita uma realidade da qual já se devia suspeeitar: eminências parda (leia-se F. Carvalho) continua a dar as cartas no futebol Colorado.

G. LUIGGI

Luiggi foi fraco durante a campanha presidencial, quando não conseguiu amealhar o apoio integral do grupo de sustentação da diretoria que encerrava. Luiggi foi mais fraco ainda quando não teve coragem de demitir C. Roth logo após a derrota para o Mazembe. Foi ainda mais covarde ao demitir Roth em meio à Libertadores e contratar Falcão que, agora ficamos sabendo, não era seu nome preferido. Luiggi aguardava há mais de um mês para demitir um vice de futebol com o qual sequer mantinha diálogos. Enfim, o Presidente do INTERNACIONAL não manda "bulhufas" dentro do Beira-Rio.

FALCÃO e as variáveis do futebol

O técnico P. R. Falcão sai com retrospecto nada mais do que mediano. Foram 19 jogos e apenas 8 vitórias. 4 doloridas derrotas em casa para Peñarol, o primeiro clássico das finais, Ceará, e São Paulo. De positivo Falcão coloca em seu currículo a conquista do Gauchão, de virada, dentro da casa do inimigo e a postura coerente de manutenção do sistema de jogo. Foi demitido exatamente quando encontrara o sistema e a forma de jogar ideais. O futebol possui muitas "variáveis" e complicações. Não basta conhecer futebol, ser coerente e obter resultados. É preciso, também, saber lidar com as tais "variáveis".

FERNANDÃO I


A contratação de Fernandão é uma jogada para o torcedor. Deve atingir, a princípio, o objetivo de acalmar ânimos. Mas não agrada a quem tem um mínimo de compromisso com o clube, sua história e com as modernas diretrizes da boa administração. Aliás, o INTERNACIONAL caminha no contrafluxo da profissionalização. Fernandão assume o cargo que era de Chumbinho, um técnico, um profissional com ótimos serviços prestados ao clube. Assume um ex-ídolo, sem preparação técnica para o cargo; e, pior, com discurso e postura tendente a reforçar e incentivar as "panelas" do vestiário.

FERNANDÃO II

Fernandão foi o capitão das grandes conquistas de 2006. Um jogador excepcional e de caráter e postura irreparáveis dentro das quatro linhas. Mas, fora de campo, sua liderança serviu também para fomentar o surgimento de grupos dentro do vestiário. É do conhecimento geral, por exemplo, que Fernandão praticamente expulsou o jovem Chiquinho do grupo. Em sua primeira entrevista, Fernandão deixou claro que tratará de forma diferenciada a turma das antigas (mencionou especificamente Índio).

PANELAS

Em 21.dezembro.2010 externei minha inconformidade com a permanência de C. Roth após a derrota para o Mazembe. E, na época, alertei: "o pior da renovação de Roth é o fortalecimento das panelas e da política do carteiraço, em franca expansão dentro do Beira-Rio no último semestre. A própria permanência de F. Carvalho, criando um ambiente hostil para o novo vice de futebol R. Siegmann, revela que a panela dos jogadores de maior cartaz, liderados por Bolivar, está muito forte. Não gosto desse cenário que se avizinha. O INTERNACIONAL precisa tomar muito cuidado com este primeiro semestre. Tudo indica que não tenhamos maiores dificuldades para obter a classificação as oitavas de final da Libertadores. E é exatamente isso que me preocupa. Avançar a fase de mata-mata, com o Nacional em andamento, e nela sucumbir. Está aí o recente exemplo do Fluminense de 2008, vice campeão da Libertadores e quase rebaixado no Nacional. É preciso muito cuidado!" (coluna 202). Nada mais atual. Infelizmente minhas previsões estavam corretas. A contratação de Fernandão fortalece as políticas do carteiraço e as panelas do vestiário.

OBRAS NO BEIRA RIO

"O SPORT CLUB INTERNACIONAL comunica a seus conselheiros, sócios, torcedores e imprensa que a parceria estratégica com a Construtora Andrade Gutierrez encontra-se em fase final de formalização contratual. Cabe ressaltar que não haverá nenhum prejuízo do prazo de entrega do projeto Gigante para Sempre para a Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014." (Comunicado n. 12 da Comissão de Obras). Já são 12 comunicado 4 meses e, até agora, nenhuma transparência ou novidade. Por que, afinal de contas, não há a assinatura do contrato ? O que está pendente ? Quais os direitos e deveres do INTERNACIONAL no negócio ? O sócio Colorado clama por respostas urgentes!

