sábado, abril 28, 2012

ANO VI - NUMERO 270



Edição Especial Pré Gre-Nal 392




MUITA TRANSPIRAÇÃO, POUCA INSPIRAÇÃO


O jogo de quarta-feira no Beira Rio, entre INTERNACIONAL e Fluminense, teve placar justo à proposta dos dois treinadores. A. Braga, querendo decidir no Rio de Janeiro, veio fechado e cauteloso. E até tinha razões para fazê-lo. No Engenhão, podem esperar o time de Abelão no tradicional "vamos para dentro deles!", marca do corajoso treinador. Agora, Dorival Jr. não tinha motivo algum para ser cauteloso e prudente. Pelo contrário, precisava vencer o adversário em seus domínios para levar vantagem à Capital carioca. Mais uma vez, os discursos ao final do jogo não condizem com a realidade. O empate em 0x0 não trouxe vantagem alguma ao Colorado. Era no Beira Rio que tínhamos de fazer vantagem. E vantagem só se adquire com vitória. Por isso, os 45 minutos desperdiçados na etapa inicial não se justificam. A falta de ambição de Dorival pode custar caro.    


OBVIEDADES - Libertadores


Dagoberto e Kleber foram para o jogo sem condições ideais. E não é momento para escalar quem não estiver com 100% de condições de jogo. Com 3 volantes não há criatividade na meia cancha. Assim como cabras não voam, Tinga não é, nunca foi e nunca será meia atacante. Com Damião isolado no ataque, Datolo atuando como meia armador, Tinga de ponta de lança e os dois laterais presos na marcação, tínhamos o 0 como placar óbvio para o INTERNACIONAL. Nossa sorte é que Abelão foi cauteloso e quis levar o empate para o Rio de Janeiro.


CLÁSSICO 


Novamente estamos diante de uma meia semana gNAL (nem semanas gNAIS não há mais como antigamente). O noticiário dá conta da escalação de três volantes novamente. Imprensa dá a vizinhança por favorita, diante dos desfalques Colorados. Eu colocaria João Paulo no lugar de Tinga, até para recompor o quadrado da meia cancha. Jogaria com o General Bolivar na lateral direita, com certeza. Ficaríamos com Elton, Tinga, Jajá e Jô como boas opções no banco de reservas. Mas o time divulgado terá Muriel, Elton, Moledo, Indio, Fabricio; Guinazu, Sandro S., Tinga e Datolo; Gilberto e Damião. Bueno, que seja colocada mais uma taça no armário vermelho!


OSCAR I


Tribunal Superior do Trabalho deferiu liminar em habeas corpus, liberando o atleta Oscar para trabalhar no lugar que lhe aprouver. O Relator da medida, Ministro Caputo Bastos, afirmou que "a obrigatoriedade da prestação de serviços a determinado empregador nos remete aos tempos de escravidão e servidão, épocas incompatíveis com a existência do Direito do Trabalho, nas quais não havia a subordinação jurídica daquele que trabalhava, mas sim a sua sujeição pessoal."

OSCAR II

O ministro Caputo Bastos ainda alertou que, qualquer que seja a decisão na ação entre Oscar e o São Paulo, ela "jamais poderá impor ao trabalhador o dever de empregar sua mão de obra a empregador ou em local que não deseje, sob pena de grave ofensa aos princípios da liberdade e da dignidade da pessoa humana e da autonomia da vontade, em torno dos quais é construído todo o ordenamento jurídico pátrio".


OSCAR III

Confirma-se o que foi dito aqui neste espaço, em 12.fevereiro: "Caso mantida a atual situação de vitória do clube paulista, a solução para o impasse, após o trânsito em julgado da decisão a ser tomada em Brasília, nos julgamentos cabíveis perante o TST (o que demandará não menos do que 2 ou 3 anos), trará como consequência máxima ao INTERNACIONAL o desembolso de algum montante como forma de auxiliar o jogador Oscar (pois, repita-se, o INTERNACIONAL não é parte do processo - o condenado será o jogador) a ressarcir ao São Paulo. Voltar a jogar no São Paulo, com certeza, Oscar não voltará." (coluna n. 262)

BEIRA RIO

Foi a primeira partida que assisti no Gigante depois do reinício das obras. E a sensação não foi das melhores. Faltava alguma coisa. Com torcida em apenas metade do estádio (as sociais já estão vazias) o grito não ressoa da mesma maneira. Não que o torcedor estivesse menos animado ou tenha deixado de participar. Mas o fato é que, com obras, o Gigante não é o mesmo caldeirão. A diretoria do INTERNACIONAL precisa, com urgência, traçar um plano para que tenhamos o Beira Rio de volta, inteiro, com a maior brevidade possível. Seria interessante fechar no dia seguinte ao término do Nacional e reabrir só com a obra concluída. Nem que para isso tenhamos de disputar o Gauchão 2013 no Passo D'Areia ou em outro local. 




RÁPIDAS

Lesões musculares são, sempre, consequência da preparação física;

INTERNACIONAL precisa rever sua preparação física, porque o departamento médico não tem mais lugares disponíveis;

D'Alessandro, Kleber e Dagoberto regressaram de lesão e não aguentaram 45 minutos em campo.

Algo está errado!

Intervenção da diretoria no trabalho de Dorival está cada dia mais evidente. Treinador está com os dias contados no Beira Rio e, a cada partida, dependerá mais dos resultados.

Decisão da Taça Farroupilha. 


Árbitro da partida será o M. Chagas. Para quem não lembra, é o mesmo cidadão que concedeu 8 minutos de descontos (até que a pijamada empatasse) na disputa da final da Taça Piratini 2011 entre a vizinhança e o Caxias.


Todo cuidado, portanto, será pouco!


Mentiu pro tio, contou pro vô, a casa caiu, a cobra fumou! 

TODOS OS CAMINHOS LEVARÃO AO GIGANTE DA BEIRA RIO...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio



sexta-feira, abril 20, 2012

ANO VI - NUMERO 269

NO SUFOCO!



Não há como tecer comentários sobre Juan Aurich 1x0 INTERNACIONAL. Apenas três breves notas. Primeiro, a Conmebol não pode permitir que uma partida de Copa Libertadores seja disputada em tapete. Dois, o jogo foi um dos mais varzeanos da História Colorada. E, finalmente, o INTERNACIONAL não pode perder para um time tão ruim. Voltamos do Peru com a pior campanha entre as equipes classificadas. No sufoco, torcendo para o Santos, jogando de azul (?), vencer boliviano (bah!). Não era o que esperávamos, claro. Mas é preciso considerar que a fase de classificação foi bastante conturbada, com sérios contratempos para Dorival. Chegamos a atuar com a meia cancha reserva, diante das ausências de Oscar, D' Alessandro e Guinazu. O importante é a classificação. Até porque, quem acompanha futebol sabe que, daqui por diante, inicia uma nova competição.

QUE VENHA O FLU!


Será um duelo muito complicado diante dos cariocas. Não pela tradição do adversário e muito menos por algum temor em relação à campanha realizada pelo adversário na classificatória. O último time de melhor campanha na primeira fase que levantou o caneco foi o River Plate, no distante ano de 1996 (aquele timaço de E. Francescolli, Alzamendi e H. Crespo). Meu maior temor tem relação ao patrão da casa mata inimiga. A. Braga é um treinador ousado e que conhece a competição. Não será fácil bater o Abelão e seu fiel escudeiro Edinho. O primeiro confronto já acontece na próxima quarta-feira. Dorival e o torcedor Colorado tem motivos de sobre para se preocupar. Mas é aquela história. Quem almeja título não pode escolher adversário. Então, que venha o Flu!


CASO OSCAR I

Mais uma decisão negativa no curso dessa semana. Oscar continua impedido de atuar. O indeferimento da liminar na medida cautelar proposta perante o Tribunal Superior do Trabalho (TST) não abordou o mérito da causa e se baseou apenas em questões processuais (não esgotamento da instância ordinária - leia-se no âmbito do Tribunal Regional de São Paulo). Mantenho minha posição. Oscar tem razão em seus pleitos e deve vencer a causa no TST. O grande problema é aguardar o moroso trâmite do feito para voltar a atuar. 

CASO OSCAR II

Sejamos realistas. O São Paulo deve protelar ao máximo o andamento do feito no âmbito do TRT paulista. Trata-se de estratégia jurídica óbvia. Mesmo que esgotada a via ordinária, ainda será preciso obter provimento liminar no TST que libere o atleta para atuar. O julgamento definitivo da questão por uma das Turmas julgadoras do Tribunal Superior não acontece antes de 6 meses. Então, parece-me evidente que o INTERNACIONAL deve contratar um jogador para preencher a vaga de Oscar, se quiser conquistar a Taça Libertadores.

CAMISAS

Palmeiras de verde limão. Vasco da Gama de azul e cruz de malta branca. Fluminense de laranja. Flamengo de azul e amarelo. Santos de azul celeste. Corinthians de roxo. O Goiás com um uniforme horroroso, mesclando as cores da seleção brasileira. Justificam por questões do marketing e de visibilidade da marca. A meu ver, é muita falta de identidade. Vida longa ao rubro da camisa Colorada!

RÁPIDAS

40 mil "carboneros" compareceram à despedida do Peñarol da Libertadores. Já eliminado da Copa, os uruguaios bateram o Godoy Cruz, de Mendoza-ARG, por 4x2. Uma bela demonstração de amor ao clube.

Obras no Gigante da Beira Rio a todo vapor (clique e confira). 


Bolivar falhou feito no golo dos peruanos. 

Bahia do Falcão jogando o fino da bola na Copa Brasil. 

Bahia que é o time de melhor ataque do futebol brasileiro em 2012.

Seria ótimo ver o time do Bola Bola atravessar o caminho da pijamada.


A Conmebol confirmou as datas e horários dos jogos das oitavas de final da Libertadores. O Inter enfrentará o Fluminense já na próxima quarta-feira, dia 25 de abril, às 21h50, no Beira-Rio. A partida de volta ocorrerá no dia 10 de maio, às 22h, no Engenhão, no Rio de Janeiro.


Blog Arquibancada Colorada rendeu justa homenagem a Valdomiro (clique e confira). 

INTERNACIONAL x Veranópolis. Rumo a Final do 2o turno.


Dagoberto volta de lesão e já está a disposição de Dorival.

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

domingo, abril 15, 2012

AO MESTRE, COM CARINHO!


Morreu na madrugada deste sábado o comentarista esportivo Cláudio José Quintana Cabral, que atuava na Rádio Bandeirantes, em Porto Alegre. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia da Capital. O sepultamento do corpo está marcado para às 17h30min, no Cemitério São Miguel e Almas. O velório ocorre na Capela B do mesmo cemitério.


Filho do cronista esportivo Cid Pinheiro Cabral, o jornalista era formado em Ciências Políticas e Econômicas. Trabalhou na Agência France Press (AFP) e foi diretor do Sport Club Internacional.


Difícil assimilar a perda do Mestre. Mais difícil ainda será enfrentar as manhãs sem o "Falei e assino embaixo" nosso de cada comentário do meio dia. O Mestre era mais do que um comentarista; era alguém que nos acompanhava a todos os jogos.


Confira a homenagem de Luiz Carlos Reche ao Mestre Cabral:


"Irreverente. Polêmico. Inteligante. Sagaz. Culto. Bom colega. Excelente contador de histórias. Baita comentarista. Este era Cláudio Cabral. Colorado, mas não oficialista. Pelo contrário, crítico. Deixa saudades. E uma enorme lacuna na Rádio e TV Bandeirantes. Tentei contratar Cabral há 4 anos,almocei com ele no Tropo Bene do rua da Praia Shopping, mas faltou o acerto financeiro. Olha aqui, oh! Isto só vamos ouvir no céu. Vai com Deus amigo Cabral."

quarta-feira, abril 04, 2012

ANO VI - NUMERO 268

ESSE JOVEM DE 103 ANOS

Quando o conheci já tinha mais 70, casa própria, armários abarrotados. Mas conservava o espírito jovem e desbravador. A busca pelo desconhecido sempre esteve em suas entranhas. Estive junto com esse jovem nos seus momentos mais difíceis, de penúria e derrotas amargas. Mas sempre tivemos certeza, todos nós Colorados, que é na dificuldade que se deve abraçar o irmão e o parceiro. Os dias terríveis ficaram para trás, mas daqueles dias nós Colorados jamais esqueceremos. Foram naqueles dias que semeamos todas as glórias colhidas nos anos recentes. Quem viveu as décadas de 80 e 90 merece cantar, Ô INTERNACIONAL, QUE EU VIVO A EXALTAR!!! Dia 4 de abril é sempre "o dia" do ano; dia de recordar façanhas, empreitadas, tardes e noites de Gigante da Beira Rio. Ou de estar lá dentro do nosso Caldeirão, como faremos hoje... Comemorar o aniversário no meio de uma peleia é ainda melhor. Afinal de contas, gaúcho que é gaúcho nunca foge da peleia... VAMOS QUE VAMOS MEU INTER!

GAUCHÃO

A tarde de domingo foi dessas de amaldiçoar o campeonato gaúcho. E olha que sempre fui um defensor do certame. Gosto da disputa local. Mas é brabo! Do jeito que está não pode continuar. Abrir o Gigante para uma partida "murrinha" e que não valia nada, como foi o "modorrento" 1x0 sobre o Canoas, não se justifica. É preciso que a Federação reestruture a competição. A começar pela fôrmula. Não se pode conceber um Gauchão com mais do que 10 clubes.

LIBERTADORES I

Escrevi após o empate com gosto de vitória de La Paz que aquele episódio tinha "cheiro" de campeão. Buscar um empate, na casa do inimigo, e sob os efeitos da altitude, não é fácil e revela a força de um time. E a partida de hoje, diante do Santos, é outro capítulo para que o time prove sua determinação; mais do que isso, para que o grupo afirme sua condição de postulante ao título.

LIBERTADORES II

Com tantos desfalques importantes, o que menos importa hoje é o onze inicial e o sistema tático proposto por Dorival. Perdemos os pensadores e o pulmão do time. Sobrou a força da camisa e o torcedor. Todo noticiário da semana indica que repetiremos no Beira Rio o maldito esquema de três volantes que já nos custou a derrota na Vila Belmiro. E, diante desse noticiário, sou obrigado a me apegar na força da camisa e no grito da torcida. Mais do que nunca, Ruas de Fogo e a mística do Manto Vermelho serão fundamentais nesse episódio que pode ser marcante na caminhada do Tricampeonato

S. M. Ricci

Acho o Muricy um pouco fanfarrão. Mas no episódio da indicação do árbitro S. M. Ricci, tenho de concordar com o treinador do Santos. Por que, dentre tantos nomes capazes, indicar justamente um árbitro que teve discussão judicial com um jogador de um dos times envolvidos em tão importante partida? As vezes tenho a impressão de que os diretores de arbitragem agem para provocar polêmicas e noticiários. Não é possível! Seria tão fácil evitar toda essa polêmica.

DORIVALITE I


O longo período de trabalho já permite fazer juízo sobre o trabalho de Dorival. Aliás, já o fiz na última coluna, condenando a constrangedora mesmisse tática a que estamos submetidos. Na ausência de nomes para compor o 4-2-3-1, a única solução proposta é o malfadado sistema com 3 volantes. P. Guardiola, diante de desfalques, promoveu, contra o todo poderoso Milan, nas 4a. de final da Champions, o "debu" do desconhecido Cuenca. O jovem teve bela atuação pelo flanco esquerdo. Por que Dorival não pode escalar João Paulo ao lado de Datolo ao invés do 3o volante ? Por que não pode criar um lado esquerdo com Kleber e Fabrício ? E por que não ousar com Dagoberto, Damião e Gilberto desde o começo da partida?

DORIVALITE II

A não ser que tenhamos uma daquelas gratas surpresas e que todo noticiário da semana seja contrariado (o que hoje me parece algo totalmente descartado), Dorival repetirá dois erros que levaram à derrota na Vila Belmiro. Primeiro a repetição do sistema com 3 volantes. E, por favor, parem com essa história de que o Tinga é um jogador com mobilidade e que pode desempenhar uma das funções ofensivas da meia cancha. O segundo erro grave é respeitar em demasia o adversário. Todas as declarações que antecedem a peleia contra o Santos, como aconteceu nos dias que antecederam o confronto da Vila Belmiro, demonstram preocupações exclusivas com o "defender" e com o "evitar" o efeito Neymar. Um clube grande e que postula títulos não pode temer adversários!


RÁPIDAS

A mesmisse tática e a covardia de Dorival Jr. fazem o torcedor Colorado sentir saudades do Abelão.

Quem duvida que hoje Abelão iria "para o meio" do Muricy, escalando 3 atacantes ?

Falei acima de Milan x Barcelona... Será que a diretoria do timeco da azenha assistiu a esta partida ? O que se chama de violência no campeonato gaúcho é carinho diante dos lances ríspidos verificados na partida dos dois gigantes europeus.

João Paulo e Jajá perderam a chance de se consagrar domingo contra o Canoas. Era jogo para se lavarem em cima de um adversário fraco. Nada fizeram e terminaram substituídos.

Jajá mostrou, inclusive, falta de empenho; irritante.

Com a camisa vermelha e a cachaça na mão, o Gigante te espera, VAI COMEÇAR A FESTA...

Que venha o Santos do Muricy...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

quinta-feira, março 29, 2012

ANO VI - Numero 267

ÓBVIO ULULANTE

Assinado o contrato com a A. Gutierrez. A Copa do Mundo será no Gigante da Beira Rio. Alguma novidade ? Talvez apenas para Odone's, Cacalo's, Pelaipe's e leitores assíduos dos periódicos da rede baita sol. O INTERNACIONAL foi a La Paz e de lá voltou com um empate que praticamente garante sua vaga na próxima fase da Taça Libertadores. Alguma novidade ? Talvez para aqueles que, após a derrota em Santos tentaram criar um clima de crise e tensão no Beira Rio. Uma decisão judicial do Tribunal do Trabalho paulista determinou à Casa Bandida do Futebol que revigorasse o contrato entre Oscar e o São Paulo, fazendo com que o INTERNACIONAL esteja privado, por alguns dias, da utilização do jovem jogador. Alguma novidade ? Talvez para os que são neófitos em futebol e que não conhecem e nunca ouviram falar do que é capaz a MÁFIA PAULISTA DO FUTEBOL.

OSCAR

A decisão do Tribunal paulista deve ser reformada no recurso que será encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho. A grande questão, para o Colorado, é o prejuízo em aguardar tal decisão (que leva, no mínimo, um ano para ser proferida e publicada no diário oficial). Em juridiquês, falaríamos no "periculum in mora". Os prejuízos para o jovem Oscar são ainda maiores. Ficará impossibilitado de exercer sua profissão enquanto aguarda a solução do litígio e, por consequência, verá o sonho de fazer parte da seleção olímpica virar pó. No âmbito jurídico, a liberação de Oscar é algo eminente. Só precisamos tirar o caso da jurisdição da Máfia Paulista.

LA PAZ I

O empate contra o Strongest teve sabor de vitória. Primeiro pelo golo anotado no final da partida. E também pelos terríveis efeitos da altitude de mais de 4.000 metros sobre os atletas. Na segunda etapa não acertávamos mais do que 2 ou 3 passes consecutivos. Foi difícil criar e terrível aguentar a pressão do adversário. Até que Nei cruzou para área e Gilberto anotou aquele que pode ser um golo simbólico nessa campanha do tricampeonato.

LA PAZ II

Foi um tento com cheiro de campeão. Justo Nei que reeditava, na Bolívia, seus piores momentos. Foi uma atuação horrorosa do lateral, que falhou em todos os lances na defesa. Má colocação e incrível dificuldade na marcação do avante adversário, foram as marcas de Nei. Mas, com cheiro de campeão, foi dele o cruzamento para o golo do empate com sabor de vitória.

LA PAZ III

"Quem não conhece La Paz insiste em dizer que altitude não influencia. Ou muda pouco. Como não? Um time ruim como o The Strongest só tem 7 pontos por jogar lá. Em La Paz é ruim de andar. Que dirá correr. Lá, a Argentina tomou seis da Bolívia. O Santos perdeu, recentemente, e o Atlético Paranaense ganhava de 5 a 1 e cedeu empate em 5 a 5." (L. C. Reche - Correio do Povo - domingo, 25.março)

VIOLÊNCIA I

A gritaria que a turma da azenha fez depois da rodada de domingo; mais especificamente após a confirmação da grave lesão do Gladiador, foi algo que entra para a história do futebol gaúcho. Kleber se lesionou num lance normal de jogo, sem nenhum tipo de violência por parte do jogador do Cruzeiro. As acusações da dupla Odone-Pelaipe, que encontrou ressonância na pijamada, foram despropositadas e escancararam o desespero dessa gente que há décadas não sabe o que é levantar uma taça.

VIOLÊNCIA II

Para deixar ainda mais despropositados os reclamos da dupla da piada pronta do futebol gaúcho, veio na quarta-feira seguinte à lesão de Kleber a partida entre Milan e Barcelona. Messi apanhou mais do que galo em rinha. Levou butinaço dos italianos de tudo que é jeito; até uma voadora do Nesta sofreu. E não se ouviu sequer uma reclamação. Messi caia e levantava, como se nada tivesse acontecido. O que diria a dupla Odone-Pelaipe se dirigisse o time da catalunha ?


OPÇÕES TÁTICAS

Algo que incomoda em Dorival Jr. é a falta de mudanças táticas. Em regra, jogamos com o estapafúrdio esquema de "1" homem isolado no ataque e 3 meias (até Dagoberto, como denunciei na última coluna, anda atuando na meia ao invés de fazer companhia a Damião na dianteira). E quando faltam meias a opção é escalar um terceiro volante. E nem preciso dizer o que isso acarreta. Na última vez que se optou pelos três volantes levamos uma surra do Santos. Um técnico considerado de ponta não deveria treinar e colocar em práticas outras opções e variações táticas ? Há quanto tempo não se vê o Colorado com 3 atacantes (dois pontas abertos) ? Por que não colocar Dagoberto na direita e Fabrício no flanco esquerdo com Damião centralizado ? E por que não utilizar um esquema com Kleber e Fabrício trabalhando juntos pelo lado esquerdo ? A mesmisse tática de Dorival Jr. é constrangedora!

RÁPIDAS

D'Alessandro teve sua lesão agravada. Desfalque dos desfalques.

A sorte é que J Datolo a cada dia mostra mais futebol.

Na ausência de Oscar, é João Paulo e mais dez. Deixem o guri jogar!

O Sr. Menezes declarou que já tem uma base para a Copa 2014. Alguém sabe qual é ?

Bueno, eu jurei que não criticaria mais, que serei um torcedor, haja o que houver. P'ra frente Brasil!

Na próxima semana, o prato principal da festa de 103 anos será INTERNACIONAL x Santos.

Jogaço para lotar o Gigante da Beira Rio.

TODOS OS CAMINHOS LEVERÃO AO GIGANTE DA BEIRA RIO...

Os Meninos da Vila que se preparem!

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

quinta-feira, março 15, 2012

ANO VI - Numero 266

AINDA FALTA ALGUMA COISA

A goleada sobre o The Strongest reafirmou a condição de favorito do INTERNACIONAL. Devolveu a liderança e a confiança ao torcedor. Damião foi outro que reencontrou sua confiança ao marcar três tentos. Mas sai do Beira Rio achando que falta alguma coisa ainda para acreditar que esse time do Dorival chegará às finais da competição. As sequelas da derrota para o Santos (e, especialmente, das declarações e posturas adotadas pela direção e comissão técnica naquela semana) foram perversas. O INTERNACIONAL foi a Santos como um time pequeno; e essa postura é incompatível com o desejo de conquitar a Taça Libertadores. Dentro de campo, parece-me que falta mecânica de jogo. O que é preocupante, tendo em vista que Dorival está há quase um ano no Beira Rio e com o mesmo grupo de trabalho. Os lances de gol são produzidos em lampejos individuais ou na combinação de lampejos. São raros os golos construídos em decorrência de jogadas treinadas. Aliás, pode-se dizer que o time não possui um sistema de jogadas ofensivas padronizadas. O que também é incompatível com o desejo de conquistar a Taça Libertadores.

VITÓRIA E TRÊS PONTOS

Foi importante vencer o time boliviano com placar dilatado. Quero crer que o adversário teve uma noite infeliz e que teremos maiores dificuldades no confronto de La Paz. Afinal, com esse futebol apresentado os bolivianos estariam lutando pelo rebaixamento no Campeonato Gaucho. Datolo e Oscar foram os nomes do jogo, organizando todas as ações ofensivas de perigo. Damião desencantou de vez. Guinazu e Tinga mostraram, mais uma vez, que formam a melhor dupla de volantes de nosso plantel (embora Tinga estivesse, nitidamente, sem ritmo de jogo). Índio e Moledo não foram exigidos. E os laterais tiveram atuações timidas, especialmente Kleber.

DAGOBERTO

Dagoberto me parece um pouco travado. Mais do que isso, parece emburrado com a função que Dorival lhe confere. Ao invés de formar dupla de ataque com Damião, o treinador lhe obriga a atuar como um dos 3 meias avançados. Ficou nítido, na partida, que Dagoberto não gosta de atuar recuado. Primeiro no início da partida quando jogou ao lado de Damião. E assim atuando anotou um golaço. E, depois, num lance quase ao final da partida, quando se juntou a Damião na pressão da saída de bola adversária e levou um "pito" de Dorival por "prejudicar" (na visão do treinador) a tal de linha de 3 meias

OPERAÇÃO LA PAZ

Leio que o INTERNACIONAL organizou uma mega operação para a viagem a La Paz, aonde enfrentaremos, na próxima semana, o jogo de volta contra o Strongest. Diz a matéria que até tubos de oxigênio serão levados à Bolívia, entre outras tantas precauções. O INTERNACIONAL já enfrentou, em diversas ocasiões, os temíveis efeitos da altitude. E sempre se saiu bem. Nas conquistas de 2006 e 2010 vencemos duelos na altitude. Parece-me que é um assunto que não causa mais arrepios. E, por isso, também não deveria render reportagens.

OBRAS I

Nada mudou depois da turbulenta semana que envolveu nota oficial da AG, desmentidos do Banrisul e puxão de orelhas do Planalto. A AG continua a pressionar o INTERNACIONAL para levar mais vantagens do negócio. Tenho dito e reafirmo, a empreiteira maldita se arrependeu dos termos em que estabelecida a avença e quer morder algo a mais.

OBRAS II

É bem provável que o INTERNACIONAL pressionado de todos os lados, venha a ceder à exigências. Afinal de contas, o nome da instituição é que está em jogo. E a rivalidade da aldeia também. O melhor seria mandar a empreiteira maldita às favas, dizer à Comitê da Copa que o Beira Rio está fora, realizar a obra com recursos próprios e acionar a AG para reaver todos os prejuízos decorrentes. Em tempo: indenização a ser pleiteada contra a empreiteira na justiça, por certo, cobriria obras do estádio.


RAPIDAS

Vitória na Bolívia trará grande tranquilidade ao INTERNACIONAL e praticamente garantirá classificação à fase final da Libertadores.

Mais do que isso, poderá nos conferir o direito de até mesmo empatar com o Santos, aqui no Beira Rio, na disputa pela primeira colocação da chave.

Esqueci de comentar na última semana. Mas o que foi a tirada de corpo do Bolatti; decisiva para que Neymar iniciasse o lance que terminou no 3o golo do Santos na Vila Belmiro ?

Bolatti que a cada partida cai mais em meu conceito.

Vou perguntar até que me respondam: aonde estão aqueles que disseram que o Oscar regressaria ao São Paulo ?

R. Teixeira renunciou. Mas algo me diz que nada muda. Pemaneceremos com nosso futebol submetido aos mandos e desmandos da Casa Bandida do Futebol

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

sexta-feira, março 09, 2012

Ano VI - Numero 265

CRONICA DA MORTE ANUNCIADA

É fácil escrever depois da derrota e criticar Dorival Jr. pela escalação da equipe, por deixar Dagoberto no banco de reservas e, especialmente, pela escalação de três volantes. Mas nesse quesito coloco a cabeça no travesseiro e durmo tranquilo. Quem lê o blog com fluência sabe que há 6 anos critico o maldito esquema com três volantes. A derrota do INTERNACIONAL em Santos foi praticamente a crônica de uma morte anunciada. Não só pela escalação do time, mas sobretudo pela declarações durante a semana, de respeito exacerbado ao adversário. É claro que o Santos possui um grande time e é merecedor de respeito. Mas o INTERNACIONAL, com o time e a folha salarial que ostenta, não pode se comportar como um time do interior gaúcho quando vem à Capital enfrentar a dupla gNAL.

A HORA DE PERDER

Perder nunca é bom. Ainda mais nas circunstâncias da partida de ontem, quando fomos literalmente alvos de um baile do Neymar. Mas se havia um momento para perder alguma partida nessa Copa Libertadores, esse momento era a noite de ontem. A derrota não trará maiores consequências na classificação final do grupo (se confirmarmos a campanha até o final da fase classificatória, com vitórias em casa e no mínimo empates como visitante). Caso nada saia dos trilhos, finalizamos a classificatória com 11 pontos. Na pior das hipóteses, com duas derrotas fora de casa faríamos 9 pontos (mas é difícil até mesmo cogitar de uma derrota para o Juan Aurich no Peru). Enfim, perdemos quando podíamos perder. O importante é que a derrota deixe lições.

LIÇÕES

O problema é que, infelizmente, as derrotas nunca deixam lições à diretoria de futebol do INTERNACIONAL. Tanto é assim que há 6 anos critico, aqui neste espaço, a utilização do maldito sistema com três volantes. A propósito, Dorival já declarou, em diversas oportunidades, sua preferência pelo esquema 4-4-2 ortodoxo (ou 4-2-2-2). É por isso que algo me diz que a escalação de 3 volantes, na Vila Belmiro, tem o dedo da diretoria. Quem sempre defendeu a utilização desse esquema, em jogos complicados, fora de casa, aliás, foi F. Carvalho.

DUPLA DE ZAGA

Olha, pode até ter sido penalty do Indio sobre o Borges; o Moledo pode até ter falhado nos dois golos em alta velocidade do Neymar, mas a meu ver ficou nítido que Dorival além de escalar mal o time também contribuiu, e muito, para a derrota ao posicionar mal seu sistema defensivo. Não é preciso conhecer muito futebol para saber que quando se enfrenta uma equipe com atacantes rápidos, a primeira providência a ser adotada é fechar espaços. E para fechar espaços é preciso posicionar defensores perto do gol (ou da área defensiva). Os dois golos de Neymar só foram possíveis porque o sistema defensivo tinha posição muito alta (perto da linha de meio campo), quando deveria estar baixo (mais próximo à linha de fundo). Moledo e Índio não estiveram bem, mas não vou crucificá-los e nem ser definitivo. Continuo acreditando que não há, no país, dupla de zaga melhor do que a nossa.

FORA DORIVAL! I

Já há disseminado em todos os meios e esquinas do Estado movimentos pedindo a cabeça de Dorival Jr. Entendo que as derrotas do clássico gNAL e diante do Santos foram graves, especialmente diante da postura conformista de Dorival. Enquanto perdíamos na Vila Belmiro, o Fluminense do Abelão foi à Bombonera com 3 avantes e voltou de Buenos Aires com uma vitória importante na bagagem. O que mais me preocupa em Dorival é exatamente esse conformismo e a falta de coragem para mudar as estruturas de time. Tenho certeza de que na Era Dorival nunca houve sequer um treinamento com 3 atacantes, com 2 jogadores atuando como pontas abertos. Mas, ao mesmo tempo, fico a "ruminar", com o Abelão em alta no Flu e mais do que seguro nas Laranjeiras, quem poderíamos trazer para substituir o nosso treinador ?

FORA DORIVAL! II

Agora, mais preocupante do que a derrota em Santos é esse episódio desencadeado pelas declarações do treinador, que deixam no ar uma hipótese de problemas disciplinares com Tinga, João Paulo e Dagoberto. Do saite do Correio do Povo extraio que "no aeroporto Salgado Filho, Tinga e Dagoberto evitaram tocar no assunto. enquanto o atacante não falou nada nos microfones – apenas disse que não tinha nenhum problema físico –, Tinga afirmou: "Eu não sei nem o que está acontecendo". Olha aqui ô, muito preocupante. Perder é do jogo, faz parte da trajetória de qualquer campanha vitoriosa. O que não podemos é perder o fio da meada, como diria meu avô Porto.

Nunca houve Plano B

Com a licença do amigo Reche, transcrevo de sua coluna de domingo:

Fabricação. A Fifa nunca trabalha com Plano B dentro de uma mesma cidade. Ela parte do princípio que o que está acordado vai vigorar e pronto. Porto Alegre, pelo seu grenalismo (neologismo que criamos para caracterizar a briga Gre-Nal), criou a ideia de que poderia ser a Arena a sede do Rio Grande do Sul. E por outros interesses que vão além de nossa vã filosofia. Uma empresa de comunicação alimentou esta história. E o Grêmio (que está na dele) acreditou. Chegaram a usar o assessor de imprensa da CBF, que deve ter brincado com o repórter, como fonte desta possibilidade. Lamentável. Velaram o Inter sem ele ter morrido. Que sirva de lição. Desejo não é notícia. A Andrade Gutierrez, contra a sua vontade ou não, vai fazer a obra. E se houve tanta celeuma é porque é bom negócio para o Inter. E se é, parabéns a Giovani Luigi. (L. C. Reche, coluna dominical do Correio do Povo)



RÁPIDAS

Olha aqui ô, nessa queda de braço entre Dorival e os atletas Dagoberto e Tinga, parece-me evidente que a razão está ao lado dos atletas, cuja preterição na equipe titular não encontra justificativas.

O Inter esperou meses por Dagoberto, gastou uma fortuna para ter o atacante, que desembarcou no Beira-Rio como a maior contratação da temporada. Dagoberto foi preterido pelo volante Élton e acabou sendo a terceira opção na decisiva partida contra o Santos. (blog do Hiltor Mombach - Correio do Povo)

Homens da FIFA estiveram em Porto Alegre e disseram que obra do Beira Rio estão dentro do cronograma.

Para desespero da rede baita sol, que terá de manter na gaveta, por mais alguns meses, seus factóides.

R. Teixeira se licenciou por 30 dias da Presidência da CBF.

A quem está a comemorar o fato, gostaria de lembrar que o Sr. Teixeira já utilizou dessa artimanha há alguns anos atrás, quando era alvo de investigações na CPI do Futebol no Congresso.

Pelaipe e Luxa. Essa dupla tem tudo a ver com a turma do DNA Arrogante.

Enquanto isso, na Copa do Brasil, Juventude, Ceará e até o ABC de Natal garantiram classificação antecipada por vencer adversários por mais de dois golos de vantagem.

E a pijamada suou sangue para vencer, no último minuto, o River Plate de Sergipe, patrocinado pelo Calcinha Preta... bah!

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

terça-feira, fevereiro 28, 2012

ANO VI - Numero 264

Edição Especial pós Gre-Nal 391
PUXARAM O TAPETE DA PIJAMADA

O futebol pune dentro de campo. O INTERNACIONAL entrou em campo no clássico gNAL 391 como se pudesse vencer o adversário a qualquer momento. Deixou o inimigo tomar conta da meia cancha durante praticamente toda a partida. Vi soberba no Colorado! E a vizinhança, com superação, marcação avançada e preenchimento integral de espaços mereceu a vitória. Incontestável (embora ficasse mais digno se a rede baita sol - órgào de imprensa oficial do lado azul - tivesse incluído o lance de penalidade acontecido no último ataque da partida em seus compactos do confronto). Mas, como eu disse, o futebol pune dentro de campo. Classificado às finais no tapetão, o vizinho assistiu seu time ser superado pelo Caxias, de ótima campanha dentro das quatro linhas. Novo Hamburgo x Caxias, os dois melhores times da fase classificatória, junto com o Cruzeiro, farão a final mais justa para a Taça Piratini. Vitória do futebol sobre a picaretagem dos bastidores.

Em tempo: ao final da partida em Caxias o microfone é direcionado ao Presidente do Caxias que desabafa: "Nós estávamos com esse grito entalado desde o ano passado". Referia-se ao episódio em que o árbitro M. Chagas concedera 8 minutos de descontos, até o time do vizinho empatar o jogo e levar a decisão às penalidades, na Taça Piratini de 2011. O futebol pune dentro das quatro linhas vizinho! Puxaram o teu tapetão...

SIMPLIFICAR, SEMPRE!

Vitória da vizinhança no clássico é a prova cabal de que, no futebol, a simplificação sempre é o melhor caminho. INTERNACIONAL entrou em campo com lateral direito improvisado e duas mudanças na meia cancha. Ao invés de simplesmente substituir Guinazu - lesionado - por Sandro S., Dorival trocou Bolatti de posição (da cabeça de área para a segunda função) e escalou Sandro na primeira função. O resultado foi catastrófico. A meia cancha não funcionou. O lance do segundo golo tricolor é a prova; Moledo deu combate na intermediária e deixou a sua posição livre para a oportuna entrada do avante adversário. O time do vizinho sim fez o certo. Roger escalou um time sem invenções, simples, e com muita determinação e combate. Talvez porque Roger ainda não seja um técnico (por profissão). Infelizmente, é da índole dos técnicos complicar, inventar, destruir bons sistemas de jogo.

GUINAZU

Fez muita falta a presença de Guinazu na meia cancha. Bolatti fora de posição é um desastre completo. Foi um espectador de luxo do clássico. Sandro S. mostrou muito esforço e combate, mas não é jogador de primeira linha; serve no máximo como um bom reserva neste grupo do INTERNACIONAL. E ainda teve uns 'doutos' aqui da Aldeia que taxaram "Cholo" de ex-jogador há algum tempo. São os mesmos, aliás, que há cerca de 3 anos dizem que Índio é ex-jogador.

IMPRENSA PAMPEANA I

O tempo é um turbilhão, que tritura notícias e acontecimentos. E aqui nos pagos a coisa ganha proporções inigualáveis em qualquer outra parte do mundo. Há uma semana Oscar era o assunto da hora. Hoje não se fala mais no assunto. O factóide em torno da possibilidade de "la arenita del humaitá" ser o palco dos jogos do Mundial/14 em Porto Alegre (criado, diga-se, pelo órgão de imprensa oficial azul (a rede baita sol) ganhou todas as páginas e debates possíveis. Aonde estão, hoje, aqueles que há três ou quatro dias noticiavam que o INTERNACIONAL perderia pontos se escalasse Oscar no clássico gNAL ?

IMPRENSA PAMPEANA II

Ouvi que a zerora dedicou 5 páginas de uma de suas últimas edições "detonando" o Beira Rio e fomentando o factóide de que "la arenita del humaitá" seria o plano B de nossa Capital-sede. Adianto, ouvi dizer porque me recuso a ler esse jornal. Criar factóides não é fazer jornalismo. E a rede baita sol, há longa data, prefere criá-los do que informar; isso já ficou muito claro àqueles para os quais meia palavra basta. O Ministro do Esporte esteve aqui na semana passada e declarou, para quem estivesse disposto a ouvir, que o Beira Rio é o plano "A" e o plano "B" do Comitê Organizador. A FIFA, em todos pronunciamentos, já orientou no mesmo caminho. Mas aqui, na Aldeia Pampeana, há essa gente que enfrenta as "meias palavras".

EMPREITEIRA MALDITA I

Está mais do que evidente: A. Gutierrez começou a preparar o campinho para pular fora. A Nota publicada nos jornais e o confronto estabelecido com o INTERNACIONAL e o Banrisul são evidencias claras de que a empreiteira se arrependeu do compromisso assumido. Tivesse continuado a tocar a obra no modelo primitivo e o Colorado, certamente, estaria a poucos meses de concluir obras e de cumprir com as exigências da FIFA. Mas vieram as pressões do LOC (o comitê local) e da FIFA. E fomos forçados a firmar parceria com essa maldita empreiteira.

EMPREITEIRA MALDITA II

Foi o LOC, sempre é bom lembrar, que exigiu do INTERNACIONAL firmar parceria com essa empreiteira maldita. Afinal, o bolo das obras do Mundial/14 foi fatiado entre 4 empreiteiras. E apenas a A.G. ficara com 3 obras, diante da até então política do INTERNACIONAL de não se misturar na sujeira e tocar a obra com recursos próprios. Daí por diante todos conhecem a história. O capítulo atual é só mais um nessa novela. Toda a demora na assinatura do contrato só tem um motivo: embora tenha se sujeitado à exigência do LOC, o INTERNACIONAL não vendeu sua alma para o diabo. Consequência, os lucros do negócio não satisfazem a ganância da empreiteira maldita. É isso, nada mais do que isso.

BRASIL-SIL-SIL

Olha aqui ô, larguei. Mudei de postura. Estou em frente ao televisor, com a cervejinha ao lado (adianto aos corneteiros de plantão que me encontro em férias oficiais no trabalho!). Não sou mais crítico do M. Menezes. A última convocação de Ronaldo-inho (e sua escalação com a 10 canarinho) me fizeram refletir. Chega de críticas! Toda a imprensa nacional critica O Sr. Menezes e a Casa Bandida do Futebol e as coisas não mudaram, não mudam e nunca vão mudar. Os interesses financeiros continuarão à frente das convocações. O Capitão Dunga não conseguiu; quem sou eu para seguir nas críticas repetidas e enfadonhas. Mudei. Agora sou torcedor de carteirinha. Até porque, hoje, tem Sandro de cabeça de área e L. Damião na 'centroavância'. Que venha a Bosnia. Vamos lá, Brasil-sil-sil...

RÁPIDAS

Tudo bem, virei torcedor de carteirinha, mas daí a aguentar o Pavão... Aí é demais. Sigo no movimento Cala a Boca Galvão!!! Radinho de pilha nele...

Repito a indagação: Aonde estão os "sabichões" (doutos) da imprensa pampeana, que diziam correr risco o INTERNACIONAL se escalasse Oscar a partir da publicação do acórdão do TRT Paulista ?

Executivos da A. Gutierrez sairam escondidos da imprensa após reunião com diretoria do Banrisul. Por que hein ? EMPREITEIRA MALDITA!

Tinga e Nei já treinam e estão prontos para voltar ao time na partida contra o Santos.

Parece brincadeira, mas não é; dupla Tinga-Nei fez falta ao Colorado no clássico 391.

E por falar em bricadeira, um repórter de rádio declarou que o INTERNACIONAL seria o melhor time da América. Aí começou a brincadeira. Após a derrota no gNAL, a lógica era que o time do vizinho ganharia o posto. Pela lógica, também, no domingo, o Caxias teria ganho o trono de melhor da América.

Será que na 4a feira, após o apito final da decisão da Taça Piratini, o Nóia será o melhor time da América ?

Sábado tem INTERNACIONAL x Ypiranga de Erechim, 21 horas, no Beira Rio.

Não recordo, mas creio que será a primeira vez na vida que vou ao Gigante num sábado a noite. Sorte que a patroa é parceira de ir aos jogos, senão daria confusão.

Duelo contra o Santos na próxima semana deve ser uma das melhores partidas do futebol brasileiro no primeiro semestre.

Partida ganhou colorido especial com a derrota do peixe na Bolívia para o The Strongest.

Com uma vitória o INTERNACIONAL deixaria o inimigo em situação muito complicada, já no início da competição.

Sobre o Profexô Luxa, não vou perder tempo escrevendo. Deixo duas sugestões de leitura encaminhadas pelo amigo Josué, que explicam e retratam muito bem de quem se trata. Cosme Rimoli e Blog do Paulinho.

Rotina da Aldeia: Oscar ficou no Inter, Colorado rumo ao Tricampeonato da Libertadores e Bi Mundial, Copa do Mundo no Estádio Beira Rio... e a vizinhança? continuará a comprar os tablóides da rede baita sol...

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

ANO VI - Numero 263

Edição Especial Gre-Nal 391

O Carnaval e o Tapetão Pampeano

O "391" é um clássico curioso. Não há a tradicional semana gNAL. Entre a definição dos confrontos finais no sábado e os jogos da quarta feira houve o carnaval. O Brasil parou e no Rio Grande as coisas não foram diferentes. Enquanto o Colorado bateu, com facilidade, o Pelotas, escalando o time reserva; os titulares da azenha perderam por 2x1 para o Zequinha. Não houve tempo para repercussões, provocações, polêmicas. O fato é que, em meio ao carnaval, os holofotes se apagaram no Passo D'Areia e no Beira Rio, sábado, com um clássico gNAL marcado para as cinzas. A dupla se matará em peleia válida pelas quartas de final do primeiro turno. Só que, dessa vez, não se pode ter o clássico como final antecipada. Afinal de contas, a vizinhança só chegou à quarta feira de cinzas pela porta dos fundos, beneficiada diretamente pela decisão do Tribunal que retirou 6 pontos do Cruzeiro. Caio Jr. ficou pelo caminho, depois de levar um baile do Zequinha no Passo D'Areia. Mas a vizinhança ganhou sobrevida e chega à quarta-feira de cinzas graças ao tapetão pampeano.

Favoritismo

Dizem que clássico não tem favorito. Discordo. Sempre há um favorito. É claro que isso não quer dizer que o favorito será o vencedor. Mas, se formos buscar as estatísticas, o favorito, em regra, sai vencedor. E as exceções que se possa lembrar só virão para confirmar essa regra. O clássico de amanhã possui um favorito inquestionável. Até porque chegou à fase final dentro de campo e não pela porta dos fundos. Daí a sair vencedor são outros quinhentos, como diz o dito popular, mas que o Colorado é favorito, isso nem o vizinho poderá negar.

gNAL com reservas

Digo e confirmo, o clássico 390 ficou marcado na história como o gNAL dos Reservas Colorados. Aliás, a reação desesperada do vizinho na última coluna (parecia mais uma metralhadora giratória o rapaz!) só referenda minha tese. E, olha aqui ô vizinho, essa do gNAL do "banguzinho" no Gauchão 1995 é mais uma farsa da HMOTA (História Mundial pelos Olhos da Turma da Azenha). Basta ver a escalação da equipe: Silvio, M. Antonio, Rivarola, Luciano, Roger, Dinho, Gelson, W. Mancini, C. Miguel, P. Nunes e Nildo

Afinal de contas, quantos jogadores desse time eram reservas, hein vizinho ? Não vale mentir!

Oscar I

Imprensa insiste em polemizar a respeito do caso Oscar. Mantenho na íntegra o que escrevi na
última semana. Oscar não voltará a atuar pelo São Paulo e o máximo que o INTERNACIONAL terá de fazer e desembolsar algum "tutu" para auxiliar o atleta a indenizar o clube paulista. Aliás, é bem curiosa a postura da imprensa pampeana. Mesmo com pareceres mais do que esclarecedores de advogados com conhecimento a respeito do tema (na linha do que escrevi aqui no BLOgNAL), insistem em contrariá-los e bater nessa tecla de que o INTERNACIONAL pode ter problema se continuar a escalar o atleta.

Oscar II

É, no mínimo, estranha tal postura. Tudo bem que a imprensa precisa estabelecer polêmicas e vender notícias. Mas, agora, advogar uma tese estapafúrdia e sem qualquer base jurídica e que interessa ao clube paulista e não ao futebol gaúcho, sem dúvida, é postura reprovável. Até posso compreender que tal tese seja propalada por um ex-dirigente recalcado que ocupa os microfones de uma rádio comprometida com o clube da azenha (todos sabem a quem me refiro!). Agora, essa tese advogada por jornalistas que se dizem imparciais ? Aí só há uma justificativa, desinformação e falta de vontade de se informar.

Libertadores

Assisti ao empate oxo do Boca Jrs. contra o desconhecido Zamora, na Venezuela. O time "xeneize" está muito longe de meter medo em alguém. O atual vice campeão Peñarol levou um chocolate hoje do Nacional de Medelin. Os "cafeteros", com 6 pontos em duas partidas, são a sensação desse início de Copa. Mas, embora tenham alguns bons destaques individuais como o volante Cordoba e o avante D. Pabón, os colombianos também estão longe de meter medo. O Peñarol sentiu demais as baixas de Martinuccio, G. Rodrigues, Corujo e M. Mier. Os "carboneros", com duas derrotas, não demonstraram nem qualidade e nem ganas de vencer. Ainda não tive oportunidade de assistir ao Velez Sarsfield, ao Nacional de Montevideo e a U. de Chile, mas tudo indica que teremos mais um campeão falando o idioma português em 2012.

Imagem da Semana

Jô depois de anotar dois golos contra o Pelotas

RÁPIDAS

Jô marcou duas vezes e foi eleito o melhor em campo na partida de sábado contra o Pelotas.

Centroavante vive de gols, não importa como os anote e muito menos contra quem os anote.

Como já dizia Dadá Maravilha, "não existe gol feio; feio é não fazer gols".

Disse depois do clássico 390 e reafirmo - para desespero do vizinho - o Jô seria titular absoluto lá no ataque da azenha.

Aviso à turminha que advoga a tese de que Oscar não deveria jogar o clássico que seu substituto natural é o Datolo.

E, já se viu, Datolo é mais um homem gNAL que desembarcou no Beira Rio.

Ranking da Conmebol. INTERNACIONAL é o melhor entre os brasileiros. Novidade ?

A metralhadora giratória do vizinho na última coluna só pode ser explicada pelo desespero de contar com um time que é um arremedo. E, claro, por ser obrigado a elaborar, toda semana, a versão oficial das políticas executadas pela dupla Odone/Pelaipe.

Mas te acalma vizinho... O "profexor"' Luxa está chegando com seus projetos. Agora vai...

Rumo ao Tri-Rebaixamento.

Muriel, Elton, Moledo, Índio, Kléber; Guinazu, Bolatti (ou Sandro S.), Oscar e D'Alessandro; Dagoberto e Damião.

Que venha o 391!

Saudações rubras, do CAMPEÃO DE TUDO, DONO DA ALDEIA (40*) e SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Luiz Portinho - mais de 750 jogos no Gigante da Beira Rio