CASA BANDIDA DO FUTEBOL

Programa Bate Bola da ESPN discutiu o "puxa-saquismo" de parte da imprensa que cobre o selecionado brasileiro. Debate foi originado por declaração subserviente de W. Campos, repórter da rádio Itatiaia de Minas Gerais. Vale a pena conferir (clique aqui e confira). Em tempo: não é preciso ir longe, aqui na Aldeia, na imprensa pampeana, tem muito puxa saco. É só prestar atenção!


RAPIDAS

Derrota da seleção brasileira em terras argentinas era algo mais do que previsível. Quem quis se enganar se enganou;

Agora, ninguém poderia esperar as 4 cobranças de penalti contra o Paraguai;

Aquilo pareceu uma afronta ao torcedor brasileiro.

E o Sr. M. Menezes será mantido. Que barbaridade!

Seleção a cada dia mais desprestigiada...

"Quando acabou a sintonia (com Luiggi) ? Talvez no nosso nascimento (Siegmann);


"Evidente que meu coração está sangrando" (Falcão)

"Tinha de tomar a decisão para reverter a fase. Era o momento da mudança" (Luiggi)

Pelas declarações de Siegmann, ficou evidente que, há longa data, Luiggi já o deveria ter demitido;

Mais: Siegmann sequer deveria ter sido convidado a assumir o departamento de futebol

Para descontrair: piada da aldeia dá conta que Falcão, em seu discurso de despedida, teria chorado mais do que o padeiro de bento.

"Bobagem pior fez os cartolas do Internacional, que literalmente sacanearam o Falcão. Tiraram ele da TV Globo com a promessa de um planejamento de duas temporadas. E aos poucos ele foi retomando o manha de ser técnico. E o Falcão tem qualidade. Pensa o futebol de maneira inteligente. Com o tempo iria dar certo. Mas a cartolagem, que não ganha salário e nunca larga o osso, deitou e rolou. Fez o que quis com a vida do ídolo. Não cumpriu com a palavra só pra variar. O que comprova mais uma vez que não dá pra confiar em dirigentes. Todos são iguais. Fiquei triste pelo Falcão, mas ele tem competência para se reerguer e dar a volta por cima." (Blog do Neto).

Afora os erros de concordância e gramaticais, concordo inteiramente e subscrevo a opinião do craque Neto.

O quadro é ruim, mas aposto em Dunga para conferir um pouco de dignidade ao final de nossa temporada.

A propósito de Dunga, perdeu o cargo de treinador da seleção e foi vítima das mesmas "variáveis" do futebol que agora ceifaram a permanência de Falcão no INTERNACIONAL.

Os amigos Roberto e Zé Henrique Salim apostam suas fichas em Argel.

A. Stival (vulgo Cuca) tem 91% de rejeição nas enquetes das rádios.

Minha esperança é que este boato seja mais uma das tantas brincadeiras que a imprensa pampeana gosta de fazer com o torcedor.

A contratação do Sr. A. Stival desencadearia onda de abandono de sócios nunca antes vista na história de um clube de futebol.

E, tenham certeza, eu serei um deles.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho – mais de 700 jogos no Beira-Rio

O Dedo de Julinho Camargo

O Grêmio prepara-se para o confronto desta quarta-feira contra o Figueirense em Santa Catarina, pelo Campeonato Brasileiro, com a excelente notícia da obtenção do efeito suspensivo sobre a absurda punição de 4 jogos que havia sido imposta ao meia Douglas pela expulsão contra o Avaí, no Olímpico, há 2 rodadas.


O Tricolor voltou a vencer no campeonato derrotando o Coritiba por 2x0 há 10 dias, no Olímpico, e conquistando o 1º triunfo sob a batuta de Julinho Camargo. Após um 1º tempo apático, onde o Grêmio viu Marcelo Grohe fazer grandes defesas e salvar o time de uma derrota parcial, no 2º tempo, o dedo de Julinho apareceu pela primeira vez em campo: Bruno Collaço ingressou no lugar de Neuton na lateral esquerda e passou a ser uma opção forte de ataque, ao passo que Leandro foi reposicionado na frente, movimentando-se por ambos os lados do campo. As mexidas deram novo ânimo ao time.


A vitória sobre o Coxa nasceu num cruzamento de qualidade de Mário Fernandes pela esquerda para um “testaço” digno de centroavante de Gilberto Silva, que começa a afirmar-se no meio de campo com sua experiência e sabedoria. O time todo cresceu e com ele Douglas, que fez um lindo corta luz num cruzamento de Leandro e deixou André Lima de frente para o gol para voltar a marcar, depois de aproximadamente 4 meses em recuperação de lesão.


Opções

Julinho vem consolidando a dupla de ataque com Leandro e André Lima. Escudero vem crescendo de produção com o novo treinador, ao passo que Miralles fica como uma opção de luxo no banco gremista. Convém ao novo treinador gremista, entretanto, observar melhor este jogador, que foi trazido como principal esperança para ser a solução no comando do ataque, na tentativa de reeditar com André Lima a parceria de sucesso que ele e Jonas realizaram em 2010.

Ambiente

Apesar da tranquilidade ter voltado ao ambiente do Olímpico após a última vitória, algumas situações ainda parecem fora do lugar e precisam ser ajustadas para confirmar o novo momento na competição.

Marquinhos, que até o momento não apresentou bom futebol, deu entrevista em tom de cobrança de que pode ser titular da meia cancha ao lado de Douglas. André Lima mostrou-se insatisfeito ao ser afastado de um treinamento para realizar trabalhos físicos, e Miralles dá sinais de descontentamento com o pouco aproveitamento e com a reserva.

É preciso uma atuação forte do departamento de futebol e especialmente do vice de futebol Antônio Vicente Martins para que a ansiedade do elenco gremista seja canalizada em benefício do time dentro de campo, deixando as crises de declarações para o lado vermelho. Vicente Martins deve demonstrar o que, até agora, não deixou claro: pulso firme para controlar o vestiário, sem, no entanto, tentar influenciar na formação pretendida pelo treinador através de declarações públicas nas rádios.

Mano

O iminente naufrágio da embarcação brasileira anunciado na 1ª fase da Copa América confirmou-se após uma partida onde o Brasil esmagou o Paraguai, mas não teve competência para converter em gols sua superioridade. O 4-3-3 implantado por Mano Menezes mostrou-se ineficiente e nem mesmo as individualidades foram capazes de suprir a falta de entrosamento tático do time.

A derrota por 2x0 nos pênaltis, com todas as 4 cobranças sendo desperdiçadas, encerrou a vexatória participação brasileira e foi um fato raro na história do futebol brasileiro. Lembrou a decisão entre Grêmio e Guarany do Paraguai pelas oitavas-de-final da Libertadores de 1997, quando o Tricolor venceu a disputa nos pênaltis por 2x1, com 7 cobranças sendo desperdiçadas no total.

Celeste

A celeste olímpica uruguaia fez bonito e eliminou os hermanos da Copa América em plena Argentina. O jogo teve a típica atmosfera da garra sul-americana, e foi vencido pelo Uruguai nos pênaltis, após mais de 80 minutos jogando com 1 a menos contra a pressão da torcida argentina. O 4-4-2 de Oscar Tabárez, com 2 linhas compactas na defesa e no meio, lembraram o Peñarol que foi à final da Libertadores contra o Santos. O renascimento do futebol uruguaio tem tudo para ser confirmado com o título da Copa América no próximo final de semana.

Crise Vermelha

As vitórias sobre os modestos Figueirense, Atlético/MG e Atlético/PR iludiram os torcedores vermelhos. Falcão não conseguiu superar a falta de Julinho Camargo e encarreirou 3 derrotas contra Vasco, Corinthians e São Paulo, equipes de maior renome no cenário nacional.

O presidente colorado Luigi “matou 2 Robertos com uma só cajadada” e demitiu o treinador e o vice de futebol Siegmann. As declarações de ambos foram dignas de uma tragédia grega: Falcão desmentiu a boa relação manifestada por Luigi e endereçou ao presidente colorado declarações de má condução dos assuntos do clube; disse, ainda, que sua contratação nunca foi avalizada por Luigi, que tem em Fernando Carvalho seu principal apoiador. Siegmann resumiu toda a situação dizendo que suas diferenças com o mandatário colorado começaram “no seu nascimento”, e disparou contra Luigi, dizendo que “não bate continência” para as estruturas internas.

Julinho Camargo não poderia ter escolhido melhor momento para corrigir os rumos de sua carreira e retornar para o lado azul. Juntamente com toda a comissão técnica vermelha, hoje estaria desempregado. O mau momento vermelho deflagrou as diferenças e o “racha” político existentes dentro do clube, e confirmou a máxima gaúcha de que “nada como um dia após o outro”. Leiam o título da coluna do vizinho na semana passada e entenderão do que estou falando.

Fernando Zuchetto Maisonnave
Sócio Patrimonial desde 2002
Gremista desde 1